02/02/2026
Caso Banco Master: desregulação atinge o próprio Banco Central e ameaça empregos bancários
A desregulação do sistema financeiro, intensificada durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central (BC), gerou consequências diretas para a própria autoridade monetária. No fim do ano passado, o BC teve de abrir investigação interna para apurar condutas de fiscalização no caso do Banco Master, abrangendo desde a expansão acelerada do conglomerado de Daniel Vorcaro até sua liquidação em novembro de 2025.
Segundo o BC, houve uma demora injustificada na identificação de operações de alto risco. O atual presidente da instituição, Gabriel Galípolo, determinou a abertura de uma auditoria interna para avaliar se a autarquia já possuía elementos suficientes para decretar a liquidação antes do agravamento do cenário.
Afastamentos na cúpula de fiscalização do BC
O desdobramento do caso provocou mudanças estruturais. Paulo Souza, ex-diretor de Fiscalização e figura central na gestão de Campos Neto (2019–2024), foi afastado uma semana após a liquidação do Master. Belline Santana, então chefe do departamento de Supervisão Bancária, também foi retirada da função. As informações são d’O Globo.
Segundo reportagem publicada no jornal Estadão, Roberto Campos Neto tinha ciência dos problemas de liquidez do Banco Master já em 2024, mas optou por não intervir. A decisão de liquidação só foi efetivada sob a gestão de Galípolo.
O impacto no bolso e na vida do bancário
Para o movimento sindical bancário, o caso não é apenas uma falha técnica de fiscalização, mas uma consequência direta da desregulação que coloca em risco os trabalhadores bancários, a população e o próprio sistema financeiro.
“O Master e o Will Bank são exemplos claros dos efeitos da desregulação, sobretudo durante a gestão de Campos Neto. Essa lógica atinge diretamente os trabalhadores, que passam a conviver com o risco do desemprego, além de comprometer todo o sistema financeiro, que terá de arcar com bilhões por meio do Fundo Garantidor de Crédito [FGC]”, afirma Neiva Ribeiro, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.
As liquidações do Master e do Will Bank devem resultar em resgates de aproximadamente R$ 47 bilhões. A dirigente alerta que esse montante precisará ser recomposto pelos demais bancos do sistema.
Para cobrir esse prejuízo, as instituições financeiras tendem a intensificar a cobrança por metas e a encarecer o crédito. No fim da cadeia, quem sofre é o bancário, pressionado no ambiente de trabalho, e a sociedade, que acaba pagando a conta de um modelo regulatório falho.
Defesa de um novo marco regulatório
A representação dos trabalhadores defende que a estabilidade do sistema financeiro esteja ancorada em uma fiscalização integrada entre Banco Central, CVM, Ministério do Trabalho e Receita Federal. Até mesmo a Fenaban (federação dos bancos) passou a reconhecer as assimetrias regulatórias existentes — um problema que a representação da categoria denuncia há anos sob a perspectiva da defesa do emprego e dos direitos trabalhistas.
“A discussão sobre um novo marco regulatório é urgente e precisa colocar no centro a proteção social, o emprego e os direitos dos trabalhadores. Sem regras firmes e fiscalização eficiente, o custo das crises seguirá recaindo sobre quem vive do trabalho e sobre toda a sociedade”, afirma o presidente do Sindicat dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
Siga os canais do Sindicato no WhatsApp:
Participe dos canais oficiais do Sindicato no WhatsApp e fique por dentro de todas as informações da entidade e de interesse da categoria bancária.
Caixa Econômica Federal:
Banco do Brasil:
Bradesco:
Santander:
Itaú:
Mercantil:
Segundo o BC, houve uma demora injustificada na identificação de operações de alto risco. O atual presidente da instituição, Gabriel Galípolo, determinou a abertura de uma auditoria interna para avaliar se a autarquia já possuía elementos suficientes para decretar a liquidação antes do agravamento do cenário.
Afastamentos na cúpula de fiscalização do BC
O desdobramento do caso provocou mudanças estruturais. Paulo Souza, ex-diretor de Fiscalização e figura central na gestão de Campos Neto (2019–2024), foi afastado uma semana após a liquidação do Master. Belline Santana, então chefe do departamento de Supervisão Bancária, também foi retirada da função. As informações são d’O Globo.
Segundo reportagem publicada no jornal Estadão, Roberto Campos Neto tinha ciência dos problemas de liquidez do Banco Master já em 2024, mas optou por não intervir. A decisão de liquidação só foi efetivada sob a gestão de Galípolo.
O impacto no bolso e na vida do bancário
Para o movimento sindical bancário, o caso não é apenas uma falha técnica de fiscalização, mas uma consequência direta da desregulação que coloca em risco os trabalhadores bancários, a população e o próprio sistema financeiro.
“O Master e o Will Bank são exemplos claros dos efeitos da desregulação, sobretudo durante a gestão de Campos Neto. Essa lógica atinge diretamente os trabalhadores, que passam a conviver com o risco do desemprego, além de comprometer todo o sistema financeiro, que terá de arcar com bilhões por meio do Fundo Garantidor de Crédito [FGC]”, afirma Neiva Ribeiro, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.
As liquidações do Master e do Will Bank devem resultar em resgates de aproximadamente R$ 47 bilhões. A dirigente alerta que esse montante precisará ser recomposto pelos demais bancos do sistema.
Para cobrir esse prejuízo, as instituições financeiras tendem a intensificar a cobrança por metas e a encarecer o crédito. No fim da cadeia, quem sofre é o bancário, pressionado no ambiente de trabalho, e a sociedade, que acaba pagando a conta de um modelo regulatório falho.
Defesa de um novo marco regulatório
A representação dos trabalhadores defende que a estabilidade do sistema financeiro esteja ancorada em uma fiscalização integrada entre Banco Central, CVM, Ministério do Trabalho e Receita Federal. Até mesmo a Fenaban (federação dos bancos) passou a reconhecer as assimetrias regulatórias existentes — um problema que a representação da categoria denuncia há anos sob a perspectiva da defesa do emprego e dos direitos trabalhistas.
“A discussão sobre um novo marco regulatório é urgente e precisa colocar no centro a proteção social, o emprego e os direitos dos trabalhadores. Sem regras firmes e fiscalização eficiente, o custo das crises seguirá recaindo sobre quem vive do trabalho e sobre toda a sociedade”, afirma o presidente do Sindicat dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
Siga os canais do Sindicato no WhatsApp:
Participe dos canais oficiais do Sindicato no WhatsApp e fique por dentro de todas as informações da entidade e de interesse da categoria bancária.
Caixa Econômica Federal:
Banco do Brasil:
Bradesco:
Santander:
Itaú:
Mercantil:
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
- Mercantil antecipa pagamento da 13ª cesta-alimentação para esta sexta (30)
- COE Itaú cobra avanços em teletrabalho, monitoramento digital e condições de trabalho na renovação do Acordo Coletivo
- Caixa pública é patrimônio do Brasil e instrumento estratégico de desenvolvimento
- Itaú anuncia compra de startup de inteligência artificial por R$ 2,925 bilhões
- Bradesco lucra R$ 20,9 bilhões e fecha 3,2 mil postos de trabalho bancário em um ano
- Sindicato convoca bancários do Mercantil para deliberar ACT da PLR. Confira o edital
- NOTA DE PESAR: Rosângela de Farias Silva Lorenzetti
- A esperança venceu com a energia das ruas para construir o futuro
- Nota de Pesar: Sindicato dos Bancários de Catanduva e região lamenta a morte de Maria Heloísa Pereira Marcos
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese