03/10/2018
Nova presidenta do Tribunal Regional do Trabalho em SP critica “reforma” trabalhista

Pugliese, Jucirema, a presidenta Rilma e Vidigal: tribunal trabalhista de São Paulo tem nova direção
(Foto: TRT-2)
Ao tomar posse na noite de segunda-feira (1º) na presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), a desembargadora Rilma Aparecida Hemetério afirmou que os juízes devem seguir a nova legislação, mas na interpretação "serão obrigados" a seguir o que determina a Constituição. Segundo ela, existem "dispositivos claramente inconstitucionais" na chamada reforma trabalhista. Cabe ao Judiciário, acrescentou, "assegurar que não haja retrocesso".
"Repudio qualquer ato que afronte a dignidade da pessoa humana", disse ainda a desembargadora, lembrando ser "a primeira mulher afrodescendente" a exercer a presidência do TRT-2, o maior do país, abrangendo a Grande São Paulo e a Baixada Santista, com 500 magistrados, 5.500 servidores e 485 mil processos recebidos na primeira instância (Varas) em 2017. Citando ainda "inúmeras tentativas" de enfraquecimento do Judiciário trabalhista, ela afirmou que não poupará esforços "para manter essa Justiça especializada".
A desembargadora também citou cortes no orçamento, entre outras medidas que foram "minando esforços e fragilizando as instituições". "A proteção social foi deixada de lado", afirmou, acrescentando que a "ideologia do neoliberalismo" tenta convencer que o Direito do Trabalho é responsável pela crise econômica. E acrescentou que a desregulamentação pode provocar "euforia" no início, mas a história recente demonstra que a realidade se impõe.
Além de Rilma, presidenta de número 33 do TRT-2, assumiram a vice administrativa, Jucirema Maria Godinho Gonçalves, o vice judicial, Rafael Edson Pugliese Ribeiro, e o corregedor regional, Luiz Antonio Moreira Vidigal. Participaram da cerimônia o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Batista Brito Pereira, e o ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello – o atual governo é responsável pela Lei 13.467, de "reforma" da legislação trabalhista, recebida com ressalvas no sistema judiciário.
Ao transmitir o cargo, o agora ex-presidente do TRT Wilson Fernandes, que em várias ocasiões também criticou a mudança na lei, disse que assumiu, dois anos atrás, "num momento particularmente difícil para o Judiciário", em especial no ramo trabalhista, citando a Emenda Constitucional 95, de congelamento de gastos públicos. "Não posso deixar de registrar a crescente e preocupante redução da nossa força de trabalho", afirmou, fazendo menção à aposentadoria de servidores, o que segundo ele poderá trazer "dificuldades muito grandes" em curto e médio prazos.
Mineira de Caxambu, Rilma formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Na posse, contou ter conhecido a instituição no Largo São Francisco aos 13 anos e decidido que estudaria naquele local. Tem especialização em Direito do Trabalho e Previdência Social. Trabalhou como advogada de trabalhadores e empresas. Entre 1980 e 1981, atuou no Ministério Público de Minas Gerais. Ingressou na magistratura em 1981 e foi vice-presidente judicial do TRT-2 de 2012 a 2014.
"Repudio qualquer ato que afronte a dignidade da pessoa humana", disse ainda a desembargadora, lembrando ser "a primeira mulher afrodescendente" a exercer a presidência do TRT-2, o maior do país, abrangendo a Grande São Paulo e a Baixada Santista, com 500 magistrados, 5.500 servidores e 485 mil processos recebidos na primeira instância (Varas) em 2017. Citando ainda "inúmeras tentativas" de enfraquecimento do Judiciário trabalhista, ela afirmou que não poupará esforços "para manter essa Justiça especializada".
A desembargadora também citou cortes no orçamento, entre outras medidas que foram "minando esforços e fragilizando as instituições". "A proteção social foi deixada de lado", afirmou, acrescentando que a "ideologia do neoliberalismo" tenta convencer que o Direito do Trabalho é responsável pela crise econômica. E acrescentou que a desregulamentação pode provocar "euforia" no início, mas a história recente demonstra que a realidade se impõe.
Além de Rilma, presidenta de número 33 do TRT-2, assumiram a vice administrativa, Jucirema Maria Godinho Gonçalves, o vice judicial, Rafael Edson Pugliese Ribeiro, e o corregedor regional, Luiz Antonio Moreira Vidigal. Participaram da cerimônia o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Batista Brito Pereira, e o ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello – o atual governo é responsável pela Lei 13.467, de "reforma" da legislação trabalhista, recebida com ressalvas no sistema judiciário.
Ao transmitir o cargo, o agora ex-presidente do TRT Wilson Fernandes, que em várias ocasiões também criticou a mudança na lei, disse que assumiu, dois anos atrás, "num momento particularmente difícil para o Judiciário", em especial no ramo trabalhista, citando a Emenda Constitucional 95, de congelamento de gastos públicos. "Não posso deixar de registrar a crescente e preocupante redução da nossa força de trabalho", afirmou, fazendo menção à aposentadoria de servidores, o que segundo ele poderá trazer "dificuldades muito grandes" em curto e médio prazos.
Mineira de Caxambu, Rilma formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Na posse, contou ter conhecido a instituição no Largo São Francisco aos 13 anos e decidido que estudaria naquele local. Tem especialização em Direito do Trabalho e Previdência Social. Trabalhou como advogada de trabalhadores e empresas. Entre 1980 e 1981, atuou no Ministério Público de Minas Gerais. Ingressou na magistratura em 1981 e foi vice-presidente judicial do TRT-2 de 2012 a 2014.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Chapa 2 – Previ para os Associados, apoiada pelo Sindicato, vence eleição e assume mandato 2026/2030 na Previ
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio
- Santander propõe acordo que retira direitos e Sindicato orienta bancários a não assinar
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- Movimento sindical cobra resposta da Caixa sobre melhorias em mecanismos de proteção a vítimas de violência
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais
- Contraf-CUT lança cartilha sobre riscos psicossociais e reforça debate sobre saúde mental no trabalho bancário
- Em reunião com presidente do banco, movimento sindical cobra transparência e revisão de critérios do Bônus Caixa e Super Caixa
- Santander inicia campanha de vacinação contra a gripe para funcionários a partir desta segunda-feira (27)
- Bradesco inicia campanha de vacinação contra a gripe nesta segunda-feira (27)
- Movimento sindical denuncia manobra para desfigurar PEC do fim da escala 6x1
- É conquista! Itaú inicia vacinação contra a gripe na segunda-feira (27)
- União sindical em ação: Diretor e presidente do Sindicato participam como mesários de eleição no SEEB Jundiaí
- 74% dos clientes brasileiros preferem agências físicas para serviços complexos