26/12/2018
Caged: Enquanto cortam postos de trabalho, bancos no país deveriam contratar mais

(Charge: Márcio Baraldi)
Entre janeiro e novembro deste ano, os bancos já eliminaram 1.540 postos de trabalho em todo o país, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.
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Os bancos múltiplos com carteira comercial (entre eles Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil) foram responsáveis pelo fechamento de 640 postos no período. A Caixa, por sua vez, eliminou 1.059 vagas. Juntos, estes cinco bancos empregam cerca de 90% dos bancários no país e lucraram, somente no primeiro semestre de 2018, R$ 41,9 bilhões, crescimento de 17,8% em relação ao mesmo período de 2017.
"Os dados da própria Fenaban mostram que não são só os cinco maiores bancos que estão lucrando muito, mas sim o setor financeiro como um todo. Diante desses resultados, não podemos admitir demissões, rotatividade ou a terceirização cada vez maior nessas empresas. Além disso, o setor que mais lucra no país tem de desempenhar sua função social, baixando juros, incentivando o crédito e impulsionando a economia", defende o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
"Além de jogar para a mão dos clientes a realização de serviços antes feitos pelos trabalhadores do setor, cobrar tarifas e enxugar custos, os bancos fazem com que uma parcela pequena de acionistas se aproprie de um dinheiro que não se converte em investimentos produtivos, empregos e desenvolvimento. Apesar do expressivo aumento nos lucros, os bancos do país fizeram o desserviço de aumentar a taxa de desemprego mensal, contribuindo para redução da massa salarial", acrescenta o dirigente.
Rotatividade
Além de economizar com o corte de postos de trabalho, os bancos também encontram na rotatividade uma forma de reduzir a remuneração média dos bancários e maximizar lucros.
De janeiro a novembro, os bancários admitidos recebiam, em média, R$ 4.323, enquanto desligados tinham remuneração média de R$ 6.555. Ou seja, a remuneração dos admitidos correspondeu a somente 66% do salário médio dos que deixaram o setor.
Desigualdade entre homens e mulheres
Os dados do Caged revelam ainda a desigualdade de gênero na remuneração do setor. As mulheres admitidas no setor entre janeiro e novembro recebem, em média, R$ 3.684, valor que corresponde a 74,9% da remuneração média dos homens admitidos (R$ 4.918) no mesmo período.
A desigualdade de gênero também pode ser identificada quando analisada a remuneração dos desligados. As mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 5.640, 76% da remuneração média dos homens (R$ 7.457) desligados entre janeiro e novembro.
Os dados do Caged mostram que mulheres ainda entram no setor ganhando menos que os homens e, uma vez dentro, possuem maiores obstáculos para subirem na carreira. Por isso, a igualdade de oportunidades no setor é uma luta histórica e fundamental para o Sindicato.
"Os dados da própria Fenaban mostram que não são só os cinco maiores bancos que estão lucrando muito, mas sim o setor financeiro como um todo. Diante desses resultados, não podemos admitir demissões, rotatividade ou a terceirização cada vez maior nessas empresas. Além disso, o setor que mais lucra no país tem de desempenhar sua função social, baixando juros, incentivando o crédito e impulsionando a economia", defende o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
"Além de jogar para a mão dos clientes a realização de serviços antes feitos pelos trabalhadores do setor, cobrar tarifas e enxugar custos, os bancos fazem com que uma parcela pequena de acionistas se aproprie de um dinheiro que não se converte em investimentos produtivos, empregos e desenvolvimento. Apesar do expressivo aumento nos lucros, os bancos do país fizeram o desserviço de aumentar a taxa de desemprego mensal, contribuindo para redução da massa salarial", acrescenta o dirigente.
Rotatividade
Além de economizar com o corte de postos de trabalho, os bancos também encontram na rotatividade uma forma de reduzir a remuneração média dos bancários e maximizar lucros.
De janeiro a novembro, os bancários admitidos recebiam, em média, R$ 4.323, enquanto desligados tinham remuneração média de R$ 6.555. Ou seja, a remuneração dos admitidos correspondeu a somente 66% do salário médio dos que deixaram o setor.
Desigualdade entre homens e mulheres
Os dados do Caged revelam ainda a desigualdade de gênero na remuneração do setor. As mulheres admitidas no setor entre janeiro e novembro recebem, em média, R$ 3.684, valor que corresponde a 74,9% da remuneração média dos homens admitidos (R$ 4.918) no mesmo período.
A desigualdade de gênero também pode ser identificada quando analisada a remuneração dos desligados. As mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 5.640, 76% da remuneração média dos homens (R$ 7.457) desligados entre janeiro e novembro.
Os dados do Caged mostram que mulheres ainda entram no setor ganhando menos que os homens e, uma vez dentro, possuem maiores obstáculos para subirem na carreira. Por isso, a igualdade de oportunidades no setor é uma luta histórica e fundamental para o Sindicato.
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