25/07/2025
Operadora chinesa de cartões vai atuar no Brasil, diz site; entenda!
A operadora de cartões chinesa UnionPay, considerada a maior do mundo, chegará em breve ao Brasil. A informação é do site GGN.
A movimentação ocorre no momento em que o presidente norte-americano Donald Trump discute impor mais sanções ao Brasil. As mais recentes já anunciadas, que taxarão em 50% as exportações nacionais aos Estados Unidos, teve como uma das alegações a suposta concorrência desleal entre o PIX e as empresas de pagamento estadunidenses como Visa, Mastercard, WhatsApp Pay, Google Pay e Apple Pay.
Segundo Rosângela Vieira, economista do Dieese, a chegada da nova operadora no mercado brasileiro tem potencial para pressionar Visa, Mastercard e outras bandeiras a reduzirem suas taxas, tanto para lojistas quanto para consumidores.
“Com mais concorrência nos meios de pagamento, bancos e operadoras tradicionais também poderão ser levados a rever o custo do crédito, juros, especialmente em modalidades como o rotativo do cartão”, destaca.
A fintech brasileira Left (Liberdade Econômica em Fintech), que está viabilizando a chegada da UnionPay ao Brasil, será responsável pela emissão dos cartões e pela integração da operadora chinesa com bancos, maquininhas e sistemas de pagamento. A função crédito, no entanto, deve ser lançada apenas no final do ano.
A empresa atua no país como administradora de cartões de crédito, mas não consta, até o momento, como instituição autorizada pelo Banco Central, mesmo como correspondente bancário.
Infraestrutura financeira multipolar
A proposta da UnionPay inclui a integração ao sistema Cips (Cross-Border Interbank Payment System), uma alternativa ao Swift.
De acordo com Rosângela, isto pode representar para o Brasil uma redução da dependência do dólar nas transações internacionais. “Um aspecto estratégico em tempos de tensões geopolíticas promovidas por Trump.”
O sistema Swift (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication) é uma rede global de comunicação que conecta instituições financeiras, permitindo a troca de informações bancárias e instruções de pagamento, com grande dependência do dólar estadunidense.
Já o Cips, criado pela China em 2015, cumpre função semelhante, mas visa contornar a hegemonia do dólar. Além disso, surge como resposta à possibilidade de o Swift ser usado como ferramenta de coerção política, como ocorreu nos casos de Rússia e Irã, que foram excluídos do sistema.
“Maior aderência de instituições brasileiras ao Cips pode representar, inclusive, fortalecimento do Brics, na construção de uma infraestrutura financeira multipolar e na cooperação econômica entre seus membros”, destaca Neiva Ribeiro, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
A dirigente, contudo, ressalta que será fundamental compreender a forma de inserção da instituição no sistema financeiro, dentro dos parâmetros legais e das relações de trabalho. “Trata-se de uma iniciativa que pode representar uma oportunidade de geração de empregos, especialmente para profissionais oriundos do sistema bancário tradicional.”
A movimentação ocorre no momento em que o presidente norte-americano Donald Trump discute impor mais sanções ao Brasil. As mais recentes já anunciadas, que taxarão em 50% as exportações nacionais aos Estados Unidos, teve como uma das alegações a suposta concorrência desleal entre o PIX e as empresas de pagamento estadunidenses como Visa, Mastercard, WhatsApp Pay, Google Pay e Apple Pay.
Segundo Rosângela Vieira, economista do Dieese, a chegada da nova operadora no mercado brasileiro tem potencial para pressionar Visa, Mastercard e outras bandeiras a reduzirem suas taxas, tanto para lojistas quanto para consumidores.
“Com mais concorrência nos meios de pagamento, bancos e operadoras tradicionais também poderão ser levados a rever o custo do crédito, juros, especialmente em modalidades como o rotativo do cartão”, destaca.
A fintech brasileira Left (Liberdade Econômica em Fintech), que está viabilizando a chegada da UnionPay ao Brasil, será responsável pela emissão dos cartões e pela integração da operadora chinesa com bancos, maquininhas e sistemas de pagamento. A função crédito, no entanto, deve ser lançada apenas no final do ano.
A empresa atua no país como administradora de cartões de crédito, mas não consta, até o momento, como instituição autorizada pelo Banco Central, mesmo como correspondente bancário.
Infraestrutura financeira multipolar
A proposta da UnionPay inclui a integração ao sistema Cips (Cross-Border Interbank Payment System), uma alternativa ao Swift.
De acordo com Rosângela, isto pode representar para o Brasil uma redução da dependência do dólar nas transações internacionais. “Um aspecto estratégico em tempos de tensões geopolíticas promovidas por Trump.”
O sistema Swift (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication) é uma rede global de comunicação que conecta instituições financeiras, permitindo a troca de informações bancárias e instruções de pagamento, com grande dependência do dólar estadunidense.
Já o Cips, criado pela China em 2015, cumpre função semelhante, mas visa contornar a hegemonia do dólar. Além disso, surge como resposta à possibilidade de o Swift ser usado como ferramenta de coerção política, como ocorreu nos casos de Rússia e Irã, que foram excluídos do sistema.
“Maior aderência de instituições brasileiras ao Cips pode representar, inclusive, fortalecimento do Brics, na construção de uma infraestrutura financeira multipolar e na cooperação econômica entre seus membros”, destaca Neiva Ribeiro, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
A dirigente, contudo, ressalta que será fundamental compreender a forma de inserção da instituição no sistema financeiro, dentro dos parâmetros legais e das relações de trabalho. “Trata-se de uma iniciativa que pode representar uma oportunidade de geração de empregos, especialmente para profissionais oriundos do sistema bancário tradicional.”
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Banco do Brasil: trabalhadores esperam respostas na negociação desta sexta-feira (14)
- Dia do Bancário: Sindicato prepara live com sorteio de prêmios e celebração à categoria
- Banco do Brasil não apresenta proposta econômica nem devolutivas e frustra funcionários
- Assembleia na segunda-feira (17) delibera sobre proposta da Fenaban e paralisação no dia 20. Participe!
- Saúde Caixa: Banco insiste em proposta que gera perda de remuneração aos empregados
- Atenção! Bancários têm até 31 de agosto para usufruir da folga assiduidade
- Bancos frustram bancários e não trazem índice de reajuste salarial
- Sem apresentar índice, Fenaban quer dividir a categoria com reajustes diferenciados
- COE e Santander retomam negociação específica nesta quarta-feira (12)
- CEE/Caixa orienta empregados a não responderem consulta sobre migração de função antes da negociação
- Em visita ao Sindicato, deputado Marcolino apresenta projeto pela manutenção das agências e debate desafios da categoria
- Campanha Dia das Crianças Solidário: Sindicato é ponto de coleta para doação de brinquedos e doces. Colabore!
- Santander nega avanços em reivindicações econômicas e avalia demandas sindicais em quarta rodada de negociação
- Em defesa dos empregos e das agências, Sindicato mobiliza bancários e denuncia desmonte do Bradesco
- Chapa Representação de Verdade vence eleição da SantanderPrevi