12/08/2026

COE e Santander retomam negociação específica nesta quarta-feira (12)

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reúne com a direção do banco nesta quarta-feira (12), para a quarta rodada de negociação específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Desta vez, a pauta será concentrada nas cláusulas econômicas e sindicais do acordo coletivo.

Entre os principais pontos econômicos que serão debatidos estão a criação de um auxílio mobilidade/combustível, com cartão para custear transporte, combustível e estacionamento; o custeio integral pelo banco das certificações e atualizações da Anbima; apoio financeiro para cursos de atualização, extensão, congressos e seminários; e a criação de uma bolsa de férias.

No bloco sindical, a representação dos trabalhadores reivindica acesso dos dirigentes sindicais liberados aos canais internos do banco, o fornecimento periódico de informações funcionais e a negociação prévia em processos de reorganização ou reestruturação que afetem coletivamente os empregados.

Também estarão em discussão a manutenção e o aprimoramento das regras de acesso aos locais de trabalho e aos empregados, inclusive em teletrabalho, além de mecanismos de incentivo à sindicalização e o fortalecimento do Comitê de Relações Trabalhistas como espaço permanente de diálogo entre o banco e as entidades sindicais.

Na terceira rodada, realizada em 28 de julho, a COE cobrou avanços em temas relacionados à saúde, assistência médica, prevenção ao adoecimento, saúde mental, combate ao assédio e condições de trabalho. O banco apresentou algumas respostas, mas manteve impasses em reivindicações consideradas prioritárias pelos trabalhadores.

O secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo, explica que a expectativa da representação dos trabalhadores é construir um instrumento que responda aos desafios atuais da categoria e estabeleça avanços concretos, e isso depende de uma postura mais aberta do banco nesta rodada.

“Depois de três rodadas de negociação, o Santander já conhece a dimensão e a importância das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores. Agora, é fundamental que o banco demonstre disposição efetiva para negociar, especialmente em temas que envolvem valorização profissional, direitos sindicais e participação dos empregados nas decisões que impactam suas condições de trabalho. Não basta reconhecer que determinados assuntos são relevantes: é preciso transformar esse reconhecimento em cláusulas, garantias e compromissos objetivos no acordo coletivo", destaca o dirigente.
Fonte: Contraf-CUT, com edição de Seeb Catanduva

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