09/08/2018
Governo cria comitê sobre 'futuro do trabalho' sem avisar representantes dos trabalhadores
Sem aviso e sem consultas a entidades de trabalhadores, o Ministério do Trabalho anunciou na terça-feira (7) a formação de um "Comitê de Estudos Avançados sobre o Futuro do Trabalho", conforme portaria publicada no Diário Oficial. Na sua composição, nomeou um representante patronal, mas nem sequer identificou aquele que seria o representante dos trabalhadores. Após reação das centrais sindicais, ficou definido que haverá mudanças no colegiado.
De acordo com a Portaria 621, o comitê tem três representantes do governo (Trabalho, Casa Civil, e Indústria e Comércio), um do Ministério Público do Trabalho (MPT), um da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e um do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), além do professor Hélio Zylberstajn, da Universidade de São Paulo (USP), e do desembargador José Eduardo Rezende Chaves, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3ª Região, em Minas Gerais.
A representante patronal é Sylvia Lorena, gerente de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), grafada como "Silvia" na portaria. E o dos trabalhadores aparece como sendo Paulo Roberto Brito Pereira, sem identificação – ele é assessor da presidência da Força Sindical no Distrito Federal. A Força divulgou nota, assinada pelo presidente interino, Miguel Torres, e pelo secretário-geral, João Carlos Gonçalves, o Juruna, na qual afirma que Brito Pereira "não foi indicação da executiva" da entidade.
Na mesma nota, Miguel Torres informou ter se reunido com o ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, pedindo uma "recomposição" do comitê. Segundo ele, Brito Pereira será substituído por alguém indicado pelas centrais. Além disso, haverá inclusão de um representante do Dieese.
O "comitê do futuro" deverá apresentar relatório final em 45 dias, "o qual receberá ampla divulgação", segundo a portaria. Seja qual for o resultado, sairá em meio ao processo eleitoral e próximo do final do atual governo. O ministro diz considerar que a Constituição fala em direitos e "proteção em face da automação" e evoca sugestão da Organização Internacional do Trabalho (OIT) "de discussão planetária do tema".
De acordo com a Portaria 621, o comitê tem três representantes do governo (Trabalho, Casa Civil, e Indústria e Comércio), um do Ministério Público do Trabalho (MPT), um da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e um do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), além do professor Hélio Zylberstajn, da Universidade de São Paulo (USP), e do desembargador José Eduardo Rezende Chaves, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3ª Região, em Minas Gerais.
A representante patronal é Sylvia Lorena, gerente de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), grafada como "Silvia" na portaria. E o dos trabalhadores aparece como sendo Paulo Roberto Brito Pereira, sem identificação – ele é assessor da presidência da Força Sindical no Distrito Federal. A Força divulgou nota, assinada pelo presidente interino, Miguel Torres, e pelo secretário-geral, João Carlos Gonçalves, o Juruna, na qual afirma que Brito Pereira "não foi indicação da executiva" da entidade.
Na mesma nota, Miguel Torres informou ter se reunido com o ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, pedindo uma "recomposição" do comitê. Segundo ele, Brito Pereira será substituído por alguém indicado pelas centrais. Além disso, haverá inclusão de um representante do Dieese.
O "comitê do futuro" deverá apresentar relatório final em 45 dias, "o qual receberá ampla divulgação", segundo a portaria. Seja qual for o resultado, sairá em meio ao processo eleitoral e próximo do final do atual governo. O ministro diz considerar que a Constituição fala em direitos e "proteção em face da automação" e evoca sugestão da Organização Internacional do Trabalho (OIT) "de discussão planetária do tema".
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Caixa apresenta proposta final para o Saúde Caixa e negociações avançam em carreira e remuneração variável
- Banco do Brasil apresenta proposta para renovação do ACT específico
- Categoria garante aumento real, mantém direitos e alcança novas conquistas; Proposta será submetida às assembleias
- 28 de agosto marca trajetória de luta e conquistas dos bancários
- Comando Nacional derrota propostas de arrocho salarial
- Banco do Brasil apresenta avanços em negociação, mas funcionalismo cobra propostas financeiras
- Caixa lucra R$ 7,4 bilhões no semestre e movimento sindical cobra valorização dos empregados
- Caixa promete apresentar nova proposta para o Saúde Caixa nesta sexta-feira (28)
- Sindicato celebra bancários com sorteio de prêmios e reforça mobilização na Campanha Nacional
- Campanha Nacional: Sem aumento real não dá, Fenaban!
- Caixa não apresenta nova proposta para o Saúde Caixa
- Negociação com a Caixa: Saúde Caixa, carreira, condições de trabalho e contratações estão no centro da Campanha; veja resumo até aqui
- Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações
- Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB
- Banqueiros propõem reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026. Comando rejeitou na mesa