28/04/2026
Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio
Movimentos sociais das capitais de Recife, Belo Horizonte, Fortaleza, Teresina, São Paulo e Rio de Janeiro já confirmaram os locais de concentração das atividades do 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores. Além de festejar a trajetória da luta de classe, os trabalhadores irão às ruas para pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da redução da jornada de trabalho sem perda de direitos e fim da escala 6x1.
A seguir, as cidades e locais com atos já confirmados (lista sujeita a atualizações):
- Rio de Janeiro (capital): Copacabana, Posto 5, às 14h
- São Paulo (capital): Praça Franklin Roosevelt, às 09h
- São Bernardo do Campo (SP): Paço Municipal (Praça Samuel Sabatini, Centro), a partir das 9h
- Belo Horizonte (MG): Praça Raul Soares, às 09h
- Fortaleza (CE) : Espigão de Rui Barbosa/Praia de Iracema, às 15h
- Teresina (PI): Praça da Liberdade, avenida Frei Serafim S/N, às 8h
- Londrina (PR): Samba do Trabalhador, no Canto do Marl (Avenida Duque de Caxias, nº 3.241 – Centro), às 16h
- Dourados (MS): Praça do Cinquentenário (Av. Marcelino Pires - Vila Industrial), às 16h
Como parte das atividades alusivas ao 1º de Maio, no Recife (PE), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco realizará um ato especial na quinta-feira, 30 de abril, às 15h, no Parque 13 de Maio.
No Rio de Janeiro (RJ), dia 30, o Sindicato dos Bancários de Campos dos Goitacazes realizará uma passeata com banda e faixas nas principais ruas da cidade, finalizando no Pelourinho, centro financeiro local.
Ainda na quinta-feira (30 de abril), a CUT Paraná e demais entidades sindicais realizarão em Curitiba um seminário, às 13h30, no Sintracon (Rua Trajano Reis, 538), com o tema "6x1: Escravidão Moderna". Ainda no mesmo dia, a partir das 18h30, realizarão um festival de shows no Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Ainda no estado do Paraná, o Coletivo dos Sindicatos de Londrina, que tem o Sindicato dos Bancários de Londrina como um dos membros, realizará entre os dias 29 de abril e 1º de maio o III Semana da Trabalhadora e do Trabalhador em Londrina. Veja a programação:
- 29/04 Varal de Lutas, a partir das 9h, no Calçadão de Londrina;
- 30/04 Aulão Público sobre o Fim da Escala 6X1, às 18h, na Concha Acústica;
- 01/05 Samba do Trabalhador, às 16h, no Canto do Marl (Avenida Duque de Caxias, nº 3.241 – Centro).
Fortalecer a identidade da classe trabalhadora
O 1º de Maio foi instituído como Dia Internacional dos Trabalhadores em memória de milhares de homens e mulheres mortos nas manifestações de 1886, em Chicago (EUA), em confrontos violentos com policiais, porque reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 17 horas para 8 horas diárias.
Atualmente, mais de 80 países celebram a data, incluindo o Brasil que a adotou oficialmente como feriado nacional em 1925.
"O estabelecimento desta data tem o papel de fazer um resgate histórico e de importância educativa fundamental: a de não nos esquecermos de que os direitos não foram dados, foram conquistados com luta e organização coletiva. O 1º de Maio também é importante para nos fazer refletir que, diante dos desafios impostos no cenário atual, precisamos fortalecer nossa consciência de classe que, infelizmente, foi enfraquecida nos últimos anos, colocando em risco avanços trabalhistas históricos e recentes", explica Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidente da CUT Nacional.
Diminuição da carga horária e fim da escala 6x1
Segundo pesquisa Datafolha publicada no dia 14 de abril, 71% dos brasileiros defendem o fim da escala 6x1, quando o trabalhador trabalha seis dias consecutivos e descansa somente um dia. O debate sobre mudanças na jornada foi intensificado a partir do final de 2024, com o movimento "Vida Além do Trabalho" (VAT).
Mais recentemente, após a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, representantes da CUT e demais centrais sindicais entregaram ao presidente Lula um documento com dezenas de reivindicações, com destaque para a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, e fim da escala 6x1.
