15/03/2019
Seminário de saúde debate adoecimento bancário e define estratégias de enfrentamento
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O seminário de saúde “Integrando estratégias de enfrentamento ao adoecimento nos bancos”, realizado na quarta-feira (13), na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, foi pensado para atender um desejo da categoria. De acordo com a Consulta Nacional, realizada em 2018, o tema “saúde e condições de trabalho” está entre as maiores preocupações dos bancários.
O evento teve como objetivo socializar informações sobre atuação e negociações das COES em relação ao tema; integrar ações de conscientização e mobilização da categoria; elaborar estratégia conjunta para enfrentar a situação; definir prioridades e atualizar pauta para condução das negociações na mesa permanente.
O evento começou com a apresentação da situação atual das condições de trabalho da categoria. A gravidade da situação revela-se nos dados publicados pela previdência social, MPT, SRT’s, CEREST’S, e demais órgãos e instituições que atuam nas políticas públicas de vigilância e saúde.
Dois tipos de enfermidade são mais recorrentes entre os trabalhadores do setor e afetam parcela significante da categoria, comprometendo a capacidade laborativa dos trabalhadores: Osteomusculoesqueléticas e sofrimento psíquico ou adoecimento mental.
Na sequência, Vivian Rodrigues, técnica da subseção do Dieese na Contraf-CUT, apresentou uma síntese de várias pesquisas sobre as condições de trabalho e saúde.
Dirigentes sindicais fizeram uma panorâmica das dificuldades dos bancários quando adoecem diante das dificuldades de encaminhamentos junto aos bancos e ao INSS, para o tratamento bem como para retorno ao trabalho. E contextualizaram o mundo do trabalho bancário com o avanço da tecnologia, a flexibilização dos processos que afetam o perfil, a subjetividade e o modo de trabalhar.
“As apresentações geraram excelentes debates que culminaram na definição de estratégias para a realização de uma efetiva prevenção, na qual as metas e o assédio moral tornaram-se o principal fator de adoecimento. O principal de todas as propostas é que seja garantido atenção aos trabalhadores que adoeçam no trabalho e uma efetiva ação de prevenção”, afirmou Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT.
Ficou definido cinco eixos de atuação do movimento sindical bancários.
- Prevenção – buscar que os bancos cumpram as normas legais de saúde, pactuando os mecanismos efetivos para isso.
- Negociar um fluxo de atenção aos adoecidos e acidentados no trabalho que garanta uma efetiva recuperação, sem prejuízos funcionais, inibindo práticas discriminatórias
- Garantir um retorno ao Trabalho que não penalize o trabalhador, permitindo a volta a suas funções sem perdas e de acordo com suas capacidades;
- Elaborar propostas efetivas para coibir as práticas de assédio moral e organizacional, pressão por resultados e metas abusivas;
“Foi uma atividade muito representativa, com ampla participação, que permitiu acumular informações e traçar estratégias de enfrentamento ao adoecimento nos bancos. O tema saúde e condições no trabalho deve ser prioritário para o movimento bancário. No dia 27 de março teremos mesa de negociação com Fenaban sobre o tema. Estamos preparados para o debate e para avançar em conquistas que garantam uma efetiva prevenção e atenção aos adoecidos no exercício da profissão”, finalizou o secretário de Saúde da Contraf-CUT.
“Os bancários estão entre as categorias que mais adoecem física e psiquicamente. Isso é comprovado por pesquisas e por dados do INSS. A melhoria das condições de trabalho sempre esteve entre as principais reivindicações da categoria e prioridades de luta do Sindicato. Aumento dos afastamentos de bancários por conta de transtornos mentais, práticas de assédio moral para o atingimento de metas, recusa e revisão de atestados médicos, sobrecarga de trabalho por falta de pessoal são situações que não podemos mais permitir. A nossa luta é para humanizar os ambientes de trabalho e para isso acontecer temos que garantir também a participação efetiva dos trabalhadores", avalia o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo.
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