26/05/2026
Empregados da rede de agências da Caixa denunciam sobrecarga, pressão e adoecimento
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região denuncia o agravamento das condições de trabalho na rede de agências da Caixa Econômica Federal. Falta de pessoal, fechamento de unidades, cobrança excessiva por metas, problemas de infraestrutura e implantação de novos modelos de atendimento sem estrutura adequada têm provocado sobrecarga, adoecimento físico e mental e crescente insatisfação entre os empregados.
Projeto Gênesis
Entre os principais pontos de reclamação dos trabalhadores está o projeto Gênesis, atualmente funcionando em grande parte da rede de agências. Pelo modelo, os empregados enviam mensagens aos clientes e passam a ser cobrados para responder em até cinco minutos quando há retorno do cliente, ainda que essa resposta aconteça até três dias após o envio da mensagem inicial. Caso o prazo não seja cumprido, a unidade pode sofrer penalizações.
Além da cobrança pelo tempo de resposta, o movimento sindical constatou a existência de ranqueamentos internos entre unidades, considerando número de mensagens enviadas aos clientes, quantidade de empregados logados e volume de atendimentos realizados. Os relatos apontam um ambiente de pressão permanente e cobrança excessiva, mesmo diante da evidente falta de pessoal.
Figital
O modelo “Figital”, de atendimento receptivo digital, também vem sendo alvo de muitas críticas dos empregados. Em expansão na rede, o sistema permite que os clientes procurem diretamente as agências pelos canais digitais, sem necessidade de contato prévio iniciado pelos trabalhadores. O projeto piloto, implantado em 129 unidades, será ampliado para mais de 1.300 agências e a expectativa da Caixa é levar o modelo para toda a rede até o final do ano.
Na prática, os empregados passaram a acumular atendimento presencial, atendimento digital, demandas administrativas e cobranças comerciais ao mesmo tempo. Em muitos casos, um único trabalhador atende clientes presencialmente enquanto responde simultaneamente até cinco atendimentos digitais.
O resultado tem sido aumento da tensão dentro das unidades, demora no atendimento e crescimento do desgaste emocional dos empregados. Muitos clientes presenciais não compreendem que o trabalhador também está realizando atendimento virtual simultâneo e acabam responsabilizando o empregado pela demora, gerando conflitos, ameaças e até situações de agressão.
O problema afeta toda a rede, mas se torna ainda mais grave nas agências localizadas nas periferias e cidades do interior, onde há superlotação, déficit de pessoal e alta procura por atendimento presencial.
“Os empregados estão sendo obrigados a trabalhar em estado permanente de alerta. Eles atendem presencialmente, atendem no digital, respondem metas, acompanham filas virtuais e ainda precisam lidar com a revolta dos clientes diante da demora causada pela própria falta de estrutura da Caixa. É um modelo adoecedor, desumano e que aumenta inclusive os riscos de violência dentro das agências”, afirma Luiza Hansen, empregada da Caixa e representante da Fetec-CUT/SP na CEE/Caixa.
“Os programas Gênesis e Figital aprofundam a desumanização no ambiente da Caixa ao impor um modelo de atendimento centrado apenas em metas e resultados. A pressão constante por performance desrespeita empregados e clientes, tornando as relações cada vez mais frias e impessoais. Além de precarizar as condições de trabalho, esses programas afastam a Caixa de um atendimento humanizado, capaz de atender de fato às necessidades da população”, afirma Antônio Júlio Gonçalves Neto (Tony), diretor do Sindicato.
Super Caixa
Outro foco de insatisfação entre os empregados é o programa Super Caixa. Os trabalhadores denunciam falta de transparência nos critérios de remuneração variável, mudanças frequentes nas regras e ausência de clareza sobre metas e avaliações. O Sindicato defende a abertura de uma mesa de negociação com a Caixa para discutir critérios mais justos, transparentes e equilibrados para o programa.
