28/04/2026
Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com representantes da direção do banco, na manhã desta terça-feira (28), para cobrar o cumprimento dos compromissos firmados no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e debater mudanças organizacionais que impactam diretamente o dia a dia dos bancários.
Antes do encontro, a COE encaminhou ao banco um documento reforçando cláusulas do acordo vigente desde 1º de janeiro de 2026, destacando pontos como transparência sobre horas extras realizadas aos fins de semana, acesso à plataforma de formação profissional, garantia de comunicação sindical nos e-mails corporativos, respeito à privacidade dos trabalhadores e manutenção do diálogo permanente em processos de reestruturação.
Durante a reunião, o Itaú apresentou atualizações sobre os compromissos assumidos no Acordo Macro de 2025. Entre os encaminhamentos, o banco informou que fará a apresentação periódica das horas extras realizadas aos sábados e domingos em reuniões bimestrais futuras. Também confirmou que a plataforma de cursos já está disponível aos empregados por meio do IU Conecta e que os trabalhadores podem receber comunicações das entidades sindicais em seus e-mails corporativos.
Outro avanço foi a discussão sobre a divulgação da livre associação sindical nos canais internos do banco, cujo texto ainda será construído em conjunto com as entidades representativas.
Mudanças organizacionais e avaliações
A COE também debateu alterações no modelo de avaliação Evolui. Inicialmente, os consultores de Recursos Humanos haviam sido retirados do processo, gerando preocupação entre os trabalhadores. O banco informou que, no novo modelo, esses profissionais continuarão participando parcialmente das avaliações, ainda que fora do comitê formal.
Além disso, o Itaú apresentou o novo formato do segmento Uniclass, voltado à média renda. A proposta prevê que gerentes passem a se vincular a uma gestão externa à agência, mantendo, neste primeiro momento, o funcionamento híbrido entre atendimento nas agências físicas e digitais.
O banco também anunciou ajustes no modelo do GERA, que deixará de ter uma estrutura única subordinada ao gerente-geral de agência, passando a operar de forma segmentada.
Problemas nas metas e no sistema GERA
Durante o encontro, a COE levou diversas demandas relacionadas ao cotidiano dos bancários, especialmente dificuldades envolvendo metas, funcionamento do sistema GERA e falta de transparência nos critérios de mensuração de resultados.
Entre os pontos apresentados estão falhas no sistema de contestação de metas, desaparecimento de produções registradas, excesso de controles paralelos nas agências e impactos do atendimento a clientes em situação de vulnerabilidade — que exige mais tempo de dedicação sem reconhecimento adequado nas metas.
A nova superintendente da área, Gabriela Vassoller, informou que o banco está promovendo um processo de modernização das ferramentas e sistemas para solucionar os problemas relatados. A COE sugeriu ainda a realização de uma live explicativa aos funcionários para esclarecer os critérios de metas e avaliação.
Programa Recomece e despesas de trabalho
Os representantes dos trabalhadores também cobraram o cumprimento da cláusula referente ao Programa de Acolhimento — Programa Recomece — que prevê redução de metas para empregados afastados pelo INSS por período igual ou superior a 120 dias.
Outro tema debatido foi a nova política de reembolso de combustível e estacionamento para funcionários que realizam visitas externas, diante de dificuldades enfrentadas em algumas bases com o uso de transporte por aplicativo.
Uma nova reunião será agendada para aprofundar o debate sobre banco de horas, especialmente o volume de trabalho realizado aos fins de semana, além do modelo de remuneração variável do segmento Empresas.
Defesa do acordo coletivo
Para a coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, a reunião teve papel fundamental para garantir que os compromissos assumidos pelo banco saiam do papel.
“Nosso objetivo foi reafirmar que o acordo coletivo precisa ser efetivamente cumprido. Levamos as demandas reais dos trabalhadores, cobramos transparência sobre horas extras, metas e reestruturações e reforçamos a importância do diálogo permanente para proteger as condições de trabalho dos bancários”, afirmou.
