04/08/2026
Campanha Nacional Unificada das bancárias e dos bancários entra em fase decisiva
O Comando Nacional dos Bancários voltará a se reunir com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nessa terça-feira (4), na sexta rodada de negociações no âmbito da Campanha Nacional Unificada da categoria por aumento real e melhores condições de trabalho.
Nas últimas cinco rodadas, realizadas até 30 de julho, o Comando Nacional defendeu ponto a ponto a pauta de reivindicações das bancárias e dos bancários, com base em dados técnicos e na realidade financeira do setor.
Os trabalhadores cobram, agora, que a partir dessa terça (4), os bancos tragam respostas reais sobre aumento na remuneração e em defesa da saúde mental, estabilidade e reconhecimento profissional de cada bancária e de cada bancário.
Veja a seguir a linha do tempo das negociações já realizadas:
24 de junho | Entrega da Pauta de Reivindicações
O Comando Nacional entrega oficialmente a minuta à Fenaban e abre as mesas específicas dos bancos públicos (BB, Caixa, BNB, BNDES) e privados (Bradesco, Itaú, Santander, Mercantil).
> Categoria bancária entrega minuta de reivindicações à Fenaban
02 de julho | 1ª Rodada — Cláusulas Sociais
Movimento sindical reivindica melhorias em cláusulas sociais relacionadas às pessoas com deficiência (PCDs) e melhores condições de trabalho para toda a categoria, incluindo a implementação da escala 4x3 (quatro dias de trabalho e três dias de descanso); defesa do teletrabalho e direito à desconexão. Segurança bancária digital também foi um tema abordado.
> Campanha Nacional: Movimento sindical pleiteia mais vagas para PCDs, jornada 4x3 e garantia do direito à desconexão
07 de julho | 2ª Rodada — Emprego e Tecnologia
Debate focado no combate às demissões, impactos das reestruturações, regulação da Inteligência Artificial, teletrabalho e fechamento de agências.
> Comando Nacional exige suspensão das demissões e do fechamento de agências
16 de julho | 3ª Rodada — Igualdade de Oportunidades
Pauta focada no combate à discriminação, ampliação de direitos para mulheres, negros, pessoas com deficiência (PCD), população LGBTQIA+ e neurodivergentes.
> Campanha Nacional: movimento sindical avança em mesa por Igualdade de Oportunidades
21 de julho | 4ª Rodada — Saúde e Condições de Trabalho
Cobrança de combate às metas abusivas, enfrentamento dos riscos psicossociais e atuação nas comissões de saúde (NR-1).
> Negociação sobre saúde acontece sob clima de ameaças
30 de julho | 5ª Rodada — Cláusulas Econômicas
Apresentação dos dados de lucratividade do setor e exigência formal de aumento real nos salários, PLR, VA/VR e demais verbas.
> Campanha Nacional: movimento sindical cobra aumento real, diante do alto nível de lucratividade dos bancos
RAIO-X DO DIEESE
Nas últimas cinco rodadas, realizadas até 30 de julho, o Comando Nacional defendeu ponto a ponto a pauta de reivindicações das bancárias e dos bancários, com base em dados técnicos e na realidade financeira do setor.
Os trabalhadores cobram, agora, que a partir dessa terça (4), os bancos tragam respostas reais sobre aumento na remuneração e em defesa da saúde mental, estabilidade e reconhecimento profissional de cada bancária e de cada bancário.
Veja a seguir a linha do tempo das negociações já realizadas:
24 de junho | Entrega da Pauta de Reivindicações
O Comando Nacional entrega oficialmente a minuta à Fenaban e abre as mesas específicas dos bancos públicos (BB, Caixa, BNB, BNDES) e privados (Bradesco, Itaú, Santander, Mercantil).
> Categoria bancária entrega minuta de reivindicações à Fenaban
02 de julho | 1ª Rodada — Cláusulas Sociais
Movimento sindical reivindica melhorias em cláusulas sociais relacionadas às pessoas com deficiência (PCDs) e melhores condições de trabalho para toda a categoria, incluindo a implementação da escala 4x3 (quatro dias de trabalho e três dias de descanso); defesa do teletrabalho e direito à desconexão. Segurança bancária digital também foi um tema abordado.
> Campanha Nacional: Movimento sindical pleiteia mais vagas para PCDs, jornada 4x3 e garantia do direito à desconexão
07 de julho | 2ª Rodada — Emprego e Tecnologia
Debate focado no combate às demissões, impactos das reestruturações, regulação da Inteligência Artificial, teletrabalho e fechamento de agências.
> Comando Nacional exige suspensão das demissões e do fechamento de agências
16 de julho | 3ª Rodada — Igualdade de Oportunidades
Pauta focada no combate à discriminação, ampliação de direitos para mulheres, negros, pessoas com deficiência (PCD), população LGBTQIA+ e neurodivergentes.
> Campanha Nacional: movimento sindical avança em mesa por Igualdade de Oportunidades
21 de julho | 4ª Rodada — Saúde e Condições de Trabalho
Cobrança de combate às metas abusivas, enfrentamento dos riscos psicossociais e atuação nas comissões de saúde (NR-1).
> Negociação sobre saúde acontece sob clima de ameaças
30 de julho | 5ª Rodada — Cláusulas Econômicas
Apresentação dos dados de lucratividade do setor e exigência formal de aumento real nos salários, PLR, VA/VR e demais verbas.
> Campanha Nacional: movimento sindical cobra aumento real, diante do alto nível de lucratividade dos bancos
RAIO-X DO DIEESE
- Defasagem nos Vales: O VA acumula perda de -13% (2019-2025) e o VR de -3,7% (2023-2025). Para recompor o poder de compra de 2019, o VA mensal precisaria subir de R$ 924,47 para R$ 1.293,73 (reajuste de 40%).
- Corte nas despesas com pessoal: Desde 2016, a folha de pagamento dos bancos caiu 7% (sem contar a PLR, a queda é de 11%).
- PLR minguando: Em 1995, os bancos privados distribuíam um percentual de PLR que chegava a alcançar 14%; em 2025, distribuíram em média apenas 5,9%. Entre os bancos públicos, só a Caixa atingiu o teto de 15%, acordado na CCT, enquanto Banco do Brasil se aproximou do índice, com distribuição média de 11%.
- Piso salarial digno: sindicatos exigiram a criação de um piso para TI e, para as funções de entrada na categoria em geral, aplicar como piso o "Salário Mínimo Necessário do Dieese" (R$ 7.999,44).
"A riqueza produzida pela categoria precisa se refletir em melhores condições de trabalho, salários dignos e respeito aos direitos. Os bancos têm total condições para avançar nas negociações e atender as reivindicações dos trabalhadores. Agora é o momento de fortalecer a unidade da categoria e mostrar que bancárias e bancários estão mobilizados para conquistar uma proposta digna da importância do nosso trabalho para a sociedade", destaca o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
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