07/03/2019
Luta e resistência marcam o mês das mulheres

Março se inicia insuflado de muita luta e resistência das mulheres de todo o Brasil, que se organizam em defesa dos direitos, por respeito e pelo fim da violência e discriminação. As mobilizações que acontecerão nos principais centros urbanos do país, denunciam um momento de retrocesso, preconceito, discriminação e ódio. Diante do atual ‘desgoverno’, não há muito o que se comemorar neste 8 de março de 2019. A primeira grande batalha das mulheres e trabalhadoras brasileiras é contra a proposta de reforma da Previdência Social, que ataca gravemente os direitos das mulheres.
O governo tenta aprovar desesperadamente uma reforma que atinge de forma cruel as mulheres de todo o Brasil. Uma das mudanças mais perversas, por exemplo, é a mudança no tempo mínimo de contribuição para conseguir a aposentadoria, que passará de 30 para 40. Além de criarem a idade mínima de 62 anos para as mulheres e 65 para os homens. As várias desigualdades que existem no mercado de trabalho, como a rotatividade, intermitência do trabalho, a informalidade e discriminação distanciam ainda mais o direito da aposentadoria para as mulheres. Sem contar, na maioria das mulheres que possuem dupla jornada, realizam afazeres domésticos e cuidam de filhos e idosos, que lamentavelmente ainda são entendidos na sociedade como responsabilidade das mulheres, o que dificulta o acesso ao mercado formal e, desta forma, dificilmente conseguem alcançar os 30 anos de contribuição, quanto mais os 40 sugeridos na nova proposta.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, é preciso reforçar a luta das mulheres contra os retrocessos nos direitos, que foram duramente conquistados. E para isso, é fundamental que elas estejam atentas às diversas informações disponíveis nas redes sociais e entidades de representação das lutas femininas, por exemplo.
“As discriminações em relação à mulher são inaceitáveis e reforçam ainda mais a luta da categoria, seja por direitos, por igualdade de oportunidades na contratação, na remuneração e na ascensão profissional”, enfatiza Vicentim, reafirmando que muitos outros temas relacionados à mulher são negligenciados não só entre a categoria bancária, mas em todo o país.
Violência contra a mulher, uma realidade assustadora
O número de denúncias de violência contra mulheres aumentou quase 30% no ano passado. O quadro é assustador, visto que as denúncias de agressão dispararam. Em 2018, foram mais de 92 mil ligações para a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência - o Disque 180.
O balanço publicado pelo jornal “Correio Braziliense” mostrou também que só, em dezembro, 391 mulheres foram agredidas por dia e foram registradas 974 tentativas de feminicídio - um aumento de 78% em relação ao mesmo período do ano passado.
Apesar do grande avanço da Lei do Feminicídio, de 2015, um instrumento muito importante para enfrentar a violência contra a mulher, é preciso mudar a questão cultural e social sobre respeito e valores da sociedade, que em grande escala ainda cultua o machismo. Mulher não é sexo frágil e deve ser respeitada.
Durante todo o mês serão organizadas várias atividades em todo o Brasil para marcar a luta das mulheres contra a reforma da Previdência, contra a violência e em defesa da democracia e dos seus direitos.
“Apesar das vitórias, o “Dia da Mulher”, celebrado em 8 de março, é mais do que uma data meramente comemorativa. É o momento de refletir sobre as injustiças que ainda permeiam o universo feminino. Após séculos de luta pela afirmação da figura feminina na sociedade, sua ampliação na vida pública e o reconhecimento de sua importância no mundo do trabalho, a mulher continua sendo discriminada no âmbito profissional, inclusive no universo bancário. O Sindicato, como entidade cidadã, está sempre atento à defesa dos interesses da categoria e, especialmente, das mulheres. Neste mês dedicado a elas, reforçamos ainda mais nossa luta para que sejam respeitadas e valorizadas", conclui Vicentim.
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