28/05/2026
Caixa: Movimento sindical destaca avanços do Acolhe e cobra ampliação das garantias às empregadas vítimas de violência
Integrantes da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) participaram, na quarta-feira (27), da cerimônia em comemoração aos cinco anos do programa Acolhe, criado pela Caixa para prestar atendimento e acolhimento às empregadas em situação de violência doméstica e familiar, por meio de uma equipe multidisciplinar. O evento reuniu representantes das entidades sindicais, empregados, gestores do banco e especialistas que contribuíram para a implementação da iniciativa.
Durante a abertura, a superintendente Nacional de Estratégia de Pessoas e Relacionamento com o Empregado da Caixa, Ana Cláudia Costa Souza, destacou que o programa representa um compromisso institucional com a proteção das mulheres. Segundo ela, o Acolhe foi construído “a muitas mãos”, com participação de empregados e das entidades representativas dos trabalhadores.
Representando as mulheres da CEE/Caixa no evento, a integrante da comissão, Tatiana Oliveira, que também é presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará e integrante da Comissão Nacional de Diversidade da Caixa, destacou que o programa nasceu de uma conquista da negociação coletiva. “Na nossa compreensão, o programa é muito importante. É uma iniciativa inclusiva, de negociação coletiva, conquistada em março de 2020 e depois incluída na Convenção Coletiva de Trabalho em setembro do mesmo ano”, explicou.
Segundo Tatiana, desde então, o movimento sindical acompanha o cumprimento da iniciativa. Ela reforçou, no entanto, que ainda é preciso avançar para garantir uma política mais ampla de proteção às vítimas. Entre as principais reivindicações da representação dos empregados está a garantia de preservação da função e da remuneração das trabalhadoras que precisam ser transferidas de local de trabalho por razões de segurança. “A cláusula já garante transferência sem necessidade de ordem judicial ou medida protetiva. Basta a empregada informar que está em situação de violência e que permanecer naquele local representa risco à sua integridade física”, afirmou.
Apesar disso, Tatiana relatou que as entidades receberam notícias de casos em que a mudança de unidade resultou em perda de função e redução salarial para as empregadas transferidas. “Ela já está vivendo uma situação de violência, muitas vezes mudando de cidade para proteger a própria vida. Se essa mudança ainda vier acompanhada de perda de renda, o impacto financeiro e emocional se torna ainda maior”, destacou.
A dirigente informou que o tema foi levado à mesa de negociação com a Caixa em março deste ano, mas ainda sem devolutiva concreta por parte do banco.
Para a representante da CEE/Caixa, o enfrentamento à violência contra as mulheres exige atuação conjunta de empresas, entidades sindicais, poder público e sociedade. “O problema é muito grande e o enfrentamento precisa acontecer em diversas esferas. Não basta apenas cobrar. Todos precisam assumir responsabilidade para proteger as mulheres”, concluiu Tatiana Oliveira.
Ela lembrou que o movimento sindical bancário também estruturou canais próprios de acolhimento, como o “Basta! Não irão nos calar”, organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) em diversos estados, além de iniciativas de apoio promovidas pela Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), como a campanha “Fenae com Elas”.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, reforça que, apesar dos avanços apresentados pela Caixa, ainda é fundamental que o banco apresente números concretos e soluções efetivas para os casos de assédio e violência doméstica, além de promover melhorias no programa Acolhe. Segundo ele, é necessário garantir que mulheres vítimas de violência não sofram perdas salariais ou de função comissionada ao precisarem recorrer a medidas protetivas, mesmo quando houver transferência para unidades sem o mesmo cargo ou com porte inferior.
“Garantir proteção integral às vítimas de violência não é apenas uma questão de gestão interna, mas de responsabilidade social e compromisso com a dignidade das trabalhadoras. Nenhuma mulher pode ser penalizada profissionalmente por buscar segurança e preservar a própria vida”, afirmou. O dirigente reforça ainda que o Sindicato seguirá acompanhando o tema de perto e fortalecendo essa atuação por meio do canal Basta! Não Irão nos Calar, criado para acolher, orientar e apoiar trabalhadoras vítimas de violência e assédio.
Em Catanduva e região, o Canal Basta! Não Irão nos Calar está disponível desde março de 2023, com horário de funcionamento de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Para serem atendidas, as bancárias podem entrar em contato pelo número (11) 99591-7733, que funciona exclusivamente via WhatsApp. Em poucos minutos, uma advogada do escritório Crivelli Advogados, parceiro da entidade no projeto, retornará o contato.
Durante a abertura, a superintendente Nacional de Estratégia de Pessoas e Relacionamento com o Empregado da Caixa, Ana Cláudia Costa Souza, destacou que o programa representa um compromisso institucional com a proteção das mulheres. Segundo ela, o Acolhe foi construído “a muitas mãos”, com participação de empregados e das entidades representativas dos trabalhadores.
