22/01/2020
Desmonte: Incompetência da direção do Banco do Brasil prejudica bancários e clientes

Desde 2016, o atendimento para clientes PJ e PF do Banco do Brasil passa por uma reestruturação, com medidas na maioria das vezes impostas de forma arbitrária e unilateral, sem negociação com as entidades representativas. Dessa forma, o atendimento foi centralizado nos escritórios digitais e centenas de agências foram fechadas. Entretanto, as falhas deste processo colocado em prática pela direção do banco estão levando o banco a rever essa centralização, mas permanece a lógica de sacrificar bancários, sem qualquer negociação com a sua representação.
“Ao centralizarem o atendimento PJ nos Escritórios Digitais Especializados PJ, deslocaram trabalhadores das agências e levaram as contas de clientes para essas unidades sem qualquer critério geográfico, o que resultou na fuga de contas PJ do banco. Agora, tentam reverter parte desse processo, entendendo que o relacionamento com o cliente PJ precisa ter proximidade e, para descentralizar, estão pedindo que gerentes façam visitas, muitas vezes em locais muito distantes da unidade onde estão alocados. Assim, visitas não são feitas e a fuga de clientes prossegue - influenciada também pelas taxas e juros do BB, que estão acima do mercado - de forma até mais intensa”, explica o dirigente sindical e membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Getúlio Maciel.
Outra questão refere-se a estratégia de fornecer notebooks para gerentes de contas PJ acima de um milhão e, posteriormente, para gerentes de contas PJ até um milhão.
Essa é outra medida reversiva em relação à restruturação em curso desde 2016. O movimento sindical não é contra o trabalho remoto em si, mas defende que é necessária regulação para atenuar os riscos ao trabalhador como a ocorrência de acidentes de trabalho, extrapolação de jornada, entre outros. Para isso, é necessário que o BB apresente e negocie esse modelo de trabalho com a representação dos trabalhadores.
“Os gerentes PJ MPE Remoto, que cuidam de contas até um milhão, receberão os notebooks mais para frente. Entretanto, temos informações que eles voltarão para as agências. Só que esses trabalhadores não sabem para qual unidade irão, como será esse novo modelo de atendimento e suas equipes também estão no escuro. Um desrespeito absurdo, que traz angústia e insegurança para esses bancários”, diz Maciel.
A incompetência administrativa da direção do banco, amparada pela intransigência da Super PJ, prejudica a todos: bancários, clientes e o próprio BB.
Quando avançou a restruturação, visando centralizar o atendimento, foram apontadas suas graves falhas, que prejudicariam clientes e bancários. A direção do banco e a Super PJ não deram ouvidos e as consequências vieram. Agora, tentam reverter parte do processo e, novamente, o movimento sindical está alertando para graves falhas. Trata-se de muito dinheiro jogado fora, da perspectiva de um banco público tão importante como o BB, com essas idas e vindas feitas de forma atabalhoada, sem respeito para com clientes e bancários.
"O Sindicato, na condição de entidade representativa dos trabalhadores, defende a importânia do BB como instituição pública fomentadora do desenvolvimento do país e reivindica à direção do banco esclarecimentos sobre as atuais mudanças no modelo de atendimento, primando pelo respeito aos direitos dos bancários, a um atendimento de qualidade aos clientes e ao próprio Banco do Brasil”, acrascenta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
“Ao centralizarem o atendimento PJ nos Escritórios Digitais Especializados PJ, deslocaram trabalhadores das agências e levaram as contas de clientes para essas unidades sem qualquer critério geográfico, o que resultou na fuga de contas PJ do banco. Agora, tentam reverter parte desse processo, entendendo que o relacionamento com o cliente PJ precisa ter proximidade e, para descentralizar, estão pedindo que gerentes façam visitas, muitas vezes em locais muito distantes da unidade onde estão alocados. Assim, visitas não são feitas e a fuga de clientes prossegue - influenciada também pelas taxas e juros do BB, que estão acima do mercado - de forma até mais intensa”, explica o dirigente sindical e membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Getúlio Maciel.
Outra questão refere-se a estratégia de fornecer notebooks para gerentes de contas PJ acima de um milhão e, posteriormente, para gerentes de contas PJ até um milhão.
Essa é outra medida reversiva em relação à restruturação em curso desde 2016. O movimento sindical não é contra o trabalho remoto em si, mas defende que é necessária regulação para atenuar os riscos ao trabalhador como a ocorrência de acidentes de trabalho, extrapolação de jornada, entre outros. Para isso, é necessário que o BB apresente e negocie esse modelo de trabalho com a representação dos trabalhadores.
“Os gerentes PJ MPE Remoto, que cuidam de contas até um milhão, receberão os notebooks mais para frente. Entretanto, temos informações que eles voltarão para as agências. Só que esses trabalhadores não sabem para qual unidade irão, como será esse novo modelo de atendimento e suas equipes também estão no escuro. Um desrespeito absurdo, que traz angústia e insegurança para esses bancários”, diz Maciel.
A incompetência administrativa da direção do banco, amparada pela intransigência da Super PJ, prejudica a todos: bancários, clientes e o próprio BB.
Quando avançou a restruturação, visando centralizar o atendimento, foram apontadas suas graves falhas, que prejudicariam clientes e bancários. A direção do banco e a Super PJ não deram ouvidos e as consequências vieram. Agora, tentam reverter parte do processo e, novamente, o movimento sindical está alertando para graves falhas. Trata-se de muito dinheiro jogado fora, da perspectiva de um banco público tão importante como o BB, com essas idas e vindas feitas de forma atabalhoada, sem respeito para com clientes e bancários.
"O Sindicato, na condição de entidade representativa dos trabalhadores, defende a importânia do BB como instituição pública fomentadora do desenvolvimento do país e reivindica à direção do banco esclarecimentos sobre as atuais mudanças no modelo de atendimento, primando pelo respeito aos direitos dos bancários, a um atendimento de qualidade aos clientes e ao próprio Banco do Brasil”, acrascenta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
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