Um dos episódios que mais gerou revolta entre os empregados foi a entrega de álbuns de figurinhas como premiação por desempenho comercial. Para os trabalhadores, a medida demonstra desvalorização diante da pressão diária por metas e dos resultados entregues ao banco.
“O empregado da Caixa não quer brinde simbólico. Quer reconhecimento pelo resultado que entrega diariamente ao banco. Defendemos o ‘vendeu, recebeu’, com regras claras, justas e transparentes para todos os trabalhadores”, afirma a representante da Fetec-CUT/SP na CEE.
Também seguem sendo alvo de críticas mudanças estruturais implementadas sem negociação prévia com os trabalhadores, como migração de carteiras, reorganização de unidades e transferência de empregados para novas atribuições sem treinamento adequado ou estrutura compatível com as exigências do trabalho.
Os empregados estão revoltados com a desvalorização e a forma como a Caixa tem tratado a rede de agências. Todos esses temas foram cobrados pelos Sindicatos na mesa de negociação realizada no dia 30 de abril, mas a Caixa não apresentou respostas concretas para os problemas enfrentados pelos trabalhadores.
“O Sindicato continuará mobilizado ao lado dos empregados e defende que toda alteração estrutural na Caixa seja debatida de forma transparente com a representação dos trabalhadores. O banco não pode se limitar a anunciar medidas já definidas sem negociação prévia. É fundamental estabelecer um diálogo verdadeiro, envolvendo tanto os representantes na mesa de negociação quanto os empregados que enfrentam diariamente a realidade das agências”, reforça Tony.
Projeto Gênesis
Entre os principais pontos de reclamação dos trabalhadores está o projeto Gênesis, atualmente funcionando em grande parte da rede de agências. Pelo modelo, os empregados enviam mensagens aos clientes e passam a ser cobrados para responder em até cinco minutos quando há retorno do cliente, ainda que essa resposta aconteça até três dias após o envio da mensagem inicial. Caso o prazo não seja cumprido, a unidade pode sofrer penalizações.
Além da cobrança pelo tempo de resposta, o movimento sindical constatou a existência de ranqueamentos internos entre unidades, considerando número de mensagens enviadas aos clientes, quantidade de empregados logados e volume de atendimentos realizados. Os relatos apontam um ambiente de pressão permanente e cobrança excessiva, mesmo diante da evidente falta de pessoal.
Figital
O modelo “Figital”, de atendimento receptivo digital, também vem sendo alvo de muitas críticas dos empregados. Em expansão na rede, o sistema permite que os clientes procurem diretamente as agências pelos canais digitais, sem necessidade de contato prévio iniciado pelos trabalhadores. O projeto piloto, implantado em 129 unidades, será ampliado para mais de 1.300 agências e a expectativa da Caixa é levar o modelo para toda a rede até o final do ano.
Na prática, os empregados passaram a acumular atendimento presencial, atendimento digital, demandas administrativas e cobranças comerciais ao mesmo tempo. Em muitos casos, um único trabalhador atende clientes presencialmente enquanto responde simultaneamente até cinco atendimentos digitais.
O resultado tem sido aumento da tensão dentro das unidades, demora no atendimento e crescimento do desgaste emocional dos empregados. Muitos clientes presenciais não compreendem que o trabalhador também está realizando atendimento virtual simultâneo e acabam responsabilizando o empregado pela demora, gerando conflitos, ameaças e até situações de agressão.
O problema afeta toda a rede, mas se torna ainda mais grave nas agências localizadas nas periferias e cidades do interior, onde há superlotação, déficit de pessoal e alta procura por atendimento presencial.
“Os empregados estão sendo obrigados a trabalhar em estado permanente de alerta. Eles atendem presencialmente, atendem no digital, respondem metas, acompanham filas virtuais e ainda precisam lidar com a revolta dos clientes diante da demora causada pela própria falta de estrutura da Caixa. É um modelo adoecedor, desumano e que aumenta inclusive os riscos de violência dentro das agências”, afirma Luiza Hansen, empregada da Caixa e representante da Fetec-CUT/SP na CEE/Caixa.
