28/04/2026
28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais
O dia 28 de abril é marcado mundialmente como o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho e, no Brasil, também como o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. A data chama a atenção para a importância da prevenção e para a necessidade de preservar a vida e a saúde dos trabalhadores.
A origem da mobilização remete a 1969, quando uma explosão em uma mina na cidade de Farmington, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, provocou a morte de 78 trabalhadores. A tragédia motivou movimentos sociais a instituírem o dia como símbolo da luta por ambientes laborais mais seguros. Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) oficializou o 28 de abril como uma data internacional dedicada à promoção da saúde e segurança no trabalho.
Desde então, sindicatos, entidades e movimentos sociais realizam atividades em todo o mundo para lembrar as vítimas e cobrar medidas efetivas de prevenção.
Para o secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles, é fundamental ampliar o debate sobre o tema. “É fundamental que a sociedade reconheça a gravidade da situação de saúde dos trabalhadores. São milhares de doentes, invalidados e mortos no trabalho”, afirmou.
Segundo ele, a prevenção só será efetiva quando houver enfrentamento das causas estruturais do adoecimento. “Precisamos olhar para onde os problemas se originam, nas relações de trabalho violentas. Não podemos banalizar a situação. Há uma tentativa de normalizar acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, mas nem tudo que é normal é saudável”, destacou.
Mauro Salles alerta ainda que o adoecimento laboral tem sido tratado como algo natural em diversas categorias profissionais, inclusive no setor bancário. “As patologias do trabalho produzem laços sociais perversos, fundamentados na normalização do adoecimento, fazendo crer que é normal adoecer pelo trabalho bancário ou continuar trabalhando doente, levando os trabalhadores a tratamentos médicos constantes e ao uso de medicamentos”, explicou.
"O modelo organizacional praticado pelos bancos faz mais e mais vítimas a cada dia e trata os funcionários como descartáveis. Toda essa carga emocional decorrente do assédio moral e do medo de demissão soma-se à pressão por metas diárias e inatingíveis. Não basta o trabalhador recorrer a subterfúgios para tentar amenizar os gatilhos do adoecimento se não houver por parte dos bancos esse reconhecimento da existência de um ambiente que leva ao adoecimento de seus empregados e transformações profundas nas condições de trabalho. Saúde é um direito do trabalhador e adoecer pelo trabalho não deve ser normal", acrescentou o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo de M. Freire (Sadam).
Para o movimento sindical bancário, o enfrentamento do problema exige ações estruturadas e permanentes. “Carecemos de uma política de Estado para o tema, integrando ações com fiscalização efetiva e uma política ativa de promoção da saúde. Precisamos colocar essa discussão no centro da agenda nacional para enfrentar essa verdadeira tragédia cotidiana, que provoca sofrimento, angústia, depressão, acidentes, doenças e mortes evitáveis”, concluiu Mauro Salles, da Contraf-CUT.
Orientação do Sindicato
O movimento sindical luta para que os bancos garantam condições dignas de trabalho, sem assédio moral e sem metas abusivas. No entanto, individualmente, é importante que cada bancário e bancária que necessita de ajuda cuide de sua saúde já que ela é bem maior.
O Sindicato disponibiliza aos trabalhadores a emissão de CAT, a comunicação de acidente de trabalho, que ajuda o bancário a ter o direito reconhecido junto ao INSS, para poder fazer seu tratamento e uma estabilidade para cuidar de sua saúde, uma vez que os bancos se negam a fazer a comunicação para o funcionário não ter nenhum desses direitos.
E não se esqueça: se estiver com algum problema no ambiente de trabalho, entre em contato com o Sindicato através de nossos canais.
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A origem da mobilização remete a 1969, quando uma explosão em uma mina na cidade de Farmington, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, provocou a morte de 78 trabalhadores. A tragédia motivou movimentos sociais a instituírem o dia como símbolo da luta por ambientes laborais mais seguros. Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) oficializou o 28 de abril como uma data internacional dedicada à promoção da saúde e segurança no trabalho.
Desde então, sindicatos, entidades e movimentos sociais realizam atividades em todo o mundo para lembrar as vítimas e cobrar medidas efetivas de prevenção.
Para o secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles, é fundamental ampliar o debate sobre o tema. “É fundamental que a sociedade reconheça a gravidade da situação de saúde dos trabalhadores. São milhares de doentes, invalidados e mortos no trabalho”, afirmou.
Segundo ele, a prevenção só será efetiva quando houver enfrentamento das causas estruturais do adoecimento. “Precisamos olhar para onde os problemas se originam, nas relações de trabalho violentas. Não podemos banalizar a situação. Há uma tentativa de normalizar acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, mas nem tudo que é normal é saudável”, destacou.
Mauro Salles alerta ainda que o adoecimento laboral tem sido tratado como algo natural em diversas categorias profissionais, inclusive no setor bancário. “As patologias do trabalho produzem laços sociais perversos, fundamentados na normalização do adoecimento, fazendo crer que é normal adoecer pelo trabalho bancário ou continuar trabalhando doente, levando os trabalhadores a tratamentos médicos constantes e ao uso de medicamentos”, explicou.
"O modelo organizacional praticado pelos bancos faz mais e mais vítimas a cada dia e trata os funcionários como descartáveis. Toda essa carga emocional decorrente do assédio moral e do medo de demissão soma-se à pressão por metas diárias e inatingíveis. Não basta o trabalhador recorrer a subterfúgios para tentar amenizar os gatilhos do adoecimento se não houver por parte dos bancos esse reconhecimento da existência de um ambiente que leva ao adoecimento de seus empregados e transformações profundas nas condições de trabalho. Saúde é um direito do trabalhador e adoecer pelo trabalho não deve ser normal", acrescentou o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo de M. Freire (Sadam).
Para o movimento sindical bancário, o enfrentamento do problema exige ações estruturadas e permanentes. “Carecemos de uma política de Estado para o tema, integrando ações com fiscalização efetiva e uma política ativa de promoção da saúde. Precisamos colocar essa discussão no centro da agenda nacional para enfrentar essa verdadeira tragédia cotidiana, que provoca sofrimento, angústia, depressão, acidentes, doenças e mortes evitáveis”, concluiu Mauro Salles, da Contraf-CUT.
Orientação do Sindicato
O movimento sindical luta para que os bancos garantam condições dignas de trabalho, sem assédio moral e sem metas abusivas. No entanto, individualmente, é importante que cada bancário e bancária que necessita de ajuda cuide de sua saúde já que ela é bem maior.
O Sindicato disponibiliza aos trabalhadores a emissão de CAT, a comunicação de acidente de trabalho, que ajuda o bancário a ter o direito reconhecido junto ao INSS, para poder fazer seu tratamento e uma estabilidade para cuidar de sua saúde, uma vez que os bancos se negam a fazer a comunicação para o funcionário não ter nenhum desses direitos.
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