07/11/2018
Itaú Unibanco e Bradesco defendem medidas do novo governo contra classe trabalhadora

Em relatórios voltados ao mercado e divulgados na grande imprensa, Itaú e Bradesco, as duas maiores instituições privadas do país, expressam seu apoio incondicional às medidas antipopulares anunciadas pelo economista e banqueiro Paulo Guedes, que vai estar à frente do superministério da economia do governo Bolsonaro (PSL).
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Na mensagem enviada aos correntistas, o Itaú Unibanco diz que “o momento é de investir em Bolsa e aproveitar para divulgar seus fundos multimercados como meio de aplicação” e recomenda investimentos em ações.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo, o posicionamento dessas instituições demonstra o real interesse dos bancos: aumentar a lucratividade por meio da especulação financeira.
"O país precisa de medidas que promovam a geração de emprego e renda aos trabalhadores, e, consequentemente, o crescimento da economia. Medidas que beneficiem a população de maneira geral, e não apenas uma minoria da sociedade composta por grandes investidores e instituições financeiras que, a cada ano, aumentam os seus lucros independentemente de crise ou não”, diz Trigo.
No relatório o banco recomenda investimentos em ações, oferecendo seus próprios produtos e defende urgência na Reforma da Previdência. Pela proposta anunciada por Paulo Guedes, o futuro superministro da área econômica do governo eleito, a Previdência será baseada na capitalização privada, um sistema que não deu certo para os trabalhadores no Chile, mas que desperta grande interesse nos bancos privados, de olho no mercado da previdência privada.
Fim da CLT?
Já o Bradesco diz que “nos sentimos revigorados para dar início a um novo ciclo de reformas estruturais no sentido da modernização do Brasil”, em outras palavras, o banco tem pressa em aprovar a Reforma da Previdência e defende a proposta do presidente eleito de pôr fim aos direitos previstos na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Bolsonaro anunciou na campanha eleitoral o projeto de criar uma nova carteira de trabalho, verde e amarela, sem as conquistas previstas na legislação trabalhista.
Está claro nos relatórios que os bancos têm lado e certamente os interesses do sistema financeiro não são os da valorização do trabalho, geração de emprego e renda, direito à aposentadoria e da justiça social, mas unicamente o do lucro fácil da ciranda financeira.
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