Representando as mulheres da CEE/Caixa no evento, a integrante da comissão, Tatiana Oliveira, que também é presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará e integrante da Comissão Nacional de Diversidade da Caixa, destacou que o programa nasceu de uma conquista da negociação coletiva. “Na nossa compreensão, o programa é muito importante. É uma iniciativa inclusiva, de negociação coletiva, conquistada em março de 2020 e depois incluída na Convenção Coletiva de Trabalho em setembro do mesmo ano”, explicou.
Segundo Tatiana, desde então, o movimento sindical acompanha o cumprimento da iniciativa. Ela reforçou, no entanto, que ainda é preciso avançar para garantir uma política mais ampla de proteção às vítimas. Entre as principais reivindicações da representação dos empregados está a garantia de preservação da função e da remuneração das trabalhadoras que precisam ser transferidas de local de trabalho por razões de segurança. “A cláusula já garante transferência sem necessidade de ordem judicial ou medida protetiva. Basta a empregada informar que está em situação de violência e que permanecer naquele local representa risco à sua integridade física”, afirmou.
Apesar disso, Tatiana relatou que as entidades receberam notícias de casos em que a mudança de unidade resultou em perda de função e redução salarial para as empregadas transferidas. “Ela já está vivendo uma situação de violência, muitas vezes mudando de cidade para proteger a própria vida. Se essa mudança ainda vier acompanhada de perda de renda, o impacto financeiro e emocional se torna ainda maior”, destacou.
A dirigente informou que o tema foi levado à mesa de negociação com a Caixa em março deste ano, mas ainda sem devolutiva concreta por parte do banco.
Para a representante da CEE/Caixa, o enfrentamento à violência contra as mulheres exige atuação conjunta de empresas, entidades sindicais, poder público e sociedade. “O problema é muito grande e o enfrentamento precisa acontecer em diversas esferas. Não basta apenas cobrar. Todos precisam assumir responsabilidade para proteger as mulheres”, concluiu Tatiana Oliveira.
Ela lembrou que o movimento sindical bancário também estruturou canais próprios de acolhimento, como o “Basta! Não irão nos calar”, organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) em diversos estados, além de iniciativas de apoio promovidas pela Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), como a campanha “Fenae com Elas”.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, reforça que, apesar dos avanços apresentados pela Caixa, ainda é fundamental que o banco apresente números concretos e soluções efetivas para os casos de assédio e violência doméstica, além de promover melhorias no programa Acolhe. Segundo ele, é necessário garantir que mulheres vítimas de violência não sofram perdas salariais ou de função comissionada ao precisarem recorrer a medidas protetivas, mesmo quando houver transferência para unidades sem o mesmo cargo ou com porte inferior.
“Garantir proteção integral às vítimas de violência não é apenas uma questão de gestão interna, mas de responsabilidade social e compromisso com a dignidade das trabalhadoras. Nenhuma mulher pode ser penalizada profissionalmente por buscar segurança e preservar a própria vida”, afirmou. O dirigente reforça ainda que o Sindicato seguirá acompanhando o tema de perto e fortalecendo essa atuação por meio do canal Basta! Não Irão nos Calar, criado para acolher, orientar e apoiar trabalhadoras vítimas de violência e assédio.
Em Catanduva e região, o Canal Basta! Não Irão nos Calar está disponível desde março de 2023, com horário de funcionamento de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Para serem atendidas, as bancárias podem entrar em contato pelo número (11) 99591-7733, que funciona exclusivamente via WhatsApp. Em poucos minutos, uma advogada do escritório Crivelli Advogados, parceiro da entidade no projeto, retornará o contato.
.png)
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Sem Sindicato, salário médio dos bancários seria R$ 5 mil menor
- Bancos pressionam bancários por certificação C-Pro R até o fim de outubro
- Em virtude do 2º turno das eleições, Clube estará fechado no domingo (25)
- Proposta de reforma da Previdência ameaça aposentadorias e direitos dos bancários
- Grave! Banesprev exclui participantes da governança e entrega cargos de eleitos a indicados do Santander
- Live dos Eleitos debate gestão e perspectivas para o futuro da Cassi nesta quinta-feira (22)
- Governo Bolsonaro iniciou reestruturação na Caixa com ataques aos empregados e piora nas condições de trabalho
- Reforma Administrativa: planos do candidato Flávio Bolsonaro ameaçam bancários de bancos públicos
- Daniella Marques: do discurso de valorização das mulheres às propostas que preocupam os trabalhadores
- Fenae alerta participantes da Funcef sobre riscos de contribuições em atraso
- CCT 2026/2028 garante indenização extra e apoio à recolocação após fechamento de agências
- Seu voto não termina na urna: como o resultado do segundo turno afeta sua vida, trabalhador?
- Grande vitória dos trabalhadores: Senado aprova PEC do fim da escala 6x1
- COE conquista avanços em negociação sobre a PLR do Mercantil
- Sindicato abraça Campanha Outubro Rosa no mês da prevenção do câncer de mama