27/09/2018
Entidades sindicais apresentam denúncia ao Ministério Público contra resoluções CGPAR
Na quarta-feira (26), as entidades representativas dos trabalhadores das estatais federais apresentaram denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) contra as resoluções CGPAR e seus impactos negativos nas autogestões de saúde. A denúncia foi entregue ao procurador-geral do Trabalho em exercício, Luis Eduardo Guimarães Bojart e será encaminhada à Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região.
Juntamente com a Contraf-CUT e a Fenae, diversas outras entidades sindicais subscrevem a denúncia. Juntas, elas representam cerca de três milhões de trabalhadores, entre bancários, petroleiros, carteiros, eletricitários e outros.
A denúncia aponta uma série de incoerências e infrações contidas na resolução CGPAR nº 23, tais como o desrespeito à livre negociação coletiva e à legislação setorial, a violação de direitos adquiridos, ausência de competência do Poder Executivo para legislar, entre outros pontos.
Se as medidas propostas pelo governo federal forem implementadas, os programas de saúde das estatais serão encarecidos e se tornarão excludentes. Entre outros pontos, as resoluções determinam a proibição da adesão de novos contratados, a restrição do acesso a aposentados, cobranças por faixa etária, carências e franquias e, principalmente, a redução da participação das estatais no custeio da assistência médica.
Os programas de saúde das estatais federais atendem cerca de três milhões de usuários, entre empregados, aposentados e suas famílias, que em contrapartida pagam parte dos custos dessa assistência e utilizam muito menos os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). As recomendações do governo poderão levar milhões de pessoas exclusivamente para o SUS, sobrecarregando ainda mais o sistema público. "Não podemos deixar que precarizem o plano de saúde para os trabalhadores e suas famílias. Vamos continuar a nossa luta contra a CGPAR", disse Fabiana Uehara, Secretaria da Cultura da Contraf-CUT e representante da Comissão dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa).
No dia 28 de agosto, as entidades participaram de audiência pública promovida pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP), na Câmara dos Deputados, onde o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 956/2018 aguarda a nomeação de um relator. O projeto propõe a sustação da resolução nº 23 da CGPAR.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, alerta que as resoluções retiram direitos conquistados pela categoria, impondo restrições a dependentes e aposentados e o aumento dos custos para manutenção dos planos de saúde. Ainda atacam a autonomia da negociação coletiva e favorecem diretamente o mercado da saúde privada.
“Com as alterações propostas pelo governo, o novo modelo de assistência à saúde a ser implantado pelos bancos públicos, como Caixa e BB, ignora a ideia de que os bancários compõem uma das categorias mais afetadas por doenças ocupacionais, resultado da política de assédio praticada pelas instituições financeiras e a cobrança abusiva de metas”.
“Diante deste cenário, é fundamental que a categoria se mantenha unida e mobilizada contra as mudanças propostas. O Saúde Caixa, a Cassi e o Economus são patrimônios dos empregados que devem ser defendidos, assim como as empresas e os bancos públicos”, destaca o dirigente.
Juntamente com a Contraf-CUT e a Fenae, diversas outras entidades sindicais subscrevem a denúncia. Juntas, elas representam cerca de três milhões de trabalhadores, entre bancários, petroleiros, carteiros, eletricitários e outros.
A denúncia aponta uma série de incoerências e infrações contidas na resolução CGPAR nº 23, tais como o desrespeito à livre negociação coletiva e à legislação setorial, a violação de direitos adquiridos, ausência de competência do Poder Executivo para legislar, entre outros pontos.
Se as medidas propostas pelo governo federal forem implementadas, os programas de saúde das estatais serão encarecidos e se tornarão excludentes. Entre outros pontos, as resoluções determinam a proibição da adesão de novos contratados, a restrição do acesso a aposentados, cobranças por faixa etária, carências e franquias e, principalmente, a redução da participação das estatais no custeio da assistência médica.
Os programas de saúde das estatais federais atendem cerca de três milhões de usuários, entre empregados, aposentados e suas famílias, que em contrapartida pagam parte dos custos dessa assistência e utilizam muito menos os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). As recomendações do governo poderão levar milhões de pessoas exclusivamente para o SUS, sobrecarregando ainda mais o sistema público. "Não podemos deixar que precarizem o plano de saúde para os trabalhadores e suas famílias. Vamos continuar a nossa luta contra a CGPAR", disse Fabiana Uehara, Secretaria da Cultura da Contraf-CUT e representante da Comissão dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa).
No dia 28 de agosto, as entidades participaram de audiência pública promovida pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP), na Câmara dos Deputados, onde o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 956/2018 aguarda a nomeação de um relator. O projeto propõe a sustação da resolução nº 23 da CGPAR.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, alerta que as resoluções retiram direitos conquistados pela categoria, impondo restrições a dependentes e aposentados e o aumento dos custos para manutenção dos planos de saúde. Ainda atacam a autonomia da negociação coletiva e favorecem diretamente o mercado da saúde privada.
“Com as alterações propostas pelo governo, o novo modelo de assistência à saúde a ser implantado pelos bancos públicos, como Caixa e BB, ignora a ideia de que os bancários compõem uma das categorias mais afetadas por doenças ocupacionais, resultado da política de assédio praticada pelas instituições financeiras e a cobrança abusiva de metas”.
“Diante deste cenário, é fundamental que a categoria se mantenha unida e mobilizada contra as mudanças propostas. O Saúde Caixa, a Cassi e o Economus são patrimônios dos empregados que devem ser defendidos, assim como as empresas e os bancos públicos”, destaca o dirigente.
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