07/11/2025
Lula cobra e Caixa suspende lançamento de bet
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a suspensão do lançamento de uma plataforma de apostas (“bet”) da Caixa Econômica Federal. Segundo apurações da Folha e de O Globo, a ideia pode ser cancelada.
O movimento sindical avalia a decisão do governo é considerada acertada diante dos riscos que uma plataforma de apostas poderia causar à população, já fortemente impactada pelo endividamento e pelo adoecimento mental decorrente do vício em jogos.
Um estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), em parceria com a AGP Pesquisas, revelou que 63% dos apostadores no país tiveram parte da renda comprometida com as bets. Outros 19% deixaram de fazer compras no mercado e 11% deixaram de gastar com saúde e medicamentos.
Um relatório divulgado pelo Banco Central em setembro mostrou que beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em sites de apostas esportivas apenas em agosto de 2025 — valor equivalente a 21,2% dos recursos distribuídos pelo programa no mesmo mês.
Ainda segundo a autarquia, 24 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma aposta desde janeiro. A maioria dos apostadores tem entre 20 e 30 anos e gasta, em média, R$ 100 por aposta, valor que aumenta conforme a faixa etária. Entre brasileiros acima de 60 anos, a média chega a R$ 3 mil. Os dados foram divulgados pelo UOL.
O governo Lula tem insistido na necessidade de aumentar as alíquotas de impostos das casas de apostas e deve reenviar ao Congresso, nos próximos dias, uma proposta que amplia a taxação das bets e das fintechs.
Para a representação dos empregados, a proposta de criação de uma bet pela Caixa, idealizada por setores políticos ligados ao chamado “centrão”, contraria a função social do banco público, cuja missão é financiar políticas públicas voltadas ao benefício da população. O financiamento de apostas, seguindo a lógica do lucro obtido pela exploração da miséria das famílias, representa um desvio grave do papel social da instituição.
O movimento sindical avalia a decisão do governo é considerada acertada diante dos riscos que uma plataforma de apostas poderia causar à população, já fortemente impactada pelo endividamento e pelo adoecimento mental decorrente do vício em jogos.
Um estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), em parceria com a AGP Pesquisas, revelou que 63% dos apostadores no país tiveram parte da renda comprometida com as bets. Outros 19% deixaram de fazer compras no mercado e 11% deixaram de gastar com saúde e medicamentos.
Um relatório divulgado pelo Banco Central em setembro mostrou que beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em sites de apostas esportivas apenas em agosto de 2025 — valor equivalente a 21,2% dos recursos distribuídos pelo programa no mesmo mês.
Ainda segundo a autarquia, 24 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma aposta desde janeiro. A maioria dos apostadores tem entre 20 e 30 anos e gasta, em média, R$ 100 por aposta, valor que aumenta conforme a faixa etária. Entre brasileiros acima de 60 anos, a média chega a R$ 3 mil. Os dados foram divulgados pelo UOL.
O governo Lula tem insistido na necessidade de aumentar as alíquotas de impostos das casas de apostas e deve reenviar ao Congresso, nos próximos dias, uma proposta que amplia a taxação das bets e das fintechs.
Para a representação dos empregados, a proposta de criação de uma bet pela Caixa, idealizada por setores políticos ligados ao chamado “centrão”, contraria a função social do banco público, cuja missão é financiar políticas públicas voltadas ao benefício da população. O financiamento de apostas, seguindo a lógica do lucro obtido pela exploração da miséria das famílias, representa um desvio grave do papel social da instituição.
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