05/06/2025
Caixa lucra R$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre de 2025 enquanto reduz agências e postos de trabalho
A Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido recorrente de R$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre de 2025, o que representa um aumento expressivo de 71,5% em relação ao mesmo período de 2024 e de 7,9% frente ao quarto trimestre do ano passado. Já o lucro contábil alcançou R$ 5,8 bilhões, com alta de 133,9% em 12 meses e 27,5% no trimestre.
Apesar do desempenho financeiro robusto, o número de trabalhadores(as) e unidades da Caixa continua em queda. Em 12 meses, foram fechadas 117 agências, 8 postos de atendimento, 21 unidades lotéricas e 234 unidades de correspondentes Caixa Aqui. Também houve uma redução de 3.024 postos de trabalho no mesmo período, ainda que o banco tenha registrado leve crescimento de 463 empregados(as) em relação ao trimestre anterior. Ao final de março de 2025, a instituição contava com 83.770 trabalhadores(as).
Carteira de crédito cresce, mas receitas de serviços caem
O total de ativos da Caixa atingiu R$ 2,091 trilhões, com aumento de 11,1% em 12 meses. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela alta de 10,7% na Carteira de Crédito Ampliada, que totalizou R$ 1,266 trilhão. Houve avanço em diversas frentes, como crédito imobiliário (+12,7%), agronegócio (+9,9%), saneamento e infraestrutura (+6,7%), crédito para pessoa jurídica (+6%) e crédito comercial para pessoa física (+5,5%).
No entanto, as receitas com prestação de serviços apresentaram queda: -1,4% na comparação anual e -11,5% em relação ao trimestre anterior. Segundo o próprio banco, a retração foi impactada pela Resolução CMN nº 4.966/21, em vigor desde 1º de janeiro de 2025, que alterou regras sobre tarifas e serviços bancários.
Queda nas despesas de pessoal e redução da cobertura com receitas secundárias
As despesas de pessoal, incluindo a PLR, caíram 2,4% em 12 meses e 3,4% no trimestre. Com isso, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias foi de 78,8%, indicando menor margem de sustentação dos gastos com trabalhadores por outras fontes de receita que não o crédito.
A provisão para perdas esperadas teve recuo expressivo: -57,7% em 12 meses e -55% em comparação ao quarto trimestre de 2024, o que também contribuiu para o lucro elevado. Por outro lado, a inadimplência para atrasos acima de 90 dias subiu, chegando a 2,49%, com elevação de 0,15 ponto percentual (p.p.) em 12 meses e 0,52 p.p. no trimestre.
Lucro bilionário, mas com impacto social preocupante
A rentabilidade da Caixa também subiu: a rentabilidade sobre o patrimônio líquido foi de 11,77%, com aumento de 2,76 p.p. em 12 meses. O patrimônio líquido da instituição cresceu 6,5% no período.
Embora o banco celebre seus indicadores financeiros, os números revelam uma contradição entre o lucro bilionário e a redução de sua estrutura física e humana.
"Essa lógica de gestão, pautada apenas por resultados financeiros, ignora a missão pública da instituição e compromete o acesso da população a direitos fundamentais como moradia, programas sociais, crédito rural e o FGTS. Ao encolher onde deveria estar presente, a Caixa deixa de cumprir seu papel como agente de desenvolvimento e inclusão social. Os impactos também são sentidos pelos empregados remanescentes, que enfrentam sobrecarga, crescente adoecimento e a precarização das condições para exercer suas funções com dignidade", destacou o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
“O Lucro da caixa é reflexo da qualidade e esforço de seus trabalhadores. Esperamos que isso seja reconhecido e valorizado nas futuras negociações para avançarmos nos direitos dos empregados”, afirmou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco.
Apesar do desempenho financeiro robusto, o número de trabalhadores(as) e unidades da Caixa continua em queda. Em 12 meses, foram fechadas 117 agências, 8 postos de atendimento, 21 unidades lotéricas e 234 unidades de correspondentes Caixa Aqui. Também houve uma redução de 3.024 postos de trabalho no mesmo período, ainda que o banco tenha registrado leve crescimento de 463 empregados(as) em relação ao trimestre anterior. Ao final de março de 2025, a instituição contava com 83.770 trabalhadores(as).
Carteira de crédito cresce, mas receitas de serviços caem
O total de ativos da Caixa atingiu R$ 2,091 trilhões, com aumento de 11,1% em 12 meses. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela alta de 10,7% na Carteira de Crédito Ampliada, que totalizou R$ 1,266 trilhão. Houve avanço em diversas frentes, como crédito imobiliário (+12,7%), agronegócio (+9,9%), saneamento e infraestrutura (+6,7%), crédito para pessoa jurídica (+6%) e crédito comercial para pessoa física (+5,5%).
No entanto, as receitas com prestação de serviços apresentaram queda: -1,4% na comparação anual e -11,5% em relação ao trimestre anterior. Segundo o próprio banco, a retração foi impactada pela Resolução CMN nº 4.966/21, em vigor desde 1º de janeiro de 2025, que alterou regras sobre tarifas e serviços bancários.
Queda nas despesas de pessoal e redução da cobertura com receitas secundárias
As despesas de pessoal, incluindo a PLR, caíram 2,4% em 12 meses e 3,4% no trimestre. Com isso, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias foi de 78,8%, indicando menor margem de sustentação dos gastos com trabalhadores por outras fontes de receita que não o crédito.
A provisão para perdas esperadas teve recuo expressivo: -57,7% em 12 meses e -55% em comparação ao quarto trimestre de 2024, o que também contribuiu para o lucro elevado. Por outro lado, a inadimplência para atrasos acima de 90 dias subiu, chegando a 2,49%, com elevação de 0,15 ponto percentual (p.p.) em 12 meses e 0,52 p.p. no trimestre.
Lucro bilionário, mas com impacto social preocupante
A rentabilidade da Caixa também subiu: a rentabilidade sobre o patrimônio líquido foi de 11,77%, com aumento de 2,76 p.p. em 12 meses. O patrimônio líquido da instituição cresceu 6,5% no período.
Embora o banco celebre seus indicadores financeiros, os números revelam uma contradição entre o lucro bilionário e a redução de sua estrutura física e humana.
"Essa lógica de gestão, pautada apenas por resultados financeiros, ignora a missão pública da instituição e compromete o acesso da população a direitos fundamentais como moradia, programas sociais, crédito rural e o FGTS. Ao encolher onde deveria estar presente, a Caixa deixa de cumprir seu papel como agente de desenvolvimento e inclusão social. Os impactos também são sentidos pelos empregados remanescentes, que enfrentam sobrecarga, crescente adoecimento e a precarização das condições para exercer suas funções com dignidade", destacou o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
“O Lucro da caixa é reflexo da qualidade e esforço de seus trabalhadores. Esperamos que isso seja reconhecido e valorizado nas futuras negociações para avançarmos nos direitos dos empregados”, afirmou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco.
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