15/01/2019
Em meio à crise, venda de estatais deixará governo de mão atadas, diz economista

'No Brasil, os bancos atuam de forma cartelizada. Quem consegue romper essa bolha? São os bancos público', alerta Mello
(Foto: EBC)
Para Guilherme Mello, professor do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp), a ideia do governo Bolsonaro de vender 100 estatais não é positiva. Além de perder políticas públicas, segundo ele, o poder Executivo ficará de mãos atadas para enfrentar a crise atual. Ouça a entrevista na Rede Brasil Atual.
O economista usa os bancos públicos como exemplo, responsáveis por financiar parte significativa do setor habitacional, a agricultura e programas sociais. "Aqui, no Brasil, os bancos privados atuam de forma cartelizada. Quem consegue romper essa bolha? São os bancos públicos. Além disso, em tempos de crise, você precisa dessas empresas públicas, o governo fica de mãos atadas sem elas", afirmou, em entrevista ao jornalista Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual.
Guilherme Mello diz que há um mito de que os serviços públicos são essencialmente ruins, mas a população reconhece a importância das estatais, como a Petrobras. Uma pesquisa Datafolha, publicada no último dia 5, mostra que 60% dos entrevistados são contra as privatizações.
"Tem algumas empresas que o governo consegue vender e fazer dinheiro, mas perde a possibilidade de fazer política e criar tecnologias. Ao vender a empresa, o governo também perde a capacidade de receber dividendos, ou seja, é uma ideia questionável", explica o economista.
Apesar de estar há apenas dez dias no governo, Jair Bolsonaro e sua equipe "estão perdidos", avalia Mello. "O sentido geral foi anunciado pelo Paulo Guedes, que visava a desconstrução do Estado e o corte de direitos. Porém, como isso será feito é algo confuso. A reforma da Previdência, por exemplo, não se sabe como será feita porque o ministro de Economia quer uma coisa, mas o presidente fala sobre outra."
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Carlos Alberto Moretto, acrescenta que as estatais são fundamentais para o desenvolvimento social e econômico do país e vão muito além do lucro. Caixa e BB, por exemplo, estão presentes em municípios onde os bancos privados não chegam. "Nossa luta é em defesa de tudo que o Banco do Brasil e a Caixa ofertam à população. Sem bancos públicos o Brasil fica mais pobre e com menos capacidade de atuar em defesa das pessoas e das pequenas e médias empresas. Perde toda a sociedade", alerta o diretor.
O economista usa os bancos públicos como exemplo, responsáveis por financiar parte significativa do setor habitacional, a agricultura e programas sociais. "Aqui, no Brasil, os bancos privados atuam de forma cartelizada. Quem consegue romper essa bolha? São os bancos públicos. Além disso, em tempos de crise, você precisa dessas empresas públicas, o governo fica de mãos atadas sem elas", afirmou, em entrevista ao jornalista Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual.
Guilherme Mello diz que há um mito de que os serviços públicos são essencialmente ruins, mas a população reconhece a importância das estatais, como a Petrobras. Uma pesquisa Datafolha, publicada no último dia 5, mostra que 60% dos entrevistados são contra as privatizações.
"Tem algumas empresas que o governo consegue vender e fazer dinheiro, mas perde a possibilidade de fazer política e criar tecnologias. Ao vender a empresa, o governo também perde a capacidade de receber dividendos, ou seja, é uma ideia questionável", explica o economista.
Apesar de estar há apenas dez dias no governo, Jair Bolsonaro e sua equipe "estão perdidos", avalia Mello. "O sentido geral foi anunciado pelo Paulo Guedes, que visava a desconstrução do Estado e o corte de direitos. Porém, como isso será feito é algo confuso. A reforma da Previdência, por exemplo, não se sabe como será feita porque o ministro de Economia quer uma coisa, mas o presidente fala sobre outra."
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Carlos Alberto Moretto, acrescenta que as estatais são fundamentais para o desenvolvimento social e econômico do país e vão muito além do lucro. Caixa e BB, por exemplo, estão presentes em municípios onde os bancos privados não chegam. "Nossa luta é em defesa de tudo que o Banco do Brasil e a Caixa ofertam à população. Sem bancos públicos o Brasil fica mais pobre e com menos capacidade de atuar em defesa das pessoas e das pequenas e médias empresas. Perde toda a sociedade", alerta o diretor.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Mercantil registra lucro de R$ 279,4 milhões no trimestre, valor considerado recorde em toda sua história
- Brasil é 55,5% negro, mas terá apenas 26% das cadeiras da Câmara em 2027
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões