24/03/2020
Coronavírus: Débora Fonseca (Caref) comenta medidas de proteção no Banco do Brasil
.jpg)
A pandemia do coronavírus se tornou com razão a pauta principal da conversa nos locais de trabalho e casas pelo país. No Banco do Brasil não é diferente. A Conselheira Representante dos Funcionários no Conselho de Administração do BB (Caref), Débora Fonseca, relata como tem acompanhado as medidas que a Contraf-CUT e os sindicatos têm negociado junto à Fenaban e junto ao BB em especial.
“Percebemos nitidamente que as medidas de prevenção ao coronavírus só passaram a ser debatidas e implantadas no banco após as negociações dos sindicatos. Sem pressão por parte dos representantes dos bancários, possivelmente estaríamos trabalhando normalmente”, diz Débora.
Após as negociações, o BB publicou alguns comunicados contemplando o que foi negociado.
As medidas divulgadas até o momento compreendem: afastamento dos funcionários que estiveram no exterior; dos que estão com suspeita da doença; dos que coabitam com pessoas com suspeita da doença; dos que estão nos grupos de risco; dos que coabitam com pessoas no grupo de risco.
O banco ainda anunciou medidas como possibilidade de trabalho em home office; cancelamento de reuniões e cursos presenciais substituindo-os por videoconferência quando necessário, a fim de evitar concentração de pessoas; reforçar a limpeza das unidades; criar turnos com intervalo para limpeza e para manter o menor número de funcionários nas dependências simultaneamente; flexibilizar as férias principalmente para que funcionários pais e mães possam optar por utilizar o período para ficar com os filhos; reforçar a comunicação; dispensa dos aprendizes e estagiários; retirada dos funcionários das salas de auto atendimento; contingenciamento da entrada de clientes nas agências; flexibilização para reduzir a jornada de atendimento em 1 hora para que os funcionários possam evitar os horários de pico no transporte.
“Além das medidas que já tinham sido anunciadas, também solicitei ao BB a suspensão de metas, porque nesse momento temos que estar focados em realizar o atendimento essencial à população. É preciso cuidar da prevenção em respeito aos funcionários e clientes. Trata-se de responsabilidade social e cuidado com a sociedade”, destaca Débora.
“Apesar de o banco não ter acatado o pedido, temos que seguir pressionando para que todas as ações sejam voltadas ao bem estar dos colegas e clientes”, acrescenta a Caref.
Agora, segundo Débora, o ponto principal é seguir cobrando que o atendimento seja direcionado exclusivamente para serviços essenciais, aqueles que só possam ser feitos presencialmente, priorizando inclusive o atendimento à população que recebe benefícios sociais, bolsas, entre outros, lembrando do caráter público e essencial na prestação de serviços que o BB faz à sociedade.
“Encaminhei também proposta feita pela chapa Viver Cassi para suspensão das eleições na Cassi e criação de canal digital de atendimento específico sobre o Covid-19. Neste momento, a Cassi tem de ter como foco principal ações de prevenção e cuidado com os associados, e o processo eleitoral não pode atrapalhar esse foco", justifica.
Procure o Sindicato
O Sindicato está monitorando todos os locais de trabalho e alertando os bancários. Como as informações estão sendo atualizadas constantemente, deixamos aqui nossos canais de comunicação.> Estou com um problema no meu local de trabalho ou seu banco não está cumprindo o acordado? Acesse nosso canal de denúncias aqui. O sigilo é garantido.
> Secretaria: você pode falar diretamente com um de nossos diretores pelo telefone (17) 3522-2409.
> Redes Sociais: nossos canais no Facebook e Instagram estão abertos, compartilhando informações do Sindicato e de interesse da sociedade sobre a pandemia.
> Quer receber notícias sobre o seu banco? Cadastre-se em nossa linha de transmissão pelo contato (17) 99259-1987. Informe seu nome, banco e cidade em que trabalha.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Caixa lucra R$ 7,4 bilhões no semestre e movimento sindical cobra valorização dos empregados
- Campanha Nacional: Sem aumento real não dá, Fenaban!
- Caixa não apresenta nova proposta para o Saúde Caixa
- Banqueiros propõem reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026. Comando rejeitou na mesa
- Negociação com a Caixa: Saúde Caixa, carreira, condições de trabalho e contratações estão no centro da Campanha; veja resumo até aqui
- Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações
- Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB
- Eleições Cabesp: Divulgada lista de candidatos; vote nos nomes apoiados pelas entidades
- Fenaban não apresenta índice de reajuste e negociação continua nesta terça-feira (25)
- Acordo garante acesso de associados do Economus à CliniCassi, e representa avanço rumo à isonomia
- Despesas do Saúde Caixa chegaram a R$ 4,39 bilhões em 2025
- Saúde Caixa e Cassi assinam acordo para compartilhar redes credenciadas
- Trabalhadores e banqueiros voltam a negociar nessa segunda-feira (24)
- Paralisação dos bancários ganha repercussão na imprensa e expõe intransigência dos bancos na Campanha Nacional
- Com 100% das agências fechadas em Catanduva, bancários dão recado à Fenaban: queremos proposta decente!