07/02/2017
Bancários brasileiros não são de segunda classe e exigem respeito
Em 2016 a filial brasileira do Santander voltou a representar a maior fatia do lucro global do banco espanhol. A instituição alcançou R$ 7,3 bilhões no ano passado, crescimento de 10,8% em relação a 2015, resultado que representa 21% do total lucrado pelo conglomerado no mundo.
Mas ao invés de reconhecer o esforço dos seus trabalhadores brasileiros por meio de aumentos salariais; expansão dos postos de trabalho; promoções; melhor PLR, PPRS e bônus; o Santander vem promovendo uma política desvalorização por meio de demissões – inclusive aos que entregaram mais que o dobro das metas – e rebaixamento de notas.
“Tudo isso abala psicologicamente os trabalhadores que perderam noites de sono, finais de semana, deixaram de estar com a família, para se entregar às metas, muitas inalcançáveis”, protesta o dirigente sindical e bancário do Santander Welington Correa.
Só no ano passado, o Santander eliminou 2.770 vagas de trabalho. Além disso, está reduzindo as notas dos funcionários elegíveis a bônus. As queixas de bancários ao Sindicato são muitas, principalmente na matriz brasileira, conhecida como Torre.
Eles denunciam que as notas com decimais acima de 0,76 deveriam ter arredondamento para cima, mas o que vem ocorrendo é a redução para baixo. Por exemplo, até quem tirou 2,95 teve a nota rebaixada para 2, e quem deveria tirar 5 ficou com 4, recebendo como resposta dos gestores que essa é uma regra geral, e que a determinação é que alguém tem que ter nota 1, mesmo se este entregou 100% de sua meta.
Questionado a respeito das denúncias, o Santander não respondeu.
Segundo Welington, alguns gestores estão desconfortáveis com essa política de aplicar nota 1 e não a estão acatando por considerarem nociva ao andamento e qualidade do trabalho feito pela equipe.
“Como esperar o melhor do funcionário se o próprio banco não reconhece seu esforço? Será que a gestão do Santander não percebe que está provocando desmotivação, adoecimento e indignação? Tantos funcionários qualificados e sempre buscando se aperfeiçoar, se doando, construindo uma instituição mais sólida, e a gestão deste banco não percebe que pode perder um grande capital humano para os concorrentes?”, questiona Welington.
Para o dirigente, a política de rebaixamento indica que nota 2 é satisfatória, mesmo essa sendo a nota para quem não entregou 100% das metas. “Então, para o melhor banco para se trabalhar, não entregar as metas também é bom?”, questiona.
O Sindicato cobra mais respeito aos funcionários, mais ética e transparência em seus DPOs, e que haja correção das notas de todos, independentemente de haver bônus.
“Os bancários brasileiros são responsáveis por mais de 20% do lucro total do banco espanhol e exigem que o Santander reconheça esse esforço. Estamos cansados de sermos tratados como trabalhadores de segunda classe e exigimos as mesmas garantias que os funcionários da matriz, que tiveram seus empregados assegurados mesmo durante o pior momento da crise que atingiu a Espanha.”
Mas ao invés de reconhecer o esforço dos seus trabalhadores brasileiros por meio de aumentos salariais; expansão dos postos de trabalho; promoções; melhor PLR, PPRS e bônus; o Santander vem promovendo uma política desvalorização por meio de demissões – inclusive aos que entregaram mais que o dobro das metas – e rebaixamento de notas.
“Tudo isso abala psicologicamente os trabalhadores que perderam noites de sono, finais de semana, deixaram de estar com a família, para se entregar às metas, muitas inalcançáveis”, protesta o dirigente sindical e bancário do Santander Welington Correa.
Só no ano passado, o Santander eliminou 2.770 vagas de trabalho. Além disso, está reduzindo as notas dos funcionários elegíveis a bônus. As queixas de bancários ao Sindicato são muitas, principalmente na matriz brasileira, conhecida como Torre.
Eles denunciam que as notas com decimais acima de 0,76 deveriam ter arredondamento para cima, mas o que vem ocorrendo é a redução para baixo. Por exemplo, até quem tirou 2,95 teve a nota rebaixada para 2, e quem deveria tirar 5 ficou com 4, recebendo como resposta dos gestores que essa é uma regra geral, e que a determinação é que alguém tem que ter nota 1, mesmo se este entregou 100% de sua meta.
Questionado a respeito das denúncias, o Santander não respondeu.
Segundo Welington, alguns gestores estão desconfortáveis com essa política de aplicar nota 1 e não a estão acatando por considerarem nociva ao andamento e qualidade do trabalho feito pela equipe.
“Como esperar o melhor do funcionário se o próprio banco não reconhece seu esforço? Será que a gestão do Santander não percebe que está provocando desmotivação, adoecimento e indignação? Tantos funcionários qualificados e sempre buscando se aperfeiçoar, se doando, construindo uma instituição mais sólida, e a gestão deste banco não percebe que pode perder um grande capital humano para os concorrentes?”, questiona Welington.
Para o dirigente, a política de rebaixamento indica que nota 2 é satisfatória, mesmo essa sendo a nota para quem não entregou 100% das metas. “Então, para o melhor banco para se trabalhar, não entregar as metas também é bom?”, questiona.
O Sindicato cobra mais respeito aos funcionários, mais ética e transparência em seus DPOs, e que haja correção das notas de todos, independentemente de haver bônus.
“Os bancários brasileiros são responsáveis por mais de 20% do lucro total do banco espanhol e exigem que o Santander reconheça esse esforço. Estamos cansados de sermos tratados como trabalhadores de segunda classe e exigimos as mesmas garantias que os funcionários da matriz, que tiveram seus empregados assegurados mesmo durante o pior momento da crise que atingiu a Espanha.”
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