24/08/2018
Violência: em 9 anos, quase 10 mil mulheres foram vítimas de feminicídio, revela o 180

(Foto: Agência Brasil)
Nos últimos nove anos, quase 10 mil mulheres foram vítimas de feminicídio ou tentativas de homicídio por motivos de gênero, segundo levantamento da Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, que registrou pelo menos 3,1 mil denúncias de morte e 6,4 mil tentativas de assassinato de mulheres desde 2009.
Em 2015, ano em que a presidenta Dilma Rousseff (PT) sancionou a Lei 13.104, que considera homicídio qualificado o assassinato de mulheres em razão do gênero, e o feminicídio foi incluído no rol de crimes hediondos, o número de casos registrados na Central aumentou absurdamente para 956 assassinatos de mulheres contra 69 no ano anterior.
O número de denúncias, no entanto, está aquém das ocorrências de feminicídio. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, só em 2016, cerca de 4.635 mulheres foram mortas por agressões, uma média de 12,6 mortes por dia.
A socióloga e ex-secretária de Políticas para Mulheres de São Paulo (SPM-SP), Dulce Xavier, explica que isso acontece porque o 180 é um canal de denúncias importante e talvez o mais conhecido, mas não é o único. “Tem mulheres que denunciam em delegacias, na Defensoria e nos Ministério públicos”.
Ela também alerta para a subnotificação de casos, lembrando que ”há mulheres que muitas vezes não formalizam a denúncia por medo ou mesmo porque é morta antes”.
De acordo com o Mapa da Violência de 2015, último levantamento quantitativo nacional sobre o assunto, o Brasil, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas, é considerado o 5º país do mundo com maior número de feminicídio.
Leia a reportagem completa aqui.
Para o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo, a defesa da mulher, a criação e manutenção de políticas que fortaleçam, sobretudo, a luta contra a violência devem ser prioridades.
"O Sindicato sempre defendeu a igualdade de genêro, melhores condições de trabalho e respeito à mulher. E, diante de um cenário de retrocessos em políticas públicas voltadas a elas, promovido pelo governo Temer, a entidade se faz ainda mais engajada pela garantia dos direitos femininos e para que se mantenha e amplie a luta contra qualquer tipo de violência.”
"É necessário que falemos cada vez mais sobre o assunto para que maior seja a sua visibilidade. A violência contra a mulher não ocorre apenas no âmbito familiar, mas está em todos os lugares: nas ruas, no ambiente corporativo, nos transportes públicos. Divulgar é também combater. Precisamos estar atentos ao cumprimento das leis para que, de fato, as mulheres sejam respeitadas como merecem ser", defende Trigo.
Em 2015, ano em que a presidenta Dilma Rousseff (PT) sancionou a Lei 13.104, que considera homicídio qualificado o assassinato de mulheres em razão do gênero, e o feminicídio foi incluído no rol de crimes hediondos, o número de casos registrados na Central aumentou absurdamente para 956 assassinatos de mulheres contra 69 no ano anterior.
O número de denúncias, no entanto, está aquém das ocorrências de feminicídio. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, só em 2016, cerca de 4.635 mulheres foram mortas por agressões, uma média de 12,6 mortes por dia.
A socióloga e ex-secretária de Políticas para Mulheres de São Paulo (SPM-SP), Dulce Xavier, explica que isso acontece porque o 180 é um canal de denúncias importante e talvez o mais conhecido, mas não é o único. “Tem mulheres que denunciam em delegacias, na Defensoria e nos Ministério públicos”.
Ela também alerta para a subnotificação de casos, lembrando que ”há mulheres que muitas vezes não formalizam a denúncia por medo ou mesmo porque é morta antes”.
De acordo com o Mapa da Violência de 2015, último levantamento quantitativo nacional sobre o assunto, o Brasil, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas, é considerado o 5º país do mundo com maior número de feminicídio.
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Para o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo, a defesa da mulher, a criação e manutenção de políticas que fortaleçam, sobretudo, a luta contra a violência devem ser prioridades.
"O Sindicato sempre defendeu a igualdade de genêro, melhores condições de trabalho e respeito à mulher. E, diante de um cenário de retrocessos em políticas públicas voltadas a elas, promovido pelo governo Temer, a entidade se faz ainda mais engajada pela garantia dos direitos femininos e para que se mantenha e amplie a luta contra qualquer tipo de violência.”
"É necessário que falemos cada vez mais sobre o assunto para que maior seja a sua visibilidade. A violência contra a mulher não ocorre apenas no âmbito familiar, mas está em todos os lugares: nas ruas, no ambiente corporativo, nos transportes públicos. Divulgar é também combater. Precisamos estar atentos ao cumprimento das leis para que, de fato, as mulheres sejam respeitadas como merecem ser", defende Trigo.
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