02/02/2026
Vitória dos trabalhadores: IR zero para quem ganha até R$ 5 mil vale nos salários pagos este mês
Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque dos assalariados que ganham até R$ 5 mil brutos por mês. Eles estarão totalmente isentos do IR, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte.
As alterações começaram a valer para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro.
De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida.
Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:
- trabalhadores com carteira assinada;
- servidores públicos;
- aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.
A regra também se aplica ao décimo terceiro salário.
Os rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva de descontos do IR atual (até 27,5%).
No setor bancário, os efeitos dessa medida são expressivos e revelam sua importância social
Levantamento realizado a partir dos micro dados da RAIS 2024 aponta que cerca de 45,9 mil bancários ficarão totalmente isentos do Imposto de Renda, o que representa uma economia anual estimada em R$ 111,1 milhões. Outros 75,9 mil terão redução do imposto a pagar, somando uma economia anual de R$ 149,6 milhões. Ao todo, aproximadamente 122 mil bancários, o equivalente a 30% da categoria, serão diretamente beneficiados, com impacto total de R$ 260,7 milhões por ano.
Mais significativo ainda é o fato de que 53% desse contingente é composto por mulheres, reforçando o caráter de equidade social da medida e seu papel na redução das desigualdades de gênero, especialmente em um setor marcado por diferenças salariais e pela sobrecarga do trabalho feminino.
> Calcule sua economia no simulador do Dieese
“Essa vitória evidencia o papel decisivo da luta sindical na formulação de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades. A categoria bancária sempre teve protagonismo na defesa de um sistema tributário mais justo, que alivie o peso sobre quem vive do trabalho e concentre a tributação sobre o capital. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda se insere nesse processo e tem efeitos concretos: coloca mais recursos no bolso dos trabalhadores, fortalece o consumo, impulsiona a economia, gera empregos e contribui para melhorar as condições de vida de milhões de famílias”, destaca o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Ricardo Jorge Nassar Jr.
De onde vem o dinheiro?
A conta da renúncia fiscal — estimada em R$ 25,4 bilhões — será paga por quem está no topo da pirâmide econômica. Para compensar a perda de arrecadação, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM).
Entram no cálculo os salários recebidos; lucros e dividendos; e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis.
A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem:
- renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%;
- renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%
Na hora de declarar o IR
O Ministério da Fazenda explica que a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) vai se refletir apenas na declaração de 2027, que considera os rendimentos de 2026, e que nada muda nas principais deduções do IR, no momento da declaração:
- dependentes: R$ 189,59 por mês;
- desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;
- despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;
- declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.
É válido destacar que a dispensa da entrega da declaração para quem ganha menos de R$ 5 mil em 2026 não toma por base apenas o rendimento tributável, mas os rendimentos isentos e não tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte, além dos bens. Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.
Para os contribuintes que temem errar o preenchimento da declaração do imposto de renda em 2026 e 2027, a dica é observar o que está detalhado no informe disponibilizado pelas empresas obrigatoriamente no primeiro trimestre de cada ano. Além da necessidade de o contribuinte declarar da mesma forma que está descrito no Informe de Rendimentos, é “importante conferir os dados na declaração pré-preenchida pela Receita Federal antes de confirmar o envio.
> Confira aqui a nova tabela do IRPF divulgada pela Receita Federal com as mudanças após isenção para quem ganha até R$ 5 mil e que entraram em vigor em 1º de janeiro deste ano.
As alterações começaram a valer para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro.
De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida.
Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:
- trabalhadores com carteira assinada;
- servidores públicos;
- aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.
A regra também se aplica ao décimo terceiro salário.
Os rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva de descontos do IR atual (até 27,5%).
No setor bancário, os efeitos dessa medida são expressivos e revelam sua importância social
Levantamento realizado a partir dos micro dados da RAIS 2024 aponta que cerca de 45,9 mil bancários ficarão totalmente isentos do Imposto de Renda, o que representa uma economia anual estimada em R$ 111,1 milhões. Outros 75,9 mil terão redução do imposto a pagar, somando uma economia anual de R$ 149,6 milhões. Ao todo, aproximadamente 122 mil bancários, o equivalente a 30% da categoria, serão diretamente beneficiados, com impacto total de R$ 260,7 milhões por ano.
Mais significativo ainda é o fato de que 53% desse contingente é composto por mulheres, reforçando o caráter de equidade social da medida e seu papel na redução das desigualdades de gênero, especialmente em um setor marcado por diferenças salariais e pela sobrecarga do trabalho feminino.
> Calcule sua economia no simulador do Dieese
“Essa vitória evidencia o papel decisivo da luta sindical na formulação de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades. A categoria bancária sempre teve protagonismo na defesa de um sistema tributário mais justo, que alivie o peso sobre quem vive do trabalho e concentre a tributação sobre o capital. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda se insere nesse processo e tem efeitos concretos: coloca mais recursos no bolso dos trabalhadores, fortalece o consumo, impulsiona a economia, gera empregos e contribui para melhorar as condições de vida de milhões de famílias”, destaca o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Ricardo Jorge Nassar Jr.
De onde vem o dinheiro?
A conta da renúncia fiscal — estimada em R$ 25,4 bilhões — será paga por quem está no topo da pirâmide econômica. Para compensar a perda de arrecadação, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM).
Entram no cálculo os salários recebidos; lucros e dividendos; e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis.
A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem:
- renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%;
- renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%
Na hora de declarar o IR
O Ministério da Fazenda explica que a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) vai se refletir apenas na declaração de 2027, que considera os rendimentos de 2026, e que nada muda nas principais deduções do IR, no momento da declaração:
- dependentes: R$ 189,59 por mês;
- desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;
- despesas com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;
- declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.
É válido destacar que a dispensa da entrega da declaração para quem ganha menos de R$ 5 mil em 2026 não toma por base apenas o rendimento tributável, mas os rendimentos isentos e não tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte, além dos bens. Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.
Para os contribuintes que temem errar o preenchimento da declaração do imposto de renda em 2026 e 2027, a dica é observar o que está detalhado no informe disponibilizado pelas empresas obrigatoriamente no primeiro trimestre de cada ano. Além da necessidade de o contribuinte declarar da mesma forma que está descrito no Informe de Rendimentos, é “importante conferir os dados na declaração pré-preenchida pela Receita Federal antes de confirmar o envio.
> Confira aqui a nova tabela do IRPF divulgada pela Receita Federal com as mudanças após isenção para quem ganha até R$ 5 mil e que entraram em vigor em 1º de janeiro deste ano.
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