Na mesma semana, o presidente da República havia encaminhado ao Congresso Nacional um projeto de lei para acabar com a escala 6x1 em regime de urgência constitucional, o que limita em 45 dias o prazo máximo de tramitação do texto, tanto na Câmara quanto no Senado, com o acréscimo de 10 dias caso a proposta tenha alguma alteração em uma das casas legislativas.
“O que está em pauta vai mudar as condições de trabalho de toda a classe trabalhadora, principalmente das mulheres, que hoje são as mais sobrecarregadas com a dupla e tripla jornada, porque são as mais responsabilizadas nos cuidados da casa e dos filhos”, destaca Juvandia Moreira.
"Diversos artigos comprovam que, por ser exaustiva, a escala 6x1 prejudica a vida social, a saúde física e mental dos trabalhadores. Temos ainda experiências que mostram que o fim da escala 6x1 não compromete a produtividade, pelo contrário, o descanso melhora a produtividade e pode criar empregos. Portanto, a nossa bandeira pela redução da jornada, sem redução salarial, é uma bandeira boa para o país e com impactos fundamentais à qualidade de vida da população, que terá mais tempo com a família, para o lazer e para os estudos", pontua.
A seguir, as cidades e locais com atos já confirmados (lista sujeita a atualizações):
- Rio de Janeiro (capital): Copacabana, Posto 5, às 14h
- São Paulo (capital): Praça Franklin Roosevelt, às 09h
- São Bernardo do Campo (SP): Paço Municipal (Praça Samuel Sabatini, Centro), a partir das 9h
- Belo Horizonte (MG): Praça Raul Soares, às 09h
- Fortaleza (CE) : Espigão de Rui Barbosa/Praia de Iracema, às 15h
- Teresina (PI): Praça da Liberdade, avenida Frei Serafim S/N, às 8h
- Londrina (PR): Samba do Trabalhador, no Canto do Marl (Avenida Duque de Caxias, nº 3.241 – Centro), às 16h
- Dourados (MS): Praça do Cinquentenário (Av. Marcelino Pires - Vila Industrial), às 16h
Como parte das atividades alusivas ao 1º de Maio, no Recife (PE), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco realizará um ato especial na quinta-feira, 30 de abril, às 15h, no Parque 13 de Maio.
No Rio de Janeiro (RJ), dia 30, o Sindicato dos Bancários de Campos dos Goitacazes realizará uma passeata com banda e faixas nas principais ruas da cidade, finalizando no Pelourinho, centro financeiro local.
Ainda na quinta-feira (30 de abril), a CUT Paraná e demais entidades sindicais realizarão em Curitiba um seminário, às 13h30, no Sintracon (Rua Trajano Reis, 538), com o tema "6x1: Escravidão Moderna". Ainda no mesmo dia, a partir das 18h30, realizarão um festival de shows no Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Ainda no estado do Paraná, o Coletivo dos Sindicatos de Londrina, que tem o Sindicato dos Bancários de Londrina como um dos membros, realizará entre os dias 29 de abril e 1º de maio o III Semana da Trabalhadora e do Trabalhador em Londrina. Veja a programação:
- 29/04 Varal de Lutas, a partir das 9h, no Calçadão de Londrina;
- 30/04 Aulão Público sobre o Fim da Escala 6X1, às 18h, na Concha Acústica;
- 01/05 Samba do Trabalhador, às 16h, no Canto do Marl (Avenida Duque de Caxias, nº 3.241 – Centro).
Fortalecer a identidade da classe trabalhadora
O 1º de Maio foi instituído como Dia Internacional dos Trabalhadores em memória de milhares de homens e mulheres mortos nas manifestações de 1886, em Chicago (EUA), em confrontos violentos com policiais, porque reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 17 horas para 8 horas diárias.
Atualmente, mais de 80 países celebram a data, incluindo o Brasil que a adotou oficialmente como feriado nacional em 1925.