Segundo a dirigente, a atuação da COE seguirá acompanhando as mudanças organizacionais e cobrando soluções concretas para os problemas enfrentados nas agências e áreas digitais do banco.
Antes do encontro, a COE encaminhou ao banco um documento reforçando cláusulas do acordo vigente desde 1º de janeiro de 2026, destacando pontos como transparência sobre horas extras realizadas aos fins de semana, acesso à plataforma de formação profissional, garantia de comunicação sindical nos e-mails corporativos, respeito à privacidade dos trabalhadores e manutenção do diálogo permanente em processos de reestruturação.
Durante a reunião, o Itaú apresentou atualizações sobre os compromissos assumidos no Acordo Macro de 2025. Entre os encaminhamentos, o banco informou que fará a apresentação periódica das horas extras realizadas aos sábados e domingos em reuniões bimestrais futuras. Também confirmou que a plataforma de cursos já está disponível aos empregados por meio do IU Conecta e que os trabalhadores podem receber comunicações das entidades sindicais em seus e-mails corporativos.
Outro avanço foi a discussão sobre a divulgação da livre associação sindical nos canais internos do banco, cujo texto ainda será construído em conjunto com as entidades representativas.
Mudanças organizacionais e avaliações
A COE também debateu alterações no modelo de avaliação Evolui. Inicialmente, os consultores de Recursos Humanos haviam sido retirados do processo, gerando preocupação entre os trabalhadores. O banco informou que, no novo modelo, esses profissionais continuarão participando parcialmente das avaliações, ainda que fora do comitê formal.
Além disso, o Itaú apresentou o novo formato do segmento Uniclass, voltado à média renda. A proposta prevê que gerentes passem a se vincular a uma gestão externa à agência, mantendo, neste primeiro momento, o funcionamento híbrido entre atendimento nas agências físicas e digitais.
O banco também anunciou ajustes no modelo do GERA, que deixará de ter uma estrutura única subordinada ao gerente-geral de agência, passando a operar de forma segmentada.
Problemas nas metas e no sistema GERA
Durante o encontro, a COE levou diversas demandas relacionadas ao cotidiano dos bancários, especialmente dificuldades envolvendo metas, funcionamento do sistema GERA e falta de transparência nos critérios de mensuração de resultados.
Entre os pontos apresentados estão falhas no sistema de contestação de metas, desaparecimento de produções registradas, excesso de controles paralelos nas agências e impactos do atendimento a clientes em situação de vulnerabilidade — que exige mais tempo de dedicação sem reconhecimento adequado nas metas.
A nova superintendente da área, Gabriela Vassoller, informou que o banco está promovendo um processo de modernização das ferramentas e sistemas para solucionar os problemas relatados. A COE sugeriu ainda a realização de uma live explicativa aos funcionários para esclarecer os critérios de metas e avaliação.
Programa Recomece e despesas de trabalho
Os representantes dos trabalhadores também cobraram o cumprimento da cláusula referente ao Programa de Acolhimento — Programa Recomece — que prevê redução de metas para empregados afastados pelo INSS por período igual ou superior a 120 dias.
Outro tema debatido foi a nova política de reembolso de combustível e estacionamento para funcionários que realizam visitas externas, diante de dificuldades enfrentadas em algumas bases com o uso de transporte por aplicativo.
Uma nova reunião será agendada para aprofundar o debate sobre banco de horas, especialmente o volume de trabalho realizado aos fins de semana, além do modelo de remuneração variável do segmento Empresas.
Defesa do acordo coletivo
Para a coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, a reunião teve papel fundamental para garantir que os compromissos assumidos pelo banco saiam do papel.
“Nosso objetivo foi reafirmar que o acordo coletivo precisa ser efetivamente cumprido. Levamos as demandas reais dos trabalhadores, cobramos transparência sobre horas extras, metas e reestruturações e reforçamos a importância do diálogo permanente para proteger as condições de trabalho dos bancários”, afirmou.
Segundo a dirigente, a atuação da COE seguirá acompanhando as mudanças organizacionais e cobrando soluções concretas para os problemas enfrentados nas agências e áreas digitais do banco.
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