“Os programas Gênesis e Figital aprofundam a desumanização no ambiente da Caixa ao impor um modelo de atendimento centrado apenas em metas e resultados. A pressão constante por performance desrespeita empregados e clientes, tornando as relações cada vez mais frias e impessoais. Além de precarizar as condições de trabalho, esses programas afastam a Caixa de um atendimento humanizado, capaz de atender de fato às necessidades da população”, afirma Antônio Júlio Gonçalves Neto (Tony), diretor do Sindicato.
Super Caixa
Outro foco de insatisfação entre os empregados é o programa Super Caixa. Os trabalhadores denunciam falta de transparência nos critérios de remuneração variável, mudanças frequentes nas regras e ausência de clareza sobre metas e avaliações. O Sindicato defende a abertura de uma mesa de negociação com a Caixa para discutir critérios mais justos, transparentes e equilibrados para o programa.
Um dos episódios que mais gerou revolta entre os empregados foi a entrega de álbuns de figurinhas como premiação por desempenho comercial. Para os trabalhadores, a medida demonstra desvalorização diante da pressão diária por metas e dos resultados entregues ao banco.
“O empregado da Caixa não quer brinde simbólico. Quer reconhecimento pelo resultado que entrega diariamente ao banco. Defendemos o ‘vendeu, recebeu’, com regras claras, justas e transparentes para todos os trabalhadores”, afirma a representante da Fetec-CUT/SP na CEE.
Também seguem sendo alvo de críticas mudanças estruturais implementadas sem negociação prévia com os trabalhadores, como migração de carteiras, reorganização de unidades e transferência de empregados para novas atribuições sem treinamento adequado ou estrutura compatível com as exigências do trabalho.
Os empregados estão revoltados com a desvalorização e a forma como a Caixa tem tratado a rede de agências. Todos esses temas foram cobrados pelos Sindicatos na mesa de negociação realizada no dia 30 de abril, mas a Caixa não apresentou respostas concretas para os problemas enfrentados pelos trabalhadores.
“O Sindicato continuará mobilizado ao lado dos empregados e defende que toda alteração estrutural na Caixa seja debatida de forma transparente com a representação dos trabalhadores. O banco não pode se limitar a anunciar medidas já definidas sem negociação prévia. É fundamental estabelecer um diálogo verdadeiro, envolvendo tanto os representantes na mesa de negociação quanto os empregados que enfrentam diariamente a realidade das agências”, reforça Tony.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Salário insuficiente empurra famílias para o endividamento estrutural no Brasil
- Associados aprovam Relatório 2025 da Cassi com 77,3% dos votos
- Santander paga 1ª parcela do 13º salário na folha de maio
- Empregados da rede de agências da Caixa denunciam sobrecarga, pressão e adoecimento
- Itaú: avaliação sem critérios claros no Evolui gera questionamentos, e Sindicato cobra mudanças
- Mais de 700 dirigentes são esperados na 28ª Conferência Nacional da Categoria Bancária
- Caixa segue sem responder propostas de proteção às mulheres vítimas de violência e é cobrada por respeito à negociação
- Itaú conquista o título de campeão no tradicional Torneio 1º de Maio, de Futebol Society dos Bancários de Catanduva e região
- Torneio de Futebol 1º de Maio acontece amanhã, dia 23/05 no Clube dos Bancários
- Mudanças na Caixa às vésperas das negociações acendem alerta e geram cobrança por respeito aos empregados
- COE cobra do Santander esclarecimentos sobre o “Conduta Certo”
- Ampliação da representatividade fortalece organização dos trabalhadores do ramo financeiro
- Consulta Nacional mobiliza a categoria bancária em todo o país
- O que é jornada de trabalho, por que é preciso reduzi-la e acabar com a escala 6x1
- Fim da escala 6x1 sem redução salarial beneficiará metade dos trabalhadores do país