28/05/2026
PEC do fim da escala 6x1 é aprovada em 1º e 2ª turnos na Câmara dos Deputados
O governo Lula e o movimento sindical conquistam vitória histórica na Câmara dos Deputados, com a aprovação, em primeiro turno, por 472 contra 22 votos, da PEC do fim da escala 6x1, na noite de quinta-feira (27). A sessão foi encerrada às 23h34, após aprovação em segundo turno (461 votos a favor e 19 contra). As atenções se voltam agora para o Senado, onde a proposta de emenda à Constituição ainda precisa ser apreciada para que se torne lei definitiva.
"Vitória da classe trabalhadora, das mulheres, as mais sobrecarregadas com a dupla jornada, vitória das crianças e dos adolescentes, que terão seus pais com mais tempo livre”, comemora Juvandia Moreira, presidenta da ContrafCUT e vice-presidenta da CUT Brasil.
O fim da escala 6x1, com redução da jornada de 44h para 40h semanais e garantia de dois dias semanais de descanso remunerados sem redução salarial, é uma luta das centrais sindicais desde os anos 80.
“Um país que garante a qualidade de vida dos trabalhadores, com equilibro melhor entre o trabalho e a vida pessoal, é um país mais produtivo, como comprovam os países mais desenvolvidos, onde a jornada semanal é de 36h ou 40h semanais. Empresas que já implementaram aqui no Brasil a redução da jornada, seja a 5x2 ou a 4x3, também registram funcionários mais felizes, queda nas faltas por adoecimento e melhora na produtividade”, completa a dirigente.
Os movimentos sindicais defendem também que a redução da jornada terá impactos na melhora do rendimento da população. Segundo estudos do Dieese, cerca de metade dos trabalhadores serão beneficiados com o fim do regime 6x1, sendo 74% dos que trabalham hoje em regime CLT. Esses homens e mulheres passarão a ter mais tempo de qualidade para estudar, para se qualificarem, permitindo maior chance de mobilidade social.
Atenções se voltam para o Senado
“Mais do que acompanhar a tramitação, é fundamental que a sociedade permaneça mobilizada e vigilante. A pressão popular, nas ruas e também nas redes sociais, será decisiva para impedir qualquer tentativa de desfigurar um texto construído a partir de amplo diálogo entre o governo Lula, os movimentos sociais e parlamentares comprometidos com os interesses da maioria da população. Nenhum direito pode ser relativizado ou negociado às custas de quem mais precisa”, destaca o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
Além de estabelecer a escala 5x2, com jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial, o texto aprovado no plenário da Câmara estabelece o seguinte período de transição:
- A partir de 60 dias da promulgação da emenda a jornada cai de 44 para 42 hora semanais;
- Após 12 meses da primeira etapa, a carga chega ao limite definitivo de 40 horas semanais.
PL tenta sabotar a PEC do fim da 6x1
O Partido Liberal (PL), em bloco, votou contra a PEC 221/19, acompanhado por deputados do centrão e da extrema direita, a maioria do União, Partido Novo e MBL.
Na reta final para aprovação na Câmara, o partido do pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro, tentou diversas manobras, como a proposição de emendas para ampliar a jornada ou para distorcer o texto acordado entre o governo e lideranças de outros partidos, de modo a emperrar a tramitação da matéria.
“A aprovação desta PEC, da forma como ocorreu, com grande maioria, lança luz sobre a fraqueza da extrema direita, consequentemente revela a força da classe trabalhadora e do movimento sindical, quando lutam de forma conjunta e articulada para defender e avançar nos direitos”, pontua o secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Meira (Jefão) . "Ironicamente, na votação do primeiro turno, dos mais de 500 deputados, apenas 22 votaram contra... Ou seja, o 22 é e sempre foi contra o trabalhador", conclui o dirigente.
Quem foram os deputados que votaram contra os trabalhadores
"Vitória da classe trabalhadora, das mulheres, as mais sobrecarregadas com a dupla jornada, vitória das crianças e dos adolescentes, que terão seus pais com mais tempo livre”, comemora Juvandia Moreira, presidenta da ContrafCUT e vice-presidenta da CUT Brasil.
