21/08/2018
Nesta terça-feira (21) tem negociação: bancos lucram alto e devem uma proposta decente aos bancários
Com a divulgação do balanço da Caixa Federal, na segunda-feira (20), está consolidado o vertiginoso crescimento das cinco maiores instituições financeiras do Brasil, que compõem a mesa de negociação com o Comando Nacional dos Bancários representando a federação dos bancos (Fenaban).
No primeiro semestre deste ano, Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander já ganharam R$ 41,9 bilhões, alta de 17,8% se comparado ao mesmo período de 2017. Os ativos dessas instituições, somados, bateram a casa dos R$ 6,2 trilhões no semestre. Um montante que supera, em muito, orçamentos como da Saúde (R$ 114,8 bi) e da Educação (R$ 109 bi) no Brasil para todo o ano de 2017.
Nesta terça-feira (21), será realizada a oitava rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2018. E o compromisso assumido na sexta-feira (18) é que a reunião só será encerrada com uma proposta a ser apresentada aos trabalhadores ou um impasse. Ambas as situações serão apreciadas pelos bancários, em assembleias por todo o Brasil, para deliberar os rumos da campanha.
“Sejam quais forem os indicadores escolhidos – lucro, ganhos com tarifas, ativos, rentabilidade –, os dados dos balanços do primeiro semestre de 2018 reforçam os de outros anos: crescimento do resultado dos bancos. E os bancários cobram sua parte em justas reivindicações como aumento real, PLR maior, respeito aos empregos e aos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Os bancos podem atender”, afirma Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando.
Nas primeiras rodadas de negociação, os negociadores da Fenaban disseram não haver necessidade de assinar a ultratividade (extensão da validade dos direitos até a assinatura de um novo acordo) porque a campanha seria encerrada antes da data base da categoria, 1º de setembro. “Assim, voltaremos para a rodada desta terça-feira na expectativa de que a federação dos bancos cumpra o compromisso assumido e apresente uma proposta que possa ser levada aos bancários”, reforça a coordenadora, lembrando que os dirigentes sindicais integrantes do Comando Nacional dos Bancários vêm para São Paulo e permanecerão durante toda a semana com disposição para negociar.
A proposta, além de conter índice de reposição total da inflação mais aumento real, tem de trazer solução para outras demandas fundamentais para categoria. “O setor está em excelente saúde financeira, não tem por que demitir”, ressalta. “O movimento sindical quer garantia de que os empregos bancários não serão trocados por terceirizados, intermitentes, temporários, autônomos conforme a lei trabalhista pós-golpe admite. Além disso, melhores condições de trabalho com o fim do assédio moral e das metas abusivas; promoção da igualdade de oportunidades independente de raça, gênero, orientação sexual.”
> Twittaço desta terça-feira (21) cobra proposta decente da Fenaban
Acordos específicos dos bancos públicos
Banco do Brasil e Caixa Federal também realizarão negociações dos acordos específicos, após concluídas as da Fenaban. Existem questões centrais para os trabalhadores dos bancos públicos que precisam ser resolvidas, como os altos valores cobrados pelo Saúde Caixa, a PLR Social e os ciclos avaliatórios no BB.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, reforça que a categoria deve estar mobilizada para defender todos os direitos contidos na CCT; pela garantia dos empregos e por valorização, com aumento real e PLR maior.
"O Sindicato está participando efetivamente das ações para mobilizar os empregados das agências de sua base. Os bancos podem valorizar seus empregados, pois têm lucros cada vez maiores mesmo na crise. E nada mais justo, já que é o trabalho e dedicação desses bancários os responsáveis pelo aumento da lucratividade dessas instituições. A Campanha Nacional 2018 está focada na tentativa de blindar a categoria dos efeitos da reforma trabalhista, no sentido de proteger o emprego e a precarização do trabalho", explica o dirigente.
"O Sindicato vai manter a luta para que os banqueiros propiciem melhores condições para todos os trabalhadores a partir de uma remuneração mais justa. E também para que os lucros dessas instituições não venham nem à custa da saúde do trabalhador nem a partir de juros altos que emperram o crescimento da economia. Os bancários estão mobilizados e não admitiremos prejuízos nem retirada de direitos", conclui o presidente do Sindicato Roberto Carlos Vicentim.
Saiba como foram as negociações com a Fenaban
> 1ª rodada: Bancos frustram na primeira rodada de negociação
> 2ª rodada: Calendário de negociações foi definido
> 3ª rodada: Categoria adoece, mas Fenaban não apresenta proposta
> 4ª rodada: Em mesa de emprego, bancos não se comprometem contra contratações precárias
> 5ª rodada: Bancos não apresentam proposta
> 6ª rodada: Bancos lucram bilhões e não querem dar aumento real
> 7ª rodada: Negociação com Fenaban continua na terça-feira (21) e só termina com proposta decente ou em impasse
Saiba como foram as negociações com o Banco do Brasil
> 1ª rodada: BB mostra disposição para negociar com funcionários
> 2ª rodada: Mesa com BB define abrangência do acordo
> 3ª rodada: Terceira negociação com BB traz poucos avanços
> 4ª rodada: Banco do Brasil propõe reduzir prazo de descomissionamento e não avança na pauta
> 5ª rodada: Mesa de negociação com BB fica zerada na pauta econômica
> 6ª rodada: BB apresenta proposta insuficiente e incompleta
> 7ª rodada: Mesa do BB continuará junto com a negociação da mesa única na terça (21)
Saiba como foram as negociações com a Caixa:
> 1ª rodada: Empregados e Caixa definem calendário de negociação
> 2ª rodada: Direção da Caixa não garante direitos dos empregados
> 3ª rodada: Governo quer impor o fim do Saúde Caixa
> 4ª rodada: Caixa não avança nas negociações
> 5ª rodada: Caixa apresenta proposta inaceitável
> 6ª rodada: Em mesa específica da Caixa, mobilização traz avanços ainda insuficientes
No primeiro semestre deste ano, Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander já ganharam R$ 41,9 bilhões, alta de 17,8% se comparado ao mesmo período de 2017. Os ativos dessas instituições, somados, bateram a casa dos R$ 6,2 trilhões no semestre. Um montante que supera, em muito, orçamentos como da Saúde (R$ 114,8 bi) e da Educação (R$ 109 bi) no Brasil para todo o ano de 2017.
