06/01/2023
Nova presidenta do BB pode solicitar investigar venda de carteira envolvendo Paulo Guedes

A possibilidade da nova presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, determinar a investigação sobre a venda pelo BB de uma carteira de crédito de R$ 2,9 bilhões ao BTG Pactual, por R$ 317 milhões, foi levantada pelo site 247 junto a fontes da instituição. Segundo as informações, o negócio é considerado um “escândalo financeiro que teria sido praticado em 2020 pelo ex-ministro Paulo Guedes, que não deverá passar em branco”. A transação é considerada dentro do BB como “grossa corrupção” de Guedes, diz o site 247.
O negócio, de pai para filho, envolveria o ex-ministro da Economia por ter sido fundador do BTG e, ao mesmo tempo, comandar a pasta a qual o BB é diretamente subordinado, ou seja, a venda não poderia ter acontecido sem a sua aprovação.
O site revela que a consideração técnica entre funcionários é a de que Guedes tratou os recebíveis como “crédito podre”, quando, na verdade, argumentam, são créditos sadios, visto que têm garantias asseguradas para evitar calotes dessa magnitude.
“Ocorreu, tão somente, comenta-se dentro do BB, uma negociata espúria, inaceitável, que a Procuradoria Geral da República deve investigar a fundo. Comprovada a maracutaia – a de que o BTG teria pago apenas 10% do valor de face da dívida, para arrecadar perto de 80%, sem fazer força –, a operação precisaria ser desfeita e submetida a processo legal para apurar responsabilidades. Aos acusados seria dado amplo direito de defesa. Se, ao final, for comprovada a ilegalidade, a prisão dos responsáveis seria determinada pela justiça”, explica o 247.
A venda ocorreu em 1º de julho de 2020 e logo após, em 24 de julho, o então presidente do banco, Rubem Novaes, pediu demissão. O que causou surpresa, parecendo ser uma cortina de fumaça, uma declaração de Novaes em entrevista à rede CNN Brasil de que uma “cultura de privilégio, corrupção e compadrio” em Brasília o levou a pedir demissão.
O que se pode pensar é que o pedido de demissão ocorre depois de uma operação inédita no BB. Pela primeira vez em sua história de mais de 200 anos – o BB foi fundando em 12 de outubro de 1808 – uma carteira de crédito foi vendida para um banco privado e não para uma empresa do conglomerado.
"É, no mínimo, suspeita a forma com que a direção do Banco do Brasil à época entregou de bandeja uma carteira tão valiosa para uma empresa do setor privado, em que Paulo Guedes é um dos controladores. A ação pode ser mais uma das arbitrariedades cometidas pelo então governo Bolsonaro ao longo de sua ingerência política dentro do BB. Além da operação utilizar o patrimônio público para beneficiar um banco privado, é prejudicial aos funcionários e ao desenvolvimento econômico e social do país. E uma possível privatização do banco, como era a intenção, traria ainda consequências nefastas à maioria dos brasileiros, pois afetaria principalmente o financiamento da agricultura familiar, encarecendo o valor dos alimentos à mesa da população", destaca o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
Guedes fundador do BTG
Além do TCU, o caso também foi para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em representação, o PSOL pediu a investigação “de um possível direcionamento” da cessão, considerando o fato de que o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, é um dos fundadores do BTG Pactual.
O negócio, de pai para filho, envolveria o ex-ministro da Economia por ter sido fundador do BTG e, ao mesmo tempo, comandar a pasta a qual o BB é diretamente subordinado, ou seja, a venda não poderia ter acontecido sem a sua aprovação.
O site revela que a consideração técnica entre funcionários é a de que Guedes tratou os recebíveis como “crédito podre”, quando, na verdade, argumentam, são créditos sadios, visto que têm garantias asseguradas para evitar calotes dessa magnitude.
“Ocorreu, tão somente, comenta-se dentro do BB, uma negociata espúria, inaceitável, que a Procuradoria Geral da República deve investigar a fundo. Comprovada a maracutaia – a de que o BTG teria pago apenas 10% do valor de face da dívida, para arrecadar perto de 80%, sem fazer força –, a operação precisaria ser desfeita e submetida a processo legal para apurar responsabilidades. Aos acusados seria dado amplo direito de defesa. Se, ao final, for comprovada a ilegalidade, a prisão dos responsáveis seria determinada pela justiça”, explica o 247.
A venda ocorreu em 1º de julho de 2020 e logo após, em 24 de julho, o então presidente do banco, Rubem Novaes, pediu demissão. O que causou surpresa, parecendo ser uma cortina de fumaça, uma declaração de Novaes em entrevista à rede CNN Brasil de que uma “cultura de privilégio, corrupção e compadrio” em Brasília o levou a pedir demissão.
O que se pode pensar é que o pedido de demissão ocorre depois de uma operação inédita no BB. Pela primeira vez em sua história de mais de 200 anos – o BB foi fundando em 12 de outubro de 1808 – uma carteira de crédito foi vendida para um banco privado e não para uma empresa do conglomerado.
"É, no mínimo, suspeita a forma com que a direção do Banco do Brasil à época entregou de bandeja uma carteira tão valiosa para uma empresa do setor privado, em que Paulo Guedes é um dos controladores. A ação pode ser mais uma das arbitrariedades cometidas pelo então governo Bolsonaro ao longo de sua ingerência política dentro do BB. Além da operação utilizar o patrimônio público para beneficiar um banco privado, é prejudicial aos funcionários e ao desenvolvimento econômico e social do país. E uma possível privatização do banco, como era a intenção, traria ainda consequências nefastas à maioria dos brasileiros, pois afetaria principalmente o financiamento da agricultura familiar, encarecendo o valor dos alimentos à mesa da população", destaca o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
Guedes fundador do BTG
Além do TCU, o caso também foi para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em representação, o PSOL pediu a investigação “de um possível direcionamento” da cessão, considerando o fato de que o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, é um dos fundadores do BTG Pactual.
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