O fim da escala 6x1, com redução da jornada de 44h para 40h semanais e garantia de dois dias semanais de descanso remunerados sem redução salarial, é uma luta das centrais sindicais desde os anos 80.
“Um país que garante a qualidade de vida dos trabalhadores, com equilibro melhor entre o trabalho e a vida pessoal, é um país mais produtivo, como comprovam os países mais desenvolvidos, onde a jornada semanal é de 36h ou 40h semanais. Empresas que já implementaram aqui no Brasil a redução da jornada, seja a 5x2 ou a 4x3, também registram funcionários mais felizes, queda nas faltas por adoecimento e melhora na produtividade”, completa a dirigente.
Os movimentos sindicais defendem também que a redução da jornada terá impactos na melhora do rendimento da população. Segundo estudos do Dieese, cerca de metade dos trabalhadores serão beneficiados com o fim do regime 6x1, sendo 74% dos que trabalham hoje em regime CLT. Esses homens e mulheres passarão a ter mais tempo de qualidade para estudar, para se qualificarem, permitindo maior chance de mobilidade social.
Atenções se voltam para o Senado
“Mais do que acompanhar a tramitação, é fundamental que a sociedade permaneça mobilizada e vigilante. A pressão popular, nas ruas e também nas redes sociais, será decisiva para impedir qualquer tentativa de desfigurar um texto construído a partir de amplo diálogo entre o governo Lula, os movimentos sociais e parlamentares comprometidos com os interesses da maioria da população. Nenhum direito pode ser relativizado ou negociado às custas de quem mais precisa”, destaca o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
Além de estabelecer a escala 5x2, com jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial, o texto aprovado no plenário da Câmara estabelece o seguinte período de transição:
- A partir de 60 dias da promulgação da emenda a jornada cai de 44 para 42 hora semanais;
- Após 12 meses da primeira etapa, a carga chega ao limite definitivo de 40 horas semanais.
PL tenta sabotar a PEC do fim da 6x1
O Partido Liberal (PL), em bloco, votou contra a PEC 221/19, acompanhado por deputados do centrão e da extrema direita, a maioria do União, Partido Novo e MBL.
Na reta final para aprovação na Câmara, o partido do pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro, tentou diversas manobras, como a proposição de emendas para ampliar a jornada ou para distorcer o texto acordado entre o governo e lideranças de outros partidos, de modo a emperrar a tramitação da matéria.
“A aprovação desta PEC, da forma como ocorreu, com grande maioria, lança luz sobre a fraqueza da extrema direita, consequentemente revela a força da classe trabalhadora e do movimento sindical, quando lutam de forma conjunta e articulada para defender e avançar nos direitos”, pontua o secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Meira (Jefão) . "Ironicamente, na votação do primeiro turno, dos mais de 500 deputados, apenas 22 votaram contra... Ou seja, o 22 é e sempre foi contra o trabalhador", conclui o dirigente.
Quem foram os deputados que votaram contra os trabalhadores
- Gilson Marques (Novo-SC)
- Julia Zanatta (PL-SC)
- Mauricio Marcon (PL-RS)
- Osmar Terra (PL-RS)
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
- Mercantil antecipa pagamento da 13ª cesta-alimentação para esta sexta (30)
- COE Itaú cobra avanços em teletrabalho, monitoramento digital e condições de trabalho na renovação do Acordo Coletivo
- Caixa pública é patrimônio do Brasil e instrumento estratégico de desenvolvimento
- Itaú anuncia compra de startup de inteligência artificial por R$ 2,925 bilhões
- Bradesco lucra R$ 20,9 bilhões e fecha 3,2 mil postos de trabalho bancário em um ano
- Sindicato convoca bancários do Mercantil para deliberar ACT da PLR. Confira o edital
- NOTA DE PESAR: Rosângela de Farias Silva Lorenzetti
- A esperança venceu com a energia das ruas para construir o futuro
- Nota de Pesar: Sindicato dos Bancários de Catanduva e região lamenta a morte de Maria Heloísa Pereira Marcos
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese