21/09/2018
Mulheres ainda são minoria na gestão de instituições financeiras, mostra estudo do FMI

Apesar de tantos avanços, as mulheres ainda enfrentam grandes restrições no mercado de trabalho e o setor bancário reflete essa desigualdade. Na Caixa, por exemplo, a diretoria (presidente e vices) não possui mulheres. No conselho, que tem oito membros, apenas três são mulheres, entre elas a presidente do conselho, indicada pelo governo (Ana Paula Vescovi), e a eleita pelos empregados (Rita Serrano).
O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou neste mês de setembro um estudo sobre a situação das mulheres no mercado financeiro. Para isso, a instituição usou dados de 800 bancos em 72 países, de 2001 a 2013, no caso dos conselhos, e 115 países, de 1999 a 2017, no caso das agências reguladoras.
Segundo a pesquisa, mulheres representam apenas 2% dos CEOs (chefiam 15 dos 800 bancos analisados) e 20% dos conselheiros. Uma das regiões com piores resultados neste estudo é a América latina.
No Brasil, os dados demonstram que a presença feminina diminui conforme se aumenta a hierarquia. No Itaú Unibanco, maior banco do país, não há mulheres entre os 12 conselheiros eleitos em 2017 e dos 23 diretores há apenas duas mulheres.
Nas demais instituições financeiras a situação é muito semelhante. Incluindo o Banco do Brasil, onde não há mulheres na presidência nem na vice-presidência, que, somadas, têm 10 vagas. Além disso, entre os 27 diretores há somente 2 mulheres.
No caso da Caixa, o número de mulheres entre os empregados não foge do que ocorre na população geral, quase um meio a meio.
Conforme o último relatório de sustentabilidade (2016) o número de empregados que ocupam funções gerenciais é de 19,22% do total (22,37% atuando como chefes de unidades e 77,63% ocupando funções de média gerência). Entre os empregados eles 60,04% são homens e 39,96% são mulheres.
Ou seja, apesar de entrarem no banco em um número muito próximo que o de homens, algo ocorre no meio do caminho impedindo que as mulheres cheguem nos cargos de chefia na mesma proporção que os homens. Isso sem contar que em seus mais de 100 anos de história a Caixa teve somente duas presidentas.
O que é ainda mais curioso quando se leva em consideração a qualificação da população feminina, em geral com mais anos de estudos. O FMI destaca uma análise do Credit Suisse que mostra que, no setor, 30% das mulheres são graduadas em economia e 50% são graduadas em negócios.
Em sua conclusão a pesquisa ainda aponta que os bancos com maior presença feminina em cargos gerenciais e diretorias apresentam melhores resultados do que os que não têm.
O FMI sugere duas explicações para esta constatação: a primeira é que conselhos com diversidade de pontos de vista têm melhor desempenho que os homogêneos.
A segunda lembra que, por causa do preconceito, os obstáculos para mulheres no setor financeiro costumam ser maiores, o que pode levar a apenas as mais qualificadas e eficientes que seus pares masculinos a superarem estes entraves.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região sempre lutou por políticas de valorização das mulheres e, sobretudo, pela igualdade de oportunidades no ambiente organizacional.
“No mercado de trabalho a busca por igualdade de oportunidade tem sido uma constante bandeira defendida pelo Sindicato. Repudiamos qualquer forma discriminação de gênero", defende Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato.
"Apesar da evolução, as mulheres, infelizmente, ainda são vítimas da discriminação em razão do sexo. As lutas travadas pelo movimento sindical, a exemplo das negociações coletivas, tornaram-se, portanto, fundamentais na conquista de garantias ao trabalho e na busca pela equidade de gênero ao introduzir garantias ausentes na legislação e ampliar os direitos já previstos”, destaca Vicentim.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou neste mês de setembro um estudo sobre a situação das mulheres no mercado financeiro. Para isso, a instituição usou dados de 800 bancos em 72 países, de 2001 a 2013, no caso dos conselhos, e 115 países, de 1999 a 2017, no caso das agências reguladoras.
Segundo a pesquisa, mulheres representam apenas 2% dos CEOs (chefiam 15 dos 800 bancos analisados) e 20% dos conselheiros. Uma das regiões com piores resultados neste estudo é a América latina.
No Brasil, os dados demonstram que a presença feminina diminui conforme se aumenta a hierarquia. No Itaú Unibanco, maior banco do país, não há mulheres entre os 12 conselheiros eleitos em 2017 e dos 23 diretores há apenas duas mulheres.
Nas demais instituições financeiras a situação é muito semelhante. Incluindo o Banco do Brasil, onde não há mulheres na presidência nem na vice-presidência, que, somadas, têm 10 vagas. Além disso, entre os 27 diretores há somente 2 mulheres.
No caso da Caixa, o número de mulheres entre os empregados não foge do que ocorre na população geral, quase um meio a meio.
Conforme o último relatório de sustentabilidade (2016) o número de empregados que ocupam funções gerenciais é de 19,22% do total (22,37% atuando como chefes de unidades e 77,63% ocupando funções de média gerência). Entre os empregados eles 60,04% são homens e 39,96% são mulheres.
Ou seja, apesar de entrarem no banco em um número muito próximo que o de homens, algo ocorre no meio do caminho impedindo que as mulheres cheguem nos cargos de chefia na mesma proporção que os homens. Isso sem contar que em seus mais de 100 anos de história a Caixa teve somente duas presidentas.
O que é ainda mais curioso quando se leva em consideração a qualificação da população feminina, em geral com mais anos de estudos. O FMI destaca uma análise do Credit Suisse que mostra que, no setor, 30% das mulheres são graduadas em economia e 50% são graduadas em negócios.
Em sua conclusão a pesquisa ainda aponta que os bancos com maior presença feminina em cargos gerenciais e diretorias apresentam melhores resultados do que os que não têm.
O FMI sugere duas explicações para esta constatação: a primeira é que conselhos com diversidade de pontos de vista têm melhor desempenho que os homogêneos.
A segunda lembra que, por causa do preconceito, os obstáculos para mulheres no setor financeiro costumam ser maiores, o que pode levar a apenas as mais qualificadas e eficientes que seus pares masculinos a superarem estes entraves.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região sempre lutou por políticas de valorização das mulheres e, sobretudo, pela igualdade de oportunidades no ambiente organizacional.
“No mercado de trabalho a busca por igualdade de oportunidade tem sido uma constante bandeira defendida pelo Sindicato. Repudiamos qualquer forma discriminação de gênero", defende Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato.
"Apesar da evolução, as mulheres, infelizmente, ainda são vítimas da discriminação em razão do sexo. As lutas travadas pelo movimento sindical, a exemplo das negociações coletivas, tornaram-se, portanto, fundamentais na conquista de garantias ao trabalho e na busca pela equidade de gênero ao introduzir garantias ausentes na legislação e ampliar os direitos já previstos”, destaca Vicentim.
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