Nesta terça-feira (21), será realizada a oitava rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2018. E o compromisso assumido na sexta-feira (18) é que a reunião só será encerrada com uma proposta a ser apresentada aos trabalhadores ou um impasse. Ambas as situações serão apreciadas pelos bancários, em assembleias por todo o Brasil, para deliberar os rumos da campanha.
“Sejam quais forem os indicadores escolhidos – lucro, ganhos com tarifas, ativos, rentabilidade –, os dados dos balanços do primeiro semestre de 2018 reforçam os de outros anos: crescimento do resultado dos bancos. E os bancários cobram sua parte em justas reivindicações como aumento real, PLR maior, respeito aos empregos e aos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Os bancos podem atender”, afirma Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando.
Nas primeiras rodadas de negociação, os negociadores da Fenaban disseram não haver necessidade de assinar a ultratividade (extensão da validade dos direitos até a assinatura de um novo acordo) porque a campanha seria encerrada antes da data base da categoria, 1º de setembro. “Assim, voltaremos para a rodada desta terça-feira na expectativa de que a federação dos bancos cumpra o compromisso assumido e apresente uma proposta que possa ser levada aos bancários”, reforça a coordenadora, lembrando que os dirigentes sindicais integrantes do Comando Nacional dos Bancários vêm para São Paulo e permanecerão durante toda a semana com disposição para negociar.
A proposta, além de conter índice de reposição total da inflação mais aumento real, tem de trazer solução para outras demandas fundamentais para categoria. “O setor está em excelente saúde financeira, não tem por que demitir”, ressalta. “O movimento sindical quer garantia de que os empregos bancários não serão trocados por terceirizados, intermitentes, temporários, autônomos conforme a lei trabalhista pós-golpe admite. Além disso, melhores condições de trabalho com o fim do assédio moral e das metas abusivas; promoção da igualdade de oportunidades independente de raça, gênero, orientação sexual.”
> Twittaço desta terça-feira (21) cobra proposta decente da Fenaban
Acordos específicos dos bancos públicos
Banco do Brasil e Caixa Federal também realizarão negociações dos acordos específicos, após concluídas as da Fenaban. Existem questões centrais para os trabalhadores dos bancos públicos que precisam ser resolvidas, como os altos valores cobrados pelo Saúde Caixa, a PLR Social e os ciclos avaliatórios no BB.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, reforça que a categoria deve estar mobilizada para defender todos os direitos contidos na CCT; pela garantia dos empregos e por valorização, com aumento real e PLR maior.
"O Sindicato está participando efetivamente das ações para mobilizar os empregados das agências de sua base. Os bancos podem valorizar seus empregados, pois têm lucros cada vez maiores mesmo na crise. E nada mais justo, já que é o trabalho e dedicação desses bancários os responsáveis pelo aumento da lucratividade dessas instituições. A Campanha Nacional 2018 está focada na tentativa de blindar a categoria dos efeitos da reforma trabalhista, no sentido de proteger o emprego e a precarização do trabalho", explica o dirigente.
"O Sindicato vai manter a luta para que os banqueiros propiciem melhores condições para todos os trabalhadores a partir de uma remuneração mais justa. E também para que os lucros dessas instituições não venham nem à custa da saúde do trabalhador nem a partir de juros altos que emperram o crescimento da economia. Os bancários estão mobilizados e não admitiremos prejuízos nem retirada de direitos", conclui o presidente do Sindicato Roberto Carlos Vicentim.
Saiba como foram as negociações com a Fenaban
> 1ª rodada: Bancos frustram na primeira rodada de negociação
> 2ª rodada: Calendário de negociações foi definido
> 3ª rodada: Categoria adoece, mas Fenaban não apresenta proposta
> 4ª rodada: Em mesa de emprego, bancos não se comprometem contra contratações precárias
> 5ª rodada: Bancos não apresentam proposta
> 6ª rodada: Bancos lucram bilhões e não querem dar aumento real
> 7ª rodada: Negociação com Fenaban continua na terça-feira (21) e só termina com proposta decente ou em impasse
Saiba como foram as negociações com o Banco do Brasil
> 1ª rodada: BB mostra disposição para negociar com funcionários
> 2ª rodada: Mesa com BB define abrangência do acordo
> 3ª rodada: Terceira negociação com BB traz poucos avanços
> 4ª rodada: Banco do Brasil propõe reduzir prazo de descomissionamento e não avança na pauta
> 5ª rodada: Mesa de negociação com BB fica zerada na pauta econômica
> 6ª rodada: BB apresenta proposta insuficiente e incompleta
> 7ª rodada: Mesa do BB continuará junto com a negociação da mesa única na terça (21)
Saiba como foram as negociações com a Caixa:
> 1ª rodada: Empregados e Caixa definem calendário de negociação
> 2ª rodada: Direção da Caixa não garante direitos dos empregados
> 3ª rodada: Governo quer impor o fim do Saúde Caixa
> 4ª rodada: Caixa não avança nas negociações
> 5ª rodada: Caixa apresenta proposta inaceitável
> 6ª rodada: Em mesa específica da Caixa, mobilização traz avanços ainda insuficientes
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