24/07/2018
Todos de branco nesta quarta (25) em defesa dos planos de saúde e apoio ao PDC 956

Os trabalhadores de empresas públicas como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal poderão ter de pagar muito mais pelos planos de saúde, além de terem seus pais excluídos da cobertura dos convênios. Essas são apenas algumas das medidas prejudiciais contidas nas resoluções 22 e 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), publicadas no Diário Oficial da União em janeiro. A CGPAR é um órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.
Diante dessas ameaças, será deflagrado na quarta-feira (25), Dia Nacional de Luta em Defesa dos Planos de Saúde de empresas públicas, com atos e protestos em locais de trabalho.
A resolução 23 da CGPAR determina prazo de 48 meses contado a partir de janeiro para que todos migrem para um sistema paritário de contribuição aos planos de saúde, sendo 50% para as empresas e 50% para os funcionários. Atualmente a média é de 75% para as estatais e de 25% para seus empregados.
A resolução 23 também limita a lista de dependentes aos cônjuges e filhos, proibindo a inclusão dos pais e outros, e veda a criação de novos planos administrados pelo RH das empresas.
A resolução 22 da CGPAR proíbe que os planos de autogestão, como a Cassi (dos funcionários do BB), tenham em suas diretorias ou conselhos representantes ligados a organizações sindicais, enfraquecendo, dessa forma, a defesa dos interesses dos trabalhadores.
Saúde Caixa ameaçada: todos de branco
Dionisio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) orienta os bancários a usarem branco no dia do protesto. “A resolução 23 da CGPAR onera o usuário do Saúde Caixa, exclui aposentados, impõe períodos de carência e cobrança de franquias, acaba com a cobrança de mensalidade única por família, traz novas restrições para a inclusão de dependentes, veta a oferta do plano em novos concursos e proíbe a entrada de novos empregados, entre outros prejuízos. Ou seja, praticamente decreta uma sentença de morte para o Saúde Caixa e demais planos de empresas federais”, denuncia.
BB: resolução ameaça existência da Cassi
Para João Fukunaga, membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, as resoluções da CGPAR pretendem jogar a conta dos planos nas costas dos trabalhadores a fim de livrar as patrocinadoras (empresas pública) de maiores ônus. “As resoluções 22 e 23 representam ameaças gravíssimas contra a própria existência da Cassi, por meio do teto de gastos do banco e o impedindo do ingresso de novos associados. Além disso, futuros aposentados não estarão mais cobertos pelos planos, o que atinge diretamente uma grande parte dos bancários que contribuíram a vida toda para a Cassi, e terão seus direitos negados quando mais precisarem de cobertura médica”, critica Fukunaga.
Apoie o PDC 956
A deputada federal Erika Kokay (PT-DF), empregada da Caixa, protocolou um Projeto de Decreto Legislativo (PDC 956/2018) para sustar a resolução 23 da CGPAR. A parlamentar defende que a resolução viola direitos assegurados em acordos coletivos de trabalho, estatutos e convenções que regulam as entidades de autogestão de saúde.
Para apoiar o projeto na enquete disponibilizada no site da Câmara dos Deputados, CLIQUE AQUI e selecione a opção “Concordo”. Não é necessário se identificar.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região e empregado da Caixa, Antônio Júlio Gonçalves Neto, alerta que os ataques aos planos de saúde de autogestão das empresas estatais refletem uma política de desestruturação e entrega do patrimônio brasileiro ao capital privado. E que as propostas de mudança no modelo de saúde pública no Brasil vieram como resultado da Reforma Trabalhista.
"Respaldado pelo desmonte da CLT, Temer tenta agora atacar os trabalhadores em um de seus direitos fundamentais: o acesso à saúde. Mais do que nunca é hora de reforçar a mobilização de todos os usuários de planos de saúde das estatais para fortalecer a luta contra a precarização do trabalho no país, sobretudo nós, bancários, que estamos em Campanha Nacional. Somente nossa adesão e participação maciça nessas atividades construirá uma resistência capaz de garantir a defesa dos nossos planos", defende Tony.
Diante dessas ameaças, será deflagrado na quarta-feira (25), Dia Nacional de Luta em Defesa dos Planos de Saúde de empresas públicas, com atos e protestos em locais de trabalho.
A resolução 23 da CGPAR determina prazo de 48 meses contado a partir de janeiro para que todos migrem para um sistema paritário de contribuição aos planos de saúde, sendo 50% para as empresas e 50% para os funcionários. Atualmente a média é de 75% para as estatais e de 25% para seus empregados.
A resolução 23 também limita a lista de dependentes aos cônjuges e filhos, proibindo a inclusão dos pais e outros, e veda a criação de novos planos administrados pelo RH das empresas.
A resolução 22 da CGPAR proíbe que os planos de autogestão, como a Cassi (dos funcionários do BB), tenham em suas diretorias ou conselhos representantes ligados a organizações sindicais, enfraquecendo, dessa forma, a defesa dos interesses dos trabalhadores.
Saúde Caixa ameaçada: todos de branco
Dionisio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) orienta os bancários a usarem branco no dia do protesto. “A resolução 23 da CGPAR onera o usuário do Saúde Caixa, exclui aposentados, impõe períodos de carência e cobrança de franquias, acaba com a cobrança de mensalidade única por família, traz novas restrições para a inclusão de dependentes, veta a oferta do plano em novos concursos e proíbe a entrada de novos empregados, entre outros prejuízos. Ou seja, praticamente decreta uma sentença de morte para o Saúde Caixa e demais planos de empresas federais”, denuncia.
BB: resolução ameaça existência da Cassi
Para João Fukunaga, membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, as resoluções da CGPAR pretendem jogar a conta dos planos nas costas dos trabalhadores a fim de livrar as patrocinadoras (empresas pública) de maiores ônus. “As resoluções 22 e 23 representam ameaças gravíssimas contra a própria existência da Cassi, por meio do teto de gastos do banco e o impedindo do ingresso de novos associados. Além disso, futuros aposentados não estarão mais cobertos pelos planos, o que atinge diretamente uma grande parte dos bancários que contribuíram a vida toda para a Cassi, e terão seus direitos negados quando mais precisarem de cobertura médica”, critica Fukunaga.
Apoie o PDC 956
A deputada federal Erika Kokay (PT-DF), empregada da Caixa, protocolou um Projeto de Decreto Legislativo (PDC 956/2018) para sustar a resolução 23 da CGPAR. A parlamentar defende que a resolução viola direitos assegurados em acordos coletivos de trabalho, estatutos e convenções que regulam as entidades de autogestão de saúde.
Para apoiar o projeto na enquete disponibilizada no site da Câmara dos Deputados, CLIQUE AQUI e selecione a opção “Concordo”. Não é necessário se identificar.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região e empregado da Caixa, Antônio Júlio Gonçalves Neto, alerta que os ataques aos planos de saúde de autogestão das empresas estatais refletem uma política de desestruturação e entrega do patrimônio brasileiro ao capital privado. E que as propostas de mudança no modelo de saúde pública no Brasil vieram como resultado da Reforma Trabalhista.
"Respaldado pelo desmonte da CLT, Temer tenta agora atacar os trabalhadores em um de seus direitos fundamentais: o acesso à saúde. Mais do que nunca é hora de reforçar a mobilização de todos os usuários de planos de saúde das estatais para fortalecer a luta contra a precarização do trabalho no país, sobretudo nós, bancários, que estamos em Campanha Nacional. Somente nossa adesão e participação maciça nessas atividades construirá uma resistência capaz de garantir a defesa dos nossos planos", defende Tony.
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