29/06/2018
Cassi: diretor eleito vota pelo aumento da coparticipação; medida não soluciona déficit

Virou rotina. Mais uma vez um integrante da chapa eleita na Cassi, a Mais União, mostrou que o seu comprometimento é com os interesses do banco, e não com os associados que o elegeram. Após o presidente eleito do Conselho Deliberativo rasgar o regimento interno ao votar junto com o BB e à revelia dos associados, o diretor de Saúde e Rede de Atendimento, Luiz Satoru, se alinhou com o banco e votou pelo aumento da coparticipação: 30% para 40% em consultas, psicoterapia, acupuntura e de 10% para 20% em exames.
A coparticipação e sua gestão dependem da Diretoria de Planos da Cassi, cujo titular eleito, Humberto Almeida, manifestou na reunião da diretoria sua enfática posição contrária ao aumento.
“Satoru, alinhado com o discurso terrorista do BB, apunhalou pelas costas os associados da Cassi. Aumentar a coparticipação, além de lesar o associado no momento que ele busca tratamento, é uma medida inócua para solucionar o déficit da Cassi. A coparticipação foi criada pelo banco para inibir o excesso de exames não retirados pelos bancários e como uma forma educativa de utilização. Porém, de lá para cá a utilização de exames não só não caiu, como aumentou, conforme relatório do próprio banco”, critica o membro da Comissão de Empresa dos Fundcionários do BB, João Fukunaga.
Por conquista dos associados, a cobrança da coparticipação é limitada a 1/24 avos do salário, uma forma de não prejudicar os trabalhadores com menores remunerações. Entretanto, o banco alegou que nessa cobrança somente a primeira parcela é cobrada respeitando o teto de 1/24 avos. O interessante é que o responsável pelo arquivo de cobrança é o diretor de Administração e Finanças, indicado do BB.
“Quem não fez a lição de casa de se cobrar o restante do valor e vem prejudicando a Cassi é o próprio banco, mas ele quer repassar essa conta apenas para o associado, aumentando os valores da coparticipação”, avalia João.
“Além disso, o aumento da coparticipação afasta o associado da Estratégia Saúde da Família, já que o programa solicita uma série de exames para mapear a saúde do associado e assim atuar preventivamente, o que comprovadamente reduz custos para a Cassi. O aumento da coparticipação inclusive contraria o relatório da consultoria Accenture, que atestou a importância do programa Estratégia Saúde da Família como forma de diminuir despesas e promover a sustentabilidade da caixa de assistência”, acrescenta João, reforçando ainda que o banco já havia tentado aumentar a coparticipação em 2015, quando a medida foi barrada pelos diretores eleitos e apoiados pelo movimento sindical Wiliam Mendes e Mirian Fochi.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, a direção do BB tenta ignorar as entidades sindicais e associativas como legítimos representantes dos associados. Não bastasse, ainda promove terrorismo junto aos funcionários e tenta usar dirigentes eleitos como defensores de suas propostas. "O resultado dessa política prejudica ainda mais os usuários da Cassi, pois abre brechas para retirada de direitos e aumento dos custos só para os associados", critica Vicentim.
De acordo com Fukunaga, o aumento da coparticipação prejudicará sobretudo os associados com mais idade.
“Satoru, além de votar contra os associados que o elegeram, ignora que medidas como o aumento da coparticipação interferem diretamente na saúde das pessoas, afastando-as do tratamento que necessitam. Idosos, que possuem uma necessidade maior de exames periódicos serão os mais prejudicados. Os debates e votos no âmbito da Cassi escancaram quem está ao lado dos trabalhadores e quem defende apenas os interesses do banco. Quem está com os associados, votou contra esse absurdo aumento da coparticipação”, conclui o dirigente.
A coparticipação e sua gestão dependem da Diretoria de Planos da Cassi, cujo titular eleito, Humberto Almeida, manifestou na reunião da diretoria sua enfática posição contrária ao aumento.
“Satoru, alinhado com o discurso terrorista do BB, apunhalou pelas costas os associados da Cassi. Aumentar a coparticipação, além de lesar o associado no momento que ele busca tratamento, é uma medida inócua para solucionar o déficit da Cassi. A coparticipação foi criada pelo banco para inibir o excesso de exames não retirados pelos bancários e como uma forma educativa de utilização. Porém, de lá para cá a utilização de exames não só não caiu, como aumentou, conforme relatório do próprio banco”, critica o membro da Comissão de Empresa dos Fundcionários do BB, João Fukunaga.
Por conquista dos associados, a cobrança da coparticipação é limitada a 1/24 avos do salário, uma forma de não prejudicar os trabalhadores com menores remunerações. Entretanto, o banco alegou que nessa cobrança somente a primeira parcela é cobrada respeitando o teto de 1/24 avos. O interessante é que o responsável pelo arquivo de cobrança é o diretor de Administração e Finanças, indicado do BB.
“Quem não fez a lição de casa de se cobrar o restante do valor e vem prejudicando a Cassi é o próprio banco, mas ele quer repassar essa conta apenas para o associado, aumentando os valores da coparticipação”, avalia João.
“Além disso, o aumento da coparticipação afasta o associado da Estratégia Saúde da Família, já que o programa solicita uma série de exames para mapear a saúde do associado e assim atuar preventivamente, o que comprovadamente reduz custos para a Cassi. O aumento da coparticipação inclusive contraria o relatório da consultoria Accenture, que atestou a importância do programa Estratégia Saúde da Família como forma de diminuir despesas e promover a sustentabilidade da caixa de assistência”, acrescenta João, reforçando ainda que o banco já havia tentado aumentar a coparticipação em 2015, quando a medida foi barrada pelos diretores eleitos e apoiados pelo movimento sindical Wiliam Mendes e Mirian Fochi.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, a direção do BB tenta ignorar as entidades sindicais e associativas como legítimos representantes dos associados. Não bastasse, ainda promove terrorismo junto aos funcionários e tenta usar dirigentes eleitos como defensores de suas propostas. "O resultado dessa política prejudica ainda mais os usuários da Cassi, pois abre brechas para retirada de direitos e aumento dos custos só para os associados", critica Vicentim.
De acordo com Fukunaga, o aumento da coparticipação prejudicará sobretudo os associados com mais idade.
“Satoru, além de votar contra os associados que o elegeram, ignora que medidas como o aumento da coparticipação interferem diretamente na saúde das pessoas, afastando-as do tratamento que necessitam. Idosos, que possuem uma necessidade maior de exames periódicos serão os mais prejudicados. Os debates e votos no âmbito da Cassi escancaram quem está ao lado dos trabalhadores e quem defende apenas os interesses do banco. Quem está com os associados, votou contra esse absurdo aumento da coparticipação”, conclui o dirigente.
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