07/10/2019
Banco se nega a passar informações sobre PCDs; movimento sindical questiona decisão

O Sindicato dos Bancários de São Paulo divulgou matéria em seu site relatando que solicitou ao Santander informações gerais sobre os bancários com deficiência, com objetivo de direcionar sua ação sindical para essas pessoas, que possuem demandas e necessidades específicas. Entretanto, após vários dias, o banco informou que não disponibilizaria os dados e orientou a entidade a fazer a solicitação para a Febraban.
“Buscávamos dados gerais como, por exemplo, a quantidade de PCDs no banco, onde estão alocados, o tipo de deficiência, e funções que exercem. Esses dados são essenciais para que nós, como entidade representativa, atuemos em favor destes trabalhadores, que possuem demandas e necessidades específicas”, relatou o coordenador do coletivo de PCDs do Sindicato e bancário do Santander, José Roberto Santana.
A Lei 8.213/91 determina que toda empresa com mais de cem funcionários cumpra uma cota de trabalhadores com deficiência na seguinte proporção: até 200 funcionários deve ter 2% de pessoas com deficiência; de 201 a 500 trabalhadores, 3%; de 501 a 1000, 4%; 1001 em diante, 5% das vagas ocupadas por PCDs.
“Como entidade representativa dos bancários, também é atribuição do Sindicato fiscalizar o cumprimento da Lei de Cotas, sendo fundamental a disponibilização dos dados do banco”, explicou o dirigente sindical.
“A recusa do banco soa para nós como um sinal de alerta. Se cumpre a lei, têm políticas de inclusão e valorização desses trabalhadores, qual motivo teria para não disponibilizar os dados. O que o Santander tem a esconder?”, questionou.
Censo da Diversidade
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região destaca a importância de todos os bancários responderem ao 3º Censo da Diversidade, conquista da Campanha Nacional 2018.
> Clique aqui para responder o questionário do III Censo da Diversidade e colabore para a construção de um setor mais justo, diverso e igualitário para todos.
Este ano, além de traçar um perfil da categoria por gênero, raça, orientação sexual e PCDs (pessoas com deficiência), o Censo também propõe um processo transformador do setor, que proporcione o debate sobre questões fundamentais para um mundo melhor, que é o caso do respeito às diferenças, da promoção da cultura de não violência, de combate ao machismo, à LGBTfobia, ao racismo e ao preconceito contra pessoas com deficiência.
“A recusa do Santander para disponibilizar os dados reforça ainda mais a importância de todos os bancários responderem ao Censo da Diversidade. "A luta para avançar em prol da ascensão profissional e pela igualdade de oportunidades sem distinção de raça, gênero, orientação sexual no setor bancário e em todos espaços da sociedade precisa ser fortalecida, ainda mais em um cenário de tentativa de retirada de direitos trabalhistas e previdenciários, em plena onda conservadora. Conhecer e entender o perfil da categoria é fundamental para desenvolver planos de ação e medidas preventivas para a eliminação de quaisquer práticas discriminatórias nos locais de trabalho e que promovam nas instituições financeiras a incorporação do respeito à igualdade como um valor organizacional", ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
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