18/11/2016
Santander impõe reajustes abusivos nos convênios médico e odontológico
Novembro é um mês de apreensão para os bancários do Santander, pois eles sabem que sofrerão aumentos abusivos nos convênios médico e odontológico. Neste ano não foi diferente. Unilateralmente, o banco espanhol reajustou os valores entre 27% e 56%, muito acima da correção salarial obtida pela categoria bancária na Campanha Nacional deste ano, que foi de 8%.
“Isso demonstra o desrespeito do Santander em um tema tão sensível e importante para os seus trabalhadores, que adoecem e necessitam cada vez mais de tratamentos médicos justamente por causa da alta carga de trabalho e cobrança por metas impostas pela instituição”, critica Lucimara Malaquias, dirigente sindical e bancária do Santander.
Os bancários sentem que os convênios são cada vez menos vantajosos. Além dos aumentos abusivos, desde 2014, o banco mudou os critérios de coparticipação. Desde aquele ano, os dependentes com idade entre 21 e 24 anos pagam como uma vida a mais. Antes pagavam um valor menor. O retorno dessa condição é uma das reivindicações da pauta específica dos trabalhadores do Santander.
Além disso, o Santander aumentou a coparticipação, de 15% para 20%, no valor de exames e consultas, sem teto de despesa. Diferentemente da Cabesp, na qual os assistidos – funcionários oriundos do Banespa – pagam um máximo de R$ 125, independentemente da quantidade de exames e consultas realizadas.
“A ausência de um teto de gastos impede o funcionário de procurar tratamento adequado para ele ou seus dependentes, porque pode leva-lo a não ter condições de arcar com todos os custos”, pondera Maria Rosani, diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e funcionária do Santander.
Discriminação
Ainda por cima há a discriminação com a qualidade dos convênios. Quem ocupa cargos mais altos e recebe salários maiores conta com planos melhores. “E não são essas pessoas que constroem o lucro do Santander sozinhas. No plano de saúde dos funcionários oriundos do Banespa, todos contribuem com o mesmo percentual em cima do salário, e todos têm direito ao mesmo plano. Não existe discriminação”, ressalta Maria Rosani.
“Já mandamos uma notificação extrajudicial em anos anteriores questionando esses pontos e nem sequer tivemos uma resposta do Santander, que propaga uma imagem de preocupação com o trabalhador, mas esses fatos relacionados ao convênio mostram o contrário”, critica a dirigente.
“Conforme seu slogan ‘o que podemos fazer por você hoje?’, o Santander poderia aceitar discutir com os representantes dos trabalhadores as questões de saúde e de reajuste, ao invés de simplesmente impor aumentos abusivos nos valores do convênio”, finaliza Lucimara Malaquias.
“Isso demonstra o desrespeito do Santander em um tema tão sensível e importante para os seus trabalhadores, que adoecem e necessitam cada vez mais de tratamentos médicos justamente por causa da alta carga de trabalho e cobrança por metas impostas pela instituição”, critica Lucimara Malaquias, dirigente sindical e bancária do Santander.
Os bancários sentem que os convênios são cada vez menos vantajosos. Além dos aumentos abusivos, desde 2014, o banco mudou os critérios de coparticipação. Desde aquele ano, os dependentes com idade entre 21 e 24 anos pagam como uma vida a mais. Antes pagavam um valor menor. O retorno dessa condição é uma das reivindicações da pauta específica dos trabalhadores do Santander.
Além disso, o Santander aumentou a coparticipação, de 15% para 20%, no valor de exames e consultas, sem teto de despesa. Diferentemente da Cabesp, na qual os assistidos – funcionários oriundos do Banespa – pagam um máximo de R$ 125, independentemente da quantidade de exames e consultas realizadas.
“A ausência de um teto de gastos impede o funcionário de procurar tratamento adequado para ele ou seus dependentes, porque pode leva-lo a não ter condições de arcar com todos os custos”, pondera Maria Rosani, diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e funcionária do Santander.
Discriminação
Ainda por cima há a discriminação com a qualidade dos convênios. Quem ocupa cargos mais altos e recebe salários maiores conta com planos melhores. “E não são essas pessoas que constroem o lucro do Santander sozinhas. No plano de saúde dos funcionários oriundos do Banespa, todos contribuem com o mesmo percentual em cima do salário, e todos têm direito ao mesmo plano. Não existe discriminação”, ressalta Maria Rosani.
“Já mandamos uma notificação extrajudicial em anos anteriores questionando esses pontos e nem sequer tivemos uma resposta do Santander, que propaga uma imagem de preocupação com o trabalhador, mas esses fatos relacionados ao convênio mostram o contrário”, critica a dirigente.
“Conforme seu slogan ‘o que podemos fazer por você hoje?’, o Santander poderia aceitar discutir com os representantes dos trabalhadores as questões de saúde e de reajuste, ao invés de simplesmente impor aumentos abusivos nos valores do convênio”, finaliza Lucimara Malaquias.
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