17/07/2018
Campanha Nacional 2018: Vida de bancário tá osso!
Atender bem, vender, bater meta e ainda aguentar pressão e assédio moral. Essa é a dura rotina da esmagadora maioria dos bancários. Não por acaso, o combate ao assédio moral ficou em terceiro lugar, dentre as prioridades apontadas por trabalhadores e trabalhadoras de bancos públicos e privados de todo o Brasil, em consulta feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), no mês de maio.
A pesquisa apontou que, para 25% da categoria, a prioridade da campanha deve ser a conquista do aumento real. Outros 23% querem que a prioridade seja a manutenção de direitos e 18% o combate ao assédio moral. A garantia do emprego (15%) e impedir a terceirização (14%) vieram na sequência: em 2017 foram extintos 17.905 postos de trabalho e, de janeiro a maio deste ano, 2.675 bancários já ficaram sem seus empregos.
“O trabalho bancário não é nada fácil”, afirma Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Contraf-CUT. “São muitas exigências, um alto grau de conhecimento e ainda as famigeradas metas cobradas muitas vezes de forma desumana, colocando o assédio moral como uma grande preocupação para nossa categoria. Os cortes agravaram a sobrecarga de trabalho e atormentam a cabeça dos trabalhadores, comprometendo a saