28/10/2026
Caixa pública é patrimônio do Brasil e instrumento estratégico de desenvolvimento
A Caixa Econômica Federal é muito mais do que um dos maiores bancos do país. Há 165 anos, participa da construção do Brasil, financiando moradias, infraestrutura e saneamento, administrando recursos dos trabalhadores, pagando benefícios sociais, concedendo crédito e fazendo chegar políticas públicas a milhões de pessoas.
Essa dimensão coloca a defesa de uma Caixa 100% pública no centro da discussão sobre o projeto de desenvolvimento do país.
A revista “A Caixa que o Brasil precisa – 2027-2030”, produzida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), parte de uma premissa fundamental: discutir o futuro da instituição significa discutir os instrumentos que o Brasil terá para enfrentar desigualdades, ampliar direitos e promover o desenvolvimento.
Os números ajudam a dimensionar essa importância. Em 2025, a Caixa chegou a 157,2 milhões de clientes e estava presente, por meio de sua rede de atendimento, em mais de 98% dos municípios brasileiros. No primeiro semestre de 2026, sua carteira de crédito alcançou R$ 1,448 trilhão, dos quais mais de R$ 1 trilhão correspondiam ao crédito imobiliário.
Cumprir uma função pública e social também não é incompatível com solidez financeira. Em 2025, a Caixa registrou lucro líquido contábil recorde de R$ 16,1 bilhões.
Crédito para desenvolver
Uma das principais diferenças entre um banco público e uma instituição orientada prioritariamente pela rentabilidade está na possibilidade de direcionar crédito para setores, territórios e segmentos estratégicos para o desenvolvimento.
O financiamento de pequenas empresas, cooperativas, agricultura familiar, habitação, saneamento e infraestrutura gera efeitos que se espalham pela economia, com geração de emprego, renda, arrecadação e consumo.
“Essa atuação ganha importância especial em um país marcado por grandes desigualdades regionais. A Caixa tem condições de conectar crédito, políticas públicas e desenvolvimento territorial”, afirma a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen.
No primeiro semestre de 2026, as contratações para infraestrutura chegaram a R$ 8,7 bilhões, crescimento de 82,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
“Preservar o caráter público da Caixa significa garantir ao Estado brasileiro um instrumento capaz de orientar o crédito para objetivos econômicos e sociais que nem sempre coincidem com a busca pelo maior retorno financeiro no menor prazo”, completa Luiza.
O banco da casa própria
A habitação é uma das áreas em que esse papel aparece com maior clareza.
Em junho de 2026, a Caixa ultrapassou R$ 1 trilhão em sua carteira de crédito imobiliário e manteve aproximadamente 68% do mercado brasileiro de financiamento habitacional. Em 2025, respondia por praticamente todas as operações do Minha Casa, Minha Vida realizadas pelo sistema bancário.
Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, porém, o desafio da habitação vai além do financiamento. “Moradia digna pressupõe saneamento, transporte, escola, saúde, trabalho e integração à cidade. Por isso, é necessário combinar crédito, subsídios públicos, FGTS, regularização fundiária, urbanização de comunidades e outras políticas para enfrentar o déficit habitacional brasileiro”, afirma.
FGTS e desenvolvimento
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também ocupa posição estratégica. Além de proteger o trabalhador nas situações previstas em lei, é uma das principais fontes de financiamento de longo prazo para habitação popular, saneamento e infraestrutura.
Em 2025, o Fundo possuía R$ 837,7 bilhões em ativos, cerca de 233 milhões de contas vinculadas, pertencentes a 138 milhões de trabalhadores, e uma carteira de crédito superior a R$ 625 bilhões. Seus recursos financiaram aproximadamente 633 mil unidades habitacionais naquele ano.
“A Caixa é peça fundamental nessa engrenagem. É a estrutura técnica do banco e o trabalho de seus empregados que permitem transformar recursos acumulados pelos trabalhadores em moradia, saneamento, infraestrutura e investimentos de longo prazo”, ressalta Luiza Hansen.
Políticas públicas chegam à população
A dimensão pública da Caixa também se manifesta na execução de programas sociais. Bolsa Família, Seguro-Desemprego, FGTS, Abono Salarial e outros benefícios utilizam a estrutura tecnológica e operacional do banco para chegar à população. A Caixa também é responsável pela abertura das contas e pelo pagamento do Pé-de-Meia, programa voltado à permanência e à conclusão dos estudos por estudantes do ensino médio público.
No calendário iniciado em setembro de 2026, aproximadamente 4 milhões de estudantes receberam pelo menos um dos incentivos do programa.
“Para milhões de brasileiros, a relação com a Caixa não começa com a procura por um investimento ou produto financeiro, mas com o acesso a um direito”, observa Takemoto.
Onde o mercado não chega
Essa atuação é ainda mais relevante nos municípios menores e nas regiões historicamente menos desenvolvidas.
“Diante das desigualdades territoriais brasileiras, a presença da Caixa significa acesso ao crédito, a programas sociais e a serviços financeiros inclusive em localidades nas quais o interesse comercial do sistema financeiro privado é reduzido”, afirma Luiza.
É nesse contexto que se insere também o papel do conjunto dos bancos públicos. “Banco do Brasil, Caixa, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e BNDES constituem instrumentos complementares de política econômica”, afirma a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e diretora da Contraf-CUT, Fernanda Lopes.
Segundo ela, essa estrutura permite financiar projetos de longo prazo e direcionar recursos para regiões e atividades nas quais o mercado, sozinho, não necessariamente investiria na escala e nas condições necessárias.
Os Fundos Constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste são exemplos dessa estratégia, ao direcionarem financiamento para atividades produtivas e para o desenvolvimento regional.
Tecnologia para incluir
A transformação digital também representa um desafio para um banco público da dimensão da Caixa. “A tecnologia pode ampliar o acesso aos serviços e tornar políticas públicas mais eficientes, mas não pode substituir indiscriminadamente o atendimento humano nem excluir milhões de brasileiros que enfrentam dificuldades de acesso à internet ou às ferramentas digitais”, afirma Luiza Hansen.
A importância dessa combinação entre tecnologia, presença física e trabalho humano ficou evidente durante a pandemia da Covid-19. Na operacionalização do Auxílio Emergencial, empregados da Caixa desenvolveram sistemas, abriram milhões de contas digitais e mantiveram unidades funcionando para atender a população.
Caixa forte exige empregados valorizados
Nenhuma tecnologia, programa governamental ou linha de financiamento chega à população sem trabalhadores para executá-los.
“São os empregados e empregadas que recebem quem procura financiamento para comprar a casa própria, orientam quem precisa acessar um benefício, solucionam problemas e fazem a ponte entre as políticas formuladas pelo Estado e as necessidades concretas da população”, destaca Takemoto.
Por isso, a defesa da Caixa pública está diretamente ligada à valorização de seus trabalhadores.
“A valorização dos empregados e empregadas não pode ser tratada como uma pauta corporativista, separada da defesa da Caixa pública. Ela é uma condição para que o banco cumpra seu papel. Isso exige quadro de pessoal suficiente, trabalhadores qualificados e respeitados e condições adequadas de trabalho”, afirma Luiza Hansen.
Defender a Caixa é defender um projeto de país
Criada em 1861 e transformada em empresa pública em 1969, a Caixa consolidou, ao longo de sua história, funções relacionadas à promoção da cidadania e do desenvolvimento. Em 1986, com a incorporação do Banco Nacional da Habitação (BNH), fortaleceu sua posição como principal agente nacional de financiamento da casa própria e do desenvolvimento urbano.
“Uma instituição com essa história, participação no mercado, capilaridade e capacidade operacional é patrimônio estratégico do país”, afirma Sergio Takemoto.
Para ele, defender a Caixa 100% pública significa preservar a capacidade do Brasil de direcionar recursos para moradia, saneamento e infraestrutura; fortalecer pequenas empresas e economias locais; ampliar políticas públicas nas regiões mais distantes; reduzir desigualdades sociais e territoriais; e garantir que milhões de brasileiros continuem encontrando no banco uma porta de acesso aos seus direitos.
“Significa também defender o conjunto dos bancos públicos como instrumentos capazes de induzir investimentos e promover desenvolvimento em todo o território nacional”, completou o presidente da Fenae.
“O Brasil precisa de uma Caixa pública, forte, moderna, soberana e socialmente comprometida, capaz de transformar políticas públicas em direitos, desenvolvimento e dignidade. E isso só é possível com empregados e empregadas valorizados”, conclui Luiza Hansen.
Essa dimensão coloca a defesa de uma Caixa 100% pública no centro da discussão sobre o projeto de desenvolvimento do país.
A revista “A Caixa que o Brasil precisa – 2027-2030”, produzida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), parte de uma premissa fundamental: discutir o futuro da instituição significa discutir os instrumentos que o Brasil terá para enfrentar desigualdades, ampliar direitos e promover o desenvolvimento.
Os números ajudam a dimensionar essa importância. Em 2025, a Caixa chegou a 157,2 milhões de clientes e estava presente, por meio de sua rede de atendimento, em mais de 98% dos municípios brasileiros. No primeiro semestre de 2026, sua carteira de crédito alcançou R$ 1,448 trilhão, dos quais mais de R$ 1 trilhão correspondiam ao crédito imobiliário.
Cumprir uma função pública e social também não é incompatível com solidez financeira. Em 2025, a Caixa registrou lucro líquido contábil recorde de R$ 16,1 bilhões.
Crédito para desenvolver
Uma das principais diferenças entre um banco público e uma instituição orientada prioritariamente pela rentabilidade está na possibilidade de direcionar crédito para setores, territórios e segmentos estratégicos para o desenvolvimento.
O financiamento de pequenas empresas, cooperativas, agricultura familiar, habitação, saneamento e infraestrutura gera efeitos que se espalham pela economia, com geração de emprego, renda, arrecadação e consumo.
“Essa atuação ganha importância especial em um país marcado por grandes desigualdades regionais. A Caixa tem condições de conectar crédito, políticas públicas e desenvolvimento territorial”, afirma a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen.
No primeiro semestre de 2026, as contratações para infraestrutura chegaram a R$ 8,7 bilhões, crescimento de 82,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
“Preservar o caráter público da Caixa significa garantir ao Estado brasileiro um instrumento capaz de orientar o crédito para objetivos econômicos e sociais que nem sempre coincidem com a busca pelo maior retorno financeiro no menor prazo”, completa Luiza.
O banco da casa própria
A habitação é uma das áreas em que esse papel aparece com maior clareza.
Em junho de 2026, a Caixa ultrapassou R$ 1 trilhão em sua carteira de crédito imobiliário e manteve aproximadamente 68% do mercado brasileiro de financiamento habitacional. Em 2025, respondia por praticamente todas as operações do Minha Casa, Minha Vida realizadas pelo sistema bancário.
Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, porém, o desafio da habitação vai além do financiamento. “Moradia digna pressupõe saneamento, transporte, escola, saúde, trabalho e integração à cidade. Por isso, é necessário combinar crédito, subsídios públicos, FGTS, regularização fundiária, urbanização de comunidades e outras políticas para enfrentar o déficit habitacional brasileiro”, afirma.
FGTS e desenvolvimento
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também ocupa posição estratégica. Além de proteger o trabalhador nas situações previstas em lei, é uma das principais fontes de financiamento de longo prazo para habitação popular, saneamento e infraestrutura.
Em 2025, o Fundo possuía R$ 837,7 bilhões em ativos, cerca de 233 milhões de contas vinculadas, pertencentes a 138 milhões de trabalhadores, e uma carteira de crédito superior a R$ 625 bilhões. Seus recursos financiaram aproximadamente 633 mil unidades habitacionais naquele ano.
“A Caixa é peça fundamental nessa engrenagem. É a estrutura técnica do banco e o trabalho de seus empregados que permitem transformar recursos acumulados pelos trabalhadores em moradia, saneamento, infraestrutura e investimentos de longo prazo”, ressalta Luiza Hansen.
Políticas públicas chegam à população
A dimensão pública da Caixa também se manifesta na execução de programas sociais. Bolsa Família, Seguro-Desemprego, FGTS, Abono Salarial e outros benefícios utilizam a estrutura tecnológica e operacional do banco para chegar à população. A Caixa também é responsável pela abertura das contas e pelo pagamento do Pé-de-Meia, programa voltado à permanência e à conclusão dos estudos por estudantes do ensino médio público.
No calendário iniciado em setembro de 2026, aproximadamente 4 milhões de estudantes receberam pelo menos um dos incentivos do programa.
“Para milhões de brasileiros, a relação com a Caixa não começa com a procura por um investimento ou produto financeiro, mas com o acesso a um direito”, observa Takemoto.
Onde o mercado não chega
Essa atuação é ainda mais relevante nos municípios menores e nas regiões historicamente menos desenvolvidas.
“Diante das desigualdades territoriais brasileiras, a presença da Caixa significa acesso ao crédito, a programas sociais e a serviços financeiros inclusive em localidades nas quais o interesse comercial do sistema financeiro privado é reduzido”, afirma Luiza.
É nesse contexto que se insere também o papel do conjunto dos bancos públicos. “Banco do Brasil, Caixa, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e BNDES constituem instrumentos complementares de política econômica”, afirma a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e diretora da Contraf-CUT, Fernanda Lopes.
Segundo ela, essa estrutura permite financiar projetos de longo prazo e direcionar recursos para regiões e atividades nas quais o mercado, sozinho, não necessariamente investiria na escala e nas condições necessárias.
Os Fundos Constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste são exemplos dessa estratégia, ao direcionarem financiamento para atividades produtivas e para o desenvolvimento regional.
Tecnologia para incluir
A transformação digital também representa um desafio para um banco público da dimensão da Caixa. “A tecnologia pode ampliar o acesso aos serviços e tornar políticas públicas mais eficientes, mas não pode substituir indiscriminadamente o atendimento humano nem excluir milhões de brasileiros que enfrentam dificuldades de acesso à internet ou às ferramentas digitais”, afirma Luiza Hansen.
A importância dessa combinação entre tecnologia, presença física e trabalho humano ficou evidente durante a pandemia da Covid-19. Na operacionalização do Auxílio Emergencial, empregados da Caixa desenvolveram sistemas, abriram milhões de contas digitais e mantiveram unidades funcionando para atender a população.
Caixa forte exige empregados valorizados
Nenhuma tecnologia, programa governamental ou linha de financiamento chega à população sem trabalhadores para executá-los.
“São os empregados e empregadas que recebem quem procura financiamento para comprar a casa própria, orientam quem precisa acessar um benefício, solucionam problemas e fazem a ponte entre as políticas formuladas pelo Estado e as necessidades concretas da população”, destaca Takemoto.
Por isso, a defesa da Caixa pública está diretamente ligada à valorização de seus trabalhadores.
“A valorização dos empregados e empregadas não pode ser tratada como uma pauta corporativista, separada da defesa da Caixa pública. Ela é uma condição para que o banco cumpra seu papel. Isso exige quadro de pessoal suficiente, trabalhadores qualificados e respeitados e condições adequadas de trabalho”, afirma Luiza Hansen.
Defender a Caixa é defender um projeto de país
Criada em 1861 e transformada em empresa pública em 1969, a Caixa consolidou, ao longo de sua história, funções relacionadas à promoção da cidadania e do desenvolvimento. Em 1986, com a incorporação do Banco Nacional da Habitação (BNH), fortaleceu sua posição como principal agente nacional de financiamento da casa própria e do desenvolvimento urbano.
“Uma instituição com essa história, participação no mercado, capilaridade e capacidade operacional é patrimônio estratégico do país”, afirma Sergio Takemoto.
Para ele, defender a Caixa 100% pública significa preservar a capacidade do Brasil de direcionar recursos para moradia, saneamento e infraestrutura; fortalecer pequenas empresas e economias locais; ampliar políticas públicas nas regiões mais distantes; reduzir desigualdades sociais e territoriais; e garantir que milhões de brasileiros continuem encontrando no banco uma porta de acesso aos seus direitos.
“Significa também defender o conjunto dos bancos públicos como instrumentos capazes de induzir investimentos e promover desenvolvimento em todo o território nacional”, completou o presidente da Fenae.
“O Brasil precisa de uma Caixa pública, forte, moderna, soberana e socialmente comprometida, capaz de transformar políticas públicas em direitos, desenvolvimento e dignidade. E isso só é possível com empregados e empregadas valorizados”, conclui Luiza Hansen.
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