"O estabelecimento desta data tem o papel de fazer um resgate histórico e de importância educativa fundamental: a de não nos esquecermos de que os direitos não foram dados, foram conquistados com luta e organização coletiva. O 1º de Maio também é importante para nos fazer refletir que, diante dos desafios impostos no cenário atual, precisamos fortalecer nossa consciência de classe que, infelizmente, foi enfraquecida nos últimos anos, colocando em risco avanços trabalhistas históricos e recentes", explica Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidente da CUT Nacional.
Diminuição da carga horária e fim da escala 6x1
Segundo pesquisa Datafolha publicada no dia 14 de abril, 71% dos brasileiros defendem o fim da escala 6x1, quando o trabalhador trabalha seis dias consecutivos e descansa somente um dia. O debate sobre mudanças na jornada foi intensificado a partir do final de 2024, com o movimento "Vida Além do Trabalho" (VAT).
Mais recentemente, após a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, representantes da CUT e demais centrais sindicais entregaram ao presidente Lula um documento com dezenas de reivindicações, com destaque para a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, e fim da escala 6x1.
Na mesma semana, o presidente da República havia encaminhado ao Congresso Nacional um projeto de lei para acabar com a escala 6x1 em regime de urgência constitucional, o que limita em 45 dias o prazo máximo de tramitação do texto, tanto na Câmara quanto no Senado, com o acréscimo de 10 dias caso a proposta tenha alguma alteração em uma das casas legislativas.
“O que está em pauta vai mudar as condições de trabalho de toda a classe trabalhadora, principalmente das mulheres, que hoje são as mais sobrecarregadas com a dupla e tripla jornada, porque são as mais responsabilizadas nos cuidados da casa e dos filhos”, destaca Juvandia Moreira.
"Diversos artigos comprovam que, por ser exaustiva, a escala 6x1 prejudica a vida social, a saúde física e mental dos trabalhadores. Temos ainda experiências que mostram que o fim da escala 6x1 não compromete a produtividade, pelo contrário, o descanso melhora a produtividade e pode criar empregos. Portanto, a nossa bandeira pela redução da jornada, sem redução salarial, é uma bandeira boa para o país e com impactos fundamentais à qualidade de vida da população, que terá mais tempo com a família, para o lazer e para os estudos", pontua.
Em 2022, bancos queriam abrir agências aos sábados
Mesmo com a legislação vigente nos dias de hoje, não são poucas as tentativas de alteração das leis para permitir a abertura dos bancos aos sábados, como tentou o Santander em plena pandemia.
Com uma mudança assim, bancários e bancárias deixariam de usufruir da jornada de trabalho em escala 5×2 e passariam a trabalhar na escala 6×1. É também por isso que o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região defende que o fim da escala 6×1 interessa a todos os trabalhadores.
Mesmo com a legislação vigente nos dias de hoje, não são poucas as tentativas de alteração das leis para permitir a abertura dos bancos aos sábados, como tentou o Santander em plena pandemia.
Com uma mudança assim, bancários e bancárias deixariam de usufruir da jornada de trabalho em escala 5×2 e passariam a trabalhar na escala 6×1. É também por isso que o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região defende que o fim da escala 6×1 interessa a todos os trabalhadores.
"A redução da jornada sem redução salarial é uma pauta central do nosso Sindicato, porque acreditamos que qualidade de vida e trabalho digno não podem ser privilégio, são direitos de toda a classe trabalhadora. Ter tempo para viver, descansar, estudar e estar com a família é parte essencial dessa luta. A categoria bancária conhece bem o que está em jogo. Já tivemos nossos finais de semana ameaçados, inclusive por uma imposição do Santander, que só foi derrotada graças à organização e à força do movimento sindical. Sabemos o quanto a sobrecarga, a pressão por metas e a falta de tempo para descansar e viver impactam nossa saúde física e mental. Trata-se de uma pauta urgente e justa para muitas categorias, e só se transformará em realidade com pressão, com organização, com o movimento sindical forte e combativo. Por isso, mais uma vez nos juntamos a esse movimento, porque entendemos que esta é uma pauta de dignidade e justiça social por melhores condições de trabalho”, reforçou o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
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