11/05/2018
Cassi: movimento sindical questiona parcialidade e alerta para retirada de direitos

(Foto: Freepik)
A Anabb promoveu uma reunião para tratar sobre o futuro da Cassi. Participaram do encontro em Brasília, na terça-feira (8), antigos e atuais dirigentes da caixa de assistência, praticamente todos ligados ao Banco do Brasil.
Segundo a Associação Nacional dos Funcionários do BB, “o objetivo do encontro foi reunir pessoas de notório saber, que têm expertise sobre Cassi, para analisar os impactos da Proposta feita pelo Banco, bem como alinhar posicionamentos que serão discutidos com o BB”.
Movimento sindical, no entanto, questiona. “Por que uma associação de representação dos funcionários faz uma reunião com mais gente do banco do que dirigentes eleitos pelos trabalhadores? Praticamente todos os antigos dirigentes da Cassi convidados foram altos executivos do BB, inclusive o atual diretor eleito, o que dá ao banco uma problemática maioria dentro da Cassi”, afirma o integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, João Fukunaga.
As propostas apresentadas pelo BB para o custeio da caixa de assistência, como a cobrança por dependentes, oneram todos os associados. “Isso foi rechaçado por nós, do movimento sindical. Mas a Anabb até agora não se opôs”, critica João.
Funcionário defendendo proposta de patrão?
Os trabalhadores precisam saber: qual a posição da Anabb?
A Associação de Funcionários está defendendo a proposta do patrão que implementa a CGEPAR 23 ao excluir cônjuges dos aposentados do Plano Cassi, cobrando 360 reais deles?
“Se aceitarmos esse princípio de exclusão e fim da solidariedade, estaremos abrindo mão de um direito e seria um passo para, no futuro, o banco excluir os aposentados. Isso já foi proposto em 2015: criar um fundo para administrar o pós-laboral, tirando do banco a responsabilidade dele com os aposentados. Tudo que a CGEPAR 23 apregoa agora”, critica João, alertando para o perigo. “Nenhuma entidade de aposentados ou de representantes do funcionalismo, como a Anabb, está rejeitando a proposta do banco. Inclusive indicam aceitar a cobrança por dependentes, só questionando os valores”, afirma.
Somos contra a proposta do BB para a Cassi. Aqui, defendemos o princípio de solidariedade, que todos os funcionários paguem a mesma proporção de seus salários, não fazendo da saúde um privilegio para quem pode pagar. Mas o BB quer o contrário, onera os menores salários e ainda busca excluir os cônjuges dos aposentados, no momento em que mais se precisa do plano de saúde. É muita injustiça! Por isso, o movimento sindical questiona uma reunião com esse público, organizada por uma associação que representa os interesses dos funcionários, na qual a não se fez nenhuma crítica, mas cujas ideias se resumem a acatar o que o banco quer.”
Segundo a Associação Nacional dos Funcionários do BB, “o objetivo do encontro foi reunir pessoas de notório saber, que têm expertise sobre Cassi, para analisar os impactos da Proposta feita pelo Banco, bem como alinhar posicionamentos que serão discutidos com o BB”.
Movimento sindical, no entanto, questiona. “Por que uma associação de representação dos funcionários faz uma reunião com mais gente do banco do que dirigentes eleitos pelos trabalhadores? Praticamente todos os antigos dirigentes da Cassi convidados foram altos executivos do BB, inclusive o atual diretor eleito, o que dá ao banco uma problemática maioria dentro da Cassi”, afirma o integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, João Fukunaga.
As propostas apresentadas pelo BB para o custeio da caixa de assistência, como a cobrança por dependentes, oneram todos os associados. “Isso foi rechaçado por nós, do movimento sindical. Mas a Anabb até agora não se opôs”, critica João.
Funcionário defendendo proposta de patrão?
Os trabalhadores precisam saber: qual a posição da Anabb?
A Associação de Funcionários está defendendo a proposta do patrão que implementa a CGEPAR 23 ao excluir cônjuges dos aposentados do Plano Cassi, cobrando 360 reais deles?
“Se aceitarmos esse princípio de exclusão e fim da solidariedade, estaremos abrindo mão de um direito e seria um passo para, no futuro, o banco excluir os aposentados. Isso já foi proposto em 2015: criar um fundo para administrar o pós-laboral, tirando do banco a responsabilidade dele com os aposentados. Tudo que a CGEPAR 23 apregoa agora”, critica João, alertando para o perigo. “Nenhuma entidade de aposentados ou de representantes do funcionalismo, como a Anabb, está rejeitando a proposta do banco. Inclusive indicam aceitar a cobrança por dependentes, só questionando os valores”, afirma.
Somos contra a proposta do BB para a Cassi. Aqui, defendemos o princípio de solidariedade, que todos os funcionários paguem a mesma proporção de seus salários, não fazendo da saúde um privilegio para quem pode pagar. Mas o BB quer o contrário, onera os menores salários e ainda busca excluir os cônjuges dos aposentados, no momento em que mais se precisa do plano de saúde. É muita injustiça! Por isso, o movimento sindical questiona uma reunião com esse público, organizada por uma associação que representa os interesses dos funcionários, na qual a não se fez nenhuma crítica, mas cujas ideias se resumem a acatar o que o banco quer.”
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