28/04/2026
Movimento sindical cobra resposta da Caixa sobre melhorias em mecanismos de proteção a vítimas de violência
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representando o Sindicato, cobra da Caixa Econômica Federal respostas às reivindicações apresentadas na reunião de negociação realizada em 31 de março, que tratou do aperfeiçoamento dos mecanismos de proteção às empregadas vítimas de violência doméstica e de situações de violência no ambiente de trabalho.
Durante o encontro, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, destacou a necessidade de aprimorar tanto as ferramentas quanto as normas que regulamentam o uso dos instrumentos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Caixa.
Garantia de proteção sem prejuízos
A principal preocupação da representação dos trabalhadores é assegurar que as empregadas que recorrem a esses mecanismos não sejam prejudicadas profissional ou financeiramente.
“É preciso garantir que as empregadas não serão prejudicadas. A mulher já está passando por uma situação que é, muitas vezes, desesperadora, e ela pode acabar optando por ser transferida, mesmo sem função, para fugir da situação de risco”, afirmou a representante da Fetrafi/RS, Sabrina Muniz.
A avaliação das entidades é de que, sem ajustes nas regras, o uso dos mecanismos de proteção pode acabar gerando novas perdas às vítimas, o que contraria o objetivo das cláusulas negociadas.
Cobrança por dados e melhorias no programa Acolhe
A representante da Fetrafi/NE na CEE, Cândida Fernandes (Chay), destacou que, na última reunião, a representação dos trabalhadores cobrou maior transparência e efetividade nas ações do banco.
“Na última reunião, falamos sobre o programa e cobramos números concretos, além de soluções de encaminhamento para os casos de denúncia de assédio e de violência doméstica. Também defendemos melhorias no programa Acolhe, para garantir que as mulheres vítimas de violência não percam renda, nem função comissionada quando precisarem utilizar medidas protetivas, mesmo que sejam transferidas para unidades onde não exista o cargo ou que tenham porte menor”, afirmou.
Principais cobranças apresentadas
Entre as demandas levadas à Caixa, destacam-se:
Durante o encontro, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, destacou a necessidade de aprimorar tanto as ferramentas quanto as normas que regulamentam o uso dos instrumentos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Caixa.
Garantia de proteção sem prejuízos
A principal preocupação da representação dos trabalhadores é assegurar que as empregadas que recorrem a esses mecanismos não sejam prejudicadas profissional ou financeiramente.
“É preciso garantir que as empregadas não serão prejudicadas. A mulher já está passando por uma situação que é, muitas vezes, desesperadora, e ela pode acabar optando por ser transferida, mesmo sem função, para fugir da situação de risco”, afirmou a representante da Fetrafi/RS, Sabrina Muniz.
A avaliação das entidades é de que, sem ajustes nas regras, o uso dos mecanismos de proteção pode acabar gerando novas perdas às vítimas, o que contraria o objetivo das cláusulas negociadas.
Cobrança por dados e melhorias no programa Acolhe
A representante da Fetrafi/NE na CEE, Cândida Fernandes (Chay), destacou que, na última reunião, a representação dos trabalhadores cobrou maior transparência e efetividade nas ações do banco.
“Na última reunião, falamos sobre o programa e cobramos números concretos, além de soluções de encaminhamento para os casos de denúncia de assédio e de violência doméstica. Também defendemos melhorias no programa Acolhe, para garantir que as mulheres vítimas de violência não percam renda, nem função comissionada quando precisarem utilizar medidas protetivas, mesmo que sejam transferidas para unidades onde não exista o cargo ou que tenham porte menor”, afirmou.
Principais cobranças apresentadas
Entre as demandas levadas à Caixa, destacam-se:
- Garantia de que mulheres transferidas por motivo de violência não tenham perda de renda;
- Maior agilidade na análise e execução dos pedidos;
- Soluções para casos em que a violência é cometida por outro empregado da Caixa e exigem medidas protetivas;
- Alternativas para situações em que a violência é praticada por clientes, especialmente em localidades onde não há outra agência para realocação da trabalhadora.
Necessidade de respostas concretas
A Contraf-CUT e o Sindicato reconhecem que a Caixa avançou na criação de canais e políticas de apoio, mas avaliam que ainda há lacunas importantes que precisam ser corrigidas com urgência.
As entidades reforçam que os instrumentos previstos nas normas coletivas existem justamente para proteger as trabalhadoras em situações de vulnerabilidade e, por isso, precisam ser efetivos, acessíveis e livres de entraves burocráticos.
“Garantir proteção integral às vítimas de violência não é apenas uma questão de gestão interna, mas de responsabilidade social e compromisso com a dignidade das trabalhadoras”, disse a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Trabalhadores vão à negociação com Fenaban em defesa da democratização do acesso ao emprego, com igualdade de condições para todos e todas
- Contraf-CUT e Sindicato orientam empregados da Caixa sobre cobranças do Saúde Caixa
- Após cobrança da Contraf-CUT, Caixa suspende descontos indevidos do Saúde Caixa
- Clube dos Bancários está reaberto e pronto para receber os associados
- COE cobra avanços em direitos na primeira negociação específica com o Santander
- COE Itaú cobra transparência em reestruturação e alerta para impactos sobre trabalhadores
- Sindicato alerta para uso correto do vale-transporte após demissões por justa causa no Bradesco
- Eleições Banesprev serão de 23 a 29 de julho; Sindicato apoia chapa "Em Defesa do Banesprev"
- COE cobra avanços ao Bradesco e conquista retorno do registro de ponto para gerentes de relacionamento empresas
- Julho das Pretas destaca políticas públicas e luta por direitos das mulheres negras
- Dados apresentados pela Caixa reforçam necessidade do fim do teto do Saúde Caixa
- Anamatra orienta trabalhador a não esperar decisão final do STF sobre pejotização
- Campanha Nacional no BB: Movimento sindical reivindica abertura de concursos públicos e valorização dos funcionários
- Movimento sindical entrega minuta específica de reivindicações ao Mercantil
- Balanço Funcef: Até maio, planos superam meta atuarial