06/11/2025
Senado propõe regras para impedir fechamento indiscriminado de agências bancárias
O Projeto de Lei 5.456/2025, apresentado pela senadora Eliziane Gama (PSD/MA), estabelece critérios e procedimentos para o encerramento de agências bancárias em todo o país. A proposta busca proteger o interesse público, garantir a continuidade dos serviços essenciais e fortalecer a inclusão financeira, especialmente em municípios pequenos, áreas rurais e comunidades vulneráveis.
Pelo texto, os bancos só poderão fechar agências após cumprir uma série de exigências. Entre elas estão a comunicação prévia ao Banco Central com 120 dias de antecedência, acompanhada de estudo de impacto socioeconômico e plano de mitigação, além de aviso público à população com 90 dias de antecedência e realização de audiência pública organizada pelo poder local.
O projeto também determina a manutenção, por até 24 meses, de um ponto de atendimento (físico ou móvel), para amenizar os impactos do encerramento das atividades bancárias no local, garantindo o acesso da população a serviços como saques, pagamentos e recebimento de benefícios sociais.
Se o projeto for aprovado, nos municípios com menos de 50 mil habitantes ou onde exista apenas uma agência bancária, o fechamento dependerá de autorização expressa do Banco Central, precedida de parecer técnico e audiência pública. O descumprimento das regras sujeitará as instituições financeiras a multas e sanções previstas na Lei nº 13.506/2017.
A senadora destaca que o fechamento de agências “vai muito além de uma decisão empresarial”, afetando o comércio local, a arrecadação municipal e o acesso da população a programas como o Bolsa Família, INSS e crédito rural. “A modernização do sistema financeiro não pode ocorrer em detrimento da inclusão de milhões de brasileiros que ainda dependem do atendimento presencial”, afirmou Eliziane Gama na justificativa da proposta.
O projeto também fortalece o papel de órgãos de defesa do consumidor (Ministério Público, Senacon e Procon) e determina que o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional publiquem normas complementares em até 90 dias após a sanção.
Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT Brasil, Juvandia Moreira, a aprovação do Projeto de Lei 5.456/2025 é fundamental para reafirmar a natureza pública da atividade bancária.
“Os bancos operam sob concessão pública, conforme estabelece a legislação do Sistema Financeiro Nacional. Isso significa que não podem atuar apenas de acordo com seus interesses privados. É dever das instituições financeiras cumprir suas funções sociais e garantir o acesso da população aos serviços bancários em todas as regiões do país”, destacou.
"O fechamento de agências bancárias provoca um abalo direto na dinâmica das cidades. Quando o atendimento desaparece, a vida econômica local enfraquece: pequenos empreendedores perdem clientela, o crédito fica mais difícil, e a circulação de recursos diminui. Isso compromete o dinamismo do comércio, reduz oportunidades de trabalho e impacta a arrecadação pública. O resultado é uma economia local fragilizada, com municípios inteiros ficando à margem do desenvolvimento e da inclusão financeira, sobretudo no interior dos estados", reforça o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
Ao propor regras para o fechamento responsável de agências, o PL 5.456/2025 busca equilibrar inovação tecnológica e justiça social, assegurando que o avanço digital no setor financeiro não aprofunde a exclusão bancária nem comprometa o papel público dos bancos no desenvolvimento do país.
Pelo texto, os bancos só poderão fechar agências após cumprir uma série de exigências. Entre elas estão a comunicação prévia ao Banco Central com 120 dias de antecedência, acompanhada de estudo de impacto socioeconômico e plano de mitigação, além de aviso público à população com 90 dias de antecedência e realização de audiência pública organizada pelo poder local.
O projeto também determina a manutenção, por até 24 meses, de um ponto de atendimento (físico ou móvel), para amenizar os impactos do encerramento das atividades bancárias no local, garantindo o acesso da população a serviços como saques, pagamentos e recebimento de benefícios sociais.
Se o projeto for aprovado, nos municípios com menos de 50 mil habitantes ou onde exista apenas uma agência bancária, o fechamento dependerá de autorização expressa do Banco Central, precedida de parecer técnico e audiência pública. O descumprimento das regras sujeitará as instituições financeiras a multas e sanções previstas na Lei nº 13.506/2017.
A senadora destaca que o fechamento de agências “vai muito além de uma decisão empresarial”, afetando o comércio local, a arrecadação municipal e o acesso da população a programas como o Bolsa Família, INSS e crédito rural. “A modernização do sistema financeiro não pode ocorrer em detrimento da inclusão de milhões de brasileiros que ainda dependem do atendimento presencial”, afirmou Eliziane Gama na justificativa da proposta.
O projeto também fortalece o papel de órgãos de defesa do consumidor (Ministério Público, Senacon e Procon) e determina que o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional publiquem normas complementares em até 90 dias após a sanção.
Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT Brasil, Juvandia Moreira, a aprovação do Projeto de Lei 5.456/2025 é fundamental para reafirmar a natureza pública da atividade bancária.
“Os bancos operam sob concessão pública, conforme estabelece a legislação do Sistema Financeiro Nacional. Isso significa que não podem atuar apenas de acordo com seus interesses privados. É dever das instituições financeiras cumprir suas funções sociais e garantir o acesso da população aos serviços bancários em todas as regiões do país”, destacou.
"O fechamento de agências bancárias provoca um abalo direto na dinâmica das cidades. Quando o atendimento desaparece, a vida econômica local enfraquece: pequenos empreendedores perdem clientela, o crédito fica mais difícil, e a circulação de recursos diminui. Isso compromete o dinamismo do comércio, reduz oportunidades de trabalho e impacta a arrecadação pública. O resultado é uma economia local fragilizada, com municípios inteiros ficando à margem do desenvolvimento e da inclusão financeira, sobretudo no interior dos estados", reforça o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
Ao propor regras para o fechamento responsável de agências, o PL 5.456/2025 busca equilibrar inovação tecnológica e justiça social, assegurando que o avanço digital no setor financeiro não aprofunde a exclusão bancária nem comprometa o papel público dos bancos no desenvolvimento do país.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Brasil perde 37% das agências bancárias em 10 anos e vê exclusão financeira avançar
- Avanço: Banco do Brasil passa a aceitar todas as formas de recebimento do Prevmais na Cassi
- COE Bradesco debate PPR, educação e condições de trabalho em reunião com o banco
- Dirigentes sindicais debatem estratégias para enfrentar o feminicídio na sociedade e na categoria
- Eleições da Funcef começam nesta terça-feira (24). Sindicato apoia candidaturas do grupo Participantes Funcef
- Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial: Combate ao racismo segue urgente no sistema financeiro
- Crédito do Trabalhador supera R$ 117 bilhões em um ano e amplia acesso, mas juros elevados ainda preocupam
- Sandro Brito será o novo representante dos empregados no CA da Caixa
- Reta final das eleições da Cassi opõe projetos e reforça importância do voto consciente
- Comitê Evolui: Exclusão do consultor de RH coloca em cheque critérios de avaliação no Itaú
- Copom reduz Selic em 0,25 ponto, mas mantém juros elevados e críticas à política monetária
- Sindicato vai à luta contra metas abusivas e escancara realidade dos trabalhadores do Mercantil
- Cultura Red Pill: o discurso de ódio às mulheres que se concretiza em violências físicas, psicológicas e letais
- Pagamento do Super Caixa de 2025 e regras para 2026 frustram empregados. Apcef/SP e Sindicato cobram negociação dos critérios em mesa
- Sindicato debate campanha nacional e fortalece estratégias de luta com análise de conjuntura e mobilização da diretoria