23/07/2018
Deu ruim: Trabalho com registro em carteira despenca e Brasil perde 661 vagas em junho

Sem esperanças, desempregados acabam desistindo de procurar novas oportunidades
(Fotos: Fotos Públicas)
A promessa do governo ilegítimo de Michel Temer de que modernizando as leis trabalhistas, o país criaria um milhão de empregos não se cumpriu. O discurso caiu por terra com a divulgação dos dados sobre empregos pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na sexta-feira (20).
A reportagem é do Portal CUT.
Nem mesmo a formalização do bico e das condições precárias de trabalho estão ajudando na geração de novas vagas no mercado de trabalho. O Brasil encerrou o mês de junho com o fechamento de 661 postos de trabalho com carteira assinada, de acordo com o saldo entre contratações e demissões do Ministério do Trabalho. É a primeira vez no ano que o saldo é negativo.
O último resultado negativo foi registrado em dezembro de 2017, quando, logo após a aprovação da nova legislação, o Brasil perdeu 340.087 empregos com carteira assinada. Em abril, o País havia criado 121.146 empregos, mas em maio o número já havia caído expressivamente para apenas 33.659 postos de trabalho.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, está cada vez mais claro que a reforma trabalhista foi aprovada para acabar com os direitos da classe trabalhadora. Segundo ele, além do fim da CLT e da legalização do bico e de formas fraudulentas de contrato de trabalho, a condução da política econômica é um desastre e tem agravado o cenário de desemprego e falta de expectativa da população brasileira.
“A recessão está destruindo as contas públicas e as famílias brasileiras estão sentindo isso no orçamento. O Brasil com Temer é o retrato da falta de esperança e do aumento do desalento”, completa o presidente da CUT, se referindo ao aumento de 194,9% no número de pessoas que desistiram de procurar emprego no primeiro trimestre de 2018 em comparação com o mesmo período de 2014.
Dados do IBGE mostram que o Brasil tem hoje 4,6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras que sequer têm forças para procurar uma vaga no mercado de trabalho, depois de meses e meses de tentativas frustradas.
Além disso, são cerca de 27,7 milhões de trabalhadores subutilizados no País, o que inclui os 13,7 milhões de desempregados, as pessoas que gostariam e precisam trabalhar e aqueles que desistiram de procurar.
Pibinho de Temer
A condução da política econômica de Temer, criticada pelo presidente da CUT, fez com que as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) fosse revisadas para baixo novamente. Além da queda de quase -7% do PIB entre 2015 e 2016 e do crescimento pífio de 1% em 2017, o próprio governo reduziu de 2,97% para 1,6% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2018.
Sindicato reforça importância da eleição de candidatos comprometidos com os trabalhadores
As eleições de outubro serão fundamentais. São as urnas que irão definir os rumos do país: se retorma o caminho da democracia e do desenvolvimento ou se aprofunda o retrocesso. Assim, os bancários definiram como uma de suas bandeiras durante a Campanha Nacional 2018, promover o debate político com a categoria e a população, conclamando o voto em candidatos que se comprometam com a revogação das medidas nefastas do governo Temer.
"O Sindicato sempre lutou em defesa da democracia e de uma sociedade mais justa. Não podemos reeleger candidatos que aprovaram a reforma trabalhista, a terceirização irrestrita e que pretendem acabar com nosso direito à aposentadoria. Vamos para as ruas e para os locais de trabalho debater a importância do voto para devolver ao país o desenvolvimento e justiça social", destacou o presidente do Sindicato Roberto Carlos Vicentim.
A reportagem é do Portal CUT.
Nem mesmo a formalização do bico e das condições precárias de trabalho estão ajudando na geração de novas vagas no mercado de trabalho. O Brasil encerrou o mês de junho com o fechamento de 661 postos de trabalho com carteira assinada, de acordo com o saldo entre contratações e demissões do Ministério do Trabalho. É a primeira vez no ano que o saldo é negativo.
O último resultado negativo foi registrado em dezembro de 2017, quando, logo após a aprovação da nova legislação, o Brasil perdeu 340.087 empregos com carteira assinada. Em abril, o País havia criado 121.146 empregos, mas em maio o número já havia caído expressivamente para apenas 33.659 postos de trabalho.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, está cada vez mais claro que a reforma trabalhista foi aprovada para acabar com os direitos da classe trabalhadora. Segundo ele, além do fim da CLT e da legalização do bico e de formas fraudulentas de contrato de trabalho, a condução da política econômica é um desastre e tem agravado o cenário de desemprego e falta de expectativa da população brasileira.
“A recessão está destruindo as contas públicas e as famílias brasileiras estão sentindo isso no orçamento. O Brasil com Temer é o retrato da falta de esperança e do aumento do desalento”, completa o presidente da CUT, se referindo ao aumento de 194,9% no número de pessoas que desistiram de procurar emprego no primeiro trimestre de 2018 em comparação com o mesmo período de 2014.
Dados do IBGE mostram que o Brasil tem hoje 4,6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras que sequer têm forças para procurar uma vaga no mercado de trabalho, depois de meses e meses de tentativas frustradas.
Além disso, são cerca de 27,7 milhões de trabalhadores subutilizados no País, o que inclui os 13,7 milhões de desempregados, as pessoas que gostariam e precisam trabalhar e aqueles que desistiram de procurar.
Pibinho de Temer
A condução da política econômica de Temer, criticada pelo presidente da CUT, fez com que as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) fosse revisadas para baixo novamente. Além da queda de quase -7% do PIB entre 2015 e 2016 e do crescimento pífio de 1% em 2017, o próprio governo reduziu de 2,97% para 1,6% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2018.
Sindicato reforça importância da eleição de candidatos comprometidos com os trabalhadores
As eleições de outubro serão fundamentais. São as urnas que irão definir os rumos do país: se retorma o caminho da democracia e do desenvolvimento ou se aprofunda o retrocesso. Assim, os bancários definiram como uma de suas bandeiras durante a Campanha Nacional 2018, promover o debate político com a categoria e a população, conclamando o voto em candidatos que se comprometam com a revogação das medidas nefastas do governo Temer.
"O Sindicato sempre lutou em defesa da democracia e de uma sociedade mais justa. Não podemos reeleger candidatos que aprovaram a reforma trabalhista, a terceirização irrestrita e que pretendem acabar com nosso direito à aposentadoria. Vamos para as ruas e para os locais de trabalho debater a importância do voto para devolver ao país o desenvolvimento e justiça social", destacou o presidente do Sindicato Roberto Carlos Vicentim.
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