28/09/2026
Formação sindical prepara dirigentes, resgata história da categoria bancária e trajetória do Sindicato
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região realizou, no último sábado (26), no Clube Banespinha, um curso de formação sindical que reuniu a diretoria plena da entidade. A atividade teve como objetivo fortalecer o conhecimento sobre a história do movimento sindical bancário, a trajetória do Sindicato e o papel da organização dos trabalhadores na defesa de direitos e na participação social.
Participaram da mesa o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim; o secretário-geral, Júlio César Trigo; e os diretores Luiz César de Freitas (Alemão), e Francisco Bellíssimo (Chico Belo).
“A formação sindical é fundamental para fortalecer a nossa atuação e garantir que a história, as conquistas e os valores que construíram o nosso Sindicato sejam conhecidos e continuem vivos nas próximas gerações. Principalmente neste momento importante que estamos vivendo, de renovação da diretoria, com a chegada de novos nomes que vêm para somar, trazer novas ideias e assumir, junto com quem já construiu essa trajetória, a responsabilidade de continuar avançando”, ressaltou o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
“Formar novos dirigentes é preparar o Sindicato para os desafios do presente e do futuro, sem perder de vista a nossa história, a defesa dos bancários e o compromisso com a sociedade. É assim que garantimos a continuidade da luta e mantemos o Sindicato forte, atuante e cada vez mais próximo da categoria”, acrescentou Júlio Trigo ao iniciar as falas.
Participaram da mesa o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim; o secretário-geral, Júlio César Trigo; e os diretores Luiz César de Freitas (Alemão), e Francisco Bellíssimo (Chico Belo).
“A formação sindical é fundamental para fortalecer a nossa atuação e garantir que a história, as conquistas e os valores que construíram o nosso Sindicato sejam conhecidos e continuem vivos nas próximas gerações. Principalmente neste momento importante que estamos vivendo, de renovação da diretoria, com a chegada de novos nomes que vêm para somar, trazer novas ideias e assumir, junto com quem já construiu essa trajetória, a responsabilidade de continuar avançando”, ressaltou o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
“Formar novos dirigentes é preparar o Sindicato para os desafios do presente e do futuro, sem perder de vista a nossa história, a defesa dos bancários e o compromisso com a sociedade. É assim que garantimos a continuidade da luta e mantemos o Sindicato forte, atuante e cada vez mais próximo da categoria”, acrescentou Júlio Trigo ao iniciar as falas.

Da luta dos banespianos às conquistas nacionais
O curso teve início com uma retrospectiva sobre a formação e a evolução do movimento sindical bancário realizada por Alemão. O diretor do Sindicato destacou que a organização dos trabalhadores do setor tem raízes na mobilização dos banespianos, ainda no final da década de 1920, quando já estavam em pauta reivindicações relacionadas às condições de trabalho.
A apresentação também percorreu a organização nacional da categoria, desde a criação do Departamento Nacional dos Bancários no âmbito da CUT, passando pela transformação em Confederação Nacional dos Bancários e, posteriormente, pela criação da Contraf-CUT.
Ao abordar as conquistas acumuladas ao longo das décadas, Alemão destacou direitos que hoje fazem parte da realidade dos bancários, como a jornada de seis horas, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e cláusulas voltadas à proteção dos trabalhadores diante de questões sociais e das relações de trabalho, incluindo o combate ao assédio moral e sexual e a defesa da igualdade de direitos.
Para ele, conhecer essa trajetória é fundamental para compreender que os direitos não foram concedidos espontaneamente, mas resultado de organização e mobilização coletiva.
O dirigente também chamou atenção para os desafios atuais colocados pelas transformações no mundo do trabalho, como o avanço das tecnologias, o trabalho remoto e a inteligência artificial. Segundo ele, apesar das diferentes conjunturas políticas, econômicas e sociais enfrentadas ao longo dos anos, a unidade da categoria permitiu preservar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e ampliar direitos.
A história do Sindicato dos Bancários de Catanduva
Chico Belo apresentou um resgate da trajetória do Sindicato dos Bancários de Catanduva a partir de sua própria experiência como bancário do Banespa e dirigente sindical.
Ele destacou as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores e dirigentes em diferentes períodos históricos, lembrando que a atuação sindical muitas vezes ocorreu em meio à perseguição e à tentativa de deslegitimar os representantes dos trabalhadores.
“Desde aquela época, os dirigentes sindicais já eram estigmatizados”, relembrou Chico, ao contextualizar os desafios enfrentados por quem se colocava à frente da organização dos trabalhadores.
Segundo ele, a transformação do Sindicato de Catanduva foi resultado de uma mudança na forma de atuação da entidade, que passou a ouvir mais a categoria e a atuar de maneira efetiva na defesa das condições de trabalho. A entidade também passou a ganhar reconhecimento na cidade, inclusive sendo procurada por outros sindicatos para apoio e colaboração na organização de suas próprias lutas.

Sindicato Cidadão e participação social
A formação também reforçou o conceito de Sindicato Cidadão, que compreende a entidade sindical como parte ativa da sociedade e não apenas como representante dos trabalhadores nas negociações com os bancos.
A experiência de Catanduva foi apresentada como exemplo dessa concepção, com a participação do Sindicato em debates e mobilizações relacionados a questões de interesse coletivo.
Um dos exemplos apresentados foi a mobilização contra a tentativa de instalação de um presídio em Catanduva, quando a entidade assumiu papel de articulação junto a diferentes segmentos da sociedade.
Entre os episódios lembrados está também a participação do Sindicato na criação da segunda Junta de Conciliação e Julgamento de Catanduva, iniciativa que, segundo Chico, contribuiu para melhorar a estrutura de atendimento às demandas trabalhistas da região.
“O Sindicato sempre representou os trabalhadores também na sociedade e essa atuação faz com que sejamos reconhecidos como referência na luta sindical. Nós temos representação na área da saúde, já tivemos no Conselho do Idoso, por exemplo. Então, ao longo da nossa história, fizemos muita coisa não apenas para nós, bancários, mas porque era necessário para a cidade, para toda a população”, afirmou Chico Belo.
O dirigente também ressaltou a relevância da participação política, defendendo que o Sindicato deve atuar como um canal de informação e conscientização sobre a importância de se eleger representantes comprometidos com a defesa dos trabalhadores em todas as esferas de governo.
Formação também é reflexão sobre escolhas e democracia
Durante o encontro, Chico Belo compartilhou ainda experiências pessoais de sua trajetória sindical, destacando que o Sindicato é um espaço democrático e que a atuação como dirigente exige disposição para colocar os interesses coletivos acima das vantagens individuais.
Ele contou, por exemplo, que poderia ter optado por uma situação profissional mais vantajosa, mas decidiu permanecer na luta sindical. “Eu vim aqui pela luta, pela causa. A gente tem que saber que não é só pelo ganho pessoal, é pelo que a gente pode fazer pelo coletivo”, afirmou.
Memória para preparar o futuro
Ao recuperar episódios marcantes da história do Sindicato e da categoria, os dirigentes também destacaram que conhecer as experiências do passado ajuda a compreender os desafios do presente.
Para os dirigentes, a formação sindical cumpre justamente esse papel, o de preservar a memória das lutas, transmitir experiências entre gerações e preparar novos dirigentes para os desafios que surgem com as transformações no mundo do trabalho.
Alemão concluiu as apresentações com uma mensagem à nova geração de dirigentes: “Eu espero que vocês continuem e façam muito mais do que nós fizemos.”

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