02/08/2019
30º Congresso Nacional dos Funcionários do BB debate teses de correntes sindicais

Os trabalhos na tarde de quinta-feira (1) retornaram com a leitura das teses das 11 correntes políticas presentes no 30º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB).
Acompanhe a galeira de fotos do evento.
Na sequência Reinaldo Fujimoto, presidente da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), apresentou a campanha “Não mexe no meu BB”.
A campanha tem abrangência nacional com uso intensivo de mídias sociais, além de inserções na mídia tradicional. Um dos motivos da iniciativa é mostrar para a sociedade a necessidade de manter o modelo de empresa pública construído em torno do BB: eficiente, competitivo, rentável e com papel social relevante.
“A ideia é sensibilizar a todos os brasileiros em defesa e fortalecimento do BB e contra qualquer tentativa de venda de ativos estratégicos do Banco. Queremos mostrar que o Banco do Brasil pertence aos brasileiros”, declarou Fujimoto.
Na sequência, o 30º CNFBB abriu espaço para o lançamento de dois livros de companheiros bancários. Marcelo Azevedo, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), apresentou o livro “Novo Sindicalismo para o Capitalismo do Século XXI”. O livre traz um estudo desde o primeiro congresso da classe trabalhadora, o primeiro congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Segundo Azevedo, a publicação colabora no sentindo de repensar o movimento sindical diante do capitalismo no século 21, pois o movimento sindical do século passado acabou. “Temos que destacar que nenhum direito trabalhista foi de graça. É importante também para conhecer quais são os limites da atividade sindical brasileira.”
O outro livro lançado foi “Garimpeiro do Cotidiano”, do Francisco Ferreira Alexandre, aposentado do BB, militante, Ex-diretor da Previ e Ex-presidente do Fundo de Pensão dos Trabalhadores da BRF.
Toda a renda arrecada com as vendas do livro, que foi distribuído gratuitamente para os participantes do CNFBB, será repassada a uma instituição de caridade.
Francisco Alexandre afirmou que o livro é uma compilação de crônicas escritas desde o ano 1992 no jornal local da sua cidade natal, Bom Conselho, no Pernambuco, e também no jornal Gazeta de Alagoas. “A decisão de organizá-las em livro foi desejo de levar os textos um pouco mais além e possibilitar a leitura por outras pessoas.”
O livro é composto por 48 crônicas. Sendo 17 delas de conteúdo local da cidade no interior de Pernambuco, mesmo nelas as informações perpassam o horizonte local. Outras 30 crônicas são mais abrangentes, pois tratam temas diversos do país e do mundo.
Os textos tratam de cultura, política, educação economia, história, regionalismo. “A cada crônica me valho muitas vezes do suporte factual, histórico e técnico para sustentá-las”, afirmou Alexandre.
Para ele, a leitura, qualquer que seja, deixa ensinamentos. “Há crônicas sobre reforma da previdência e mundo do trabalho. Contudo, o que considero mais importante é a ideia é ajudar as pessoas na formação já que, quando se lê sempre se aprende.”
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