04/10/2018
Desigualdade: Em 2017, salário médio dos homens foi 17% maior que o das mulheres

Na comparação com o salário médio dos homens, em 2017, as mulheres encerraram o ano ganhando 17,46% a menos que os trabalhadores do sexo masculino, revelam os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, divulgados na sexta-feira (28). A discrepância salarial acompanhada da divisão de gênero reflete um conjunto de práticas culturais, segundo o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.
Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, o diretor técnico destacou que em muitas gestões é comum que as práticas salariais adotadas para as mulheres sejam menores, apresente desvantagens na permanência dentro do mercado de trabalho, restrinja sua participação em ocupação de baixa remuneração e relativize a cultura do trabalho duplo e de cuidados.
"Isso as afastam destas condições de igualdade de presença no mercado de trabalho e essa desigualdade acaba conferindo a elas a desigualdade salarial", avalia Clemente sobre o levantamento, que indica o fechamento do salário dos homens em R$ 3.181, enquanto o das mulheres em R$ 2.708, 85,1% da remuneração masculina.
Para ele, a lenta variação positiva que o Brasil vem apresentando, com um crescimento de 1,8% no salário das mulheres na comparação com 2016, passa pela criação de condições objetivas, culturais e que permitam a ascensão da força feminina no mercado de trabalho.
“O Sindicato sempre lutou pela igualdade salarial entre homens e mulheres. Estamos vivendo um período no qual há uma série de ameaças de retrocesso, com preconceitos e machismo arraigado. Temos de fortalecer as políticas voltadas para a promoção da igualdade de gênero e de oportunidades para todos, sobretudo nos ambientes organizacionais, para que todo o avanço que conquistamos nos últimos anos não se perca", destaca o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo.
Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, o diretor técnico destacou que em muitas gestões é comum que as práticas salariais adotadas para as mulheres sejam menores, apresente desvantagens na permanência dentro do mercado de trabalho, restrinja sua participação em ocupação de baixa remuneração e relativize a cultura do trabalho duplo e de cuidados.
"Isso as afastam destas condições de igualdade de presença no mercado de trabalho e essa desigualdade acaba conferindo a elas a desigualdade salarial", avalia Clemente sobre o levantamento, que indica o fechamento do salário dos homens em R$ 3.181, enquanto o das mulheres em R$ 2.708, 85,1% da remuneração masculina.
Para ele, a lenta variação positiva que o Brasil vem apresentando, com um crescimento de 1,8% no salário das mulheres na comparação com 2016, passa pela criação de condições objetivas, culturais e que permitam a ascensão da força feminina no mercado de trabalho.
“O Sindicato sempre lutou pela igualdade salarial entre homens e mulheres. Estamos vivendo um período no qual há uma série de ameaças de retrocesso, com preconceitos e machismo arraigado. Temos de fortalecer as políticas voltadas para a promoção da igualdade de gênero e de oportunidades para todos, sobretudo nos ambientes organizacionais, para que todo o avanço que conquistamos nos últimos anos não se perca", destaca o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo.
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