22/07/2025

Por reajuste zero, Sindicato participa de Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa

Por reajuste zero, Sindicato participa de Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa
Terça-feira (22) de luta para os empregados da Caixa Econômica Federal em todo o país. E o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região se somou à mobilização, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), em uma ação realizada nesta manhã na agência da Caixa de Novo Horizonte (SP).

A diretoria da entidade, representada pelo dirigente Antônio Júlio Gonçalves Neto (Tony), reuniu-se com os empregados para dialogar sobre os rumos das negociações com o banco para a renovação do Acordo Coletivo (ACT) específico do Saúde Caixa e reforçar a importância da organização coletiva diante das ameaças que colocam em risco a sobrevivência do plano de saúde dos trabalhadores.

Durante a reunião, o dirigente atualizou os empregados sobre o início das tratativas, cuja primeira rodada aconteceu no último dia 15. A Caixa, numa postura intransigente, insiste em manter o teto estatutário de 6,5% da folha como limite de custeio para o plano, uma lógica que rompe com os princípios históricos que sustentam o Saúde Caixa e transfere para os empregados — especialmente os aposentados — uma carga insustentável de despesas. “Em vez de garantir o direito à saúde como dever que tem, a Caixa empurra a conta para quem sustenta a instituição com sua dedicação e trabalho diários”, ressaltou Tony.

A tentativa de impor reajustes nas mensalidades, manter o teto de gastos e desmontar os pilares de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional - que ameaça inviabilizar o plano para milhares de trabalhadores - foi denunciada com faixas e um Infopress distribuído aos empregados e à população.

“A Caixa trata o Saúde Caixa como um problema financeiro, quando na verdade ele é uma conquista social da categoria. Essa lógica perversa da empresa, que coloca o lucro acima da saúde dos seus trabalhadores, é inaceitável. Se essa política continuar, o plano vai se tornar inviável para muitos, principalmente para os colegas aposentados que já enfrentam dificuldades para custear o serviço”, reforçou o diretor. “Nossa pauta é clara e urgente: reajuste zero nas mensalidades, fim do teto de gastos, fortalecimento da rede credenciada e inclusão dos empregados contratados após 2018 no direito à manutenção do plano pós-emprego”.

Tony destacou ainda que o Sindicato permanecerá mobilizado em todas as frentes — nas agências, nas redes e nas ruas. “Esse nosso enfrentamento não é opcional. É necessário. É fundamental que empregados, da ativa e aposentados, se somem às mobilizações numa consciência coletiva sobre a importância de lutar para garantir um plano de saúde solidário, justo e sustentável, como sempre foi. A participação no Dia Nacional de Luta é parte de um calendário de atividades que seguirá ativo até que a Caixa compreenda, de uma vez por todas, que saúde é direito, não privilégio”, concluiu o diretor.

 
Fonte: Seeb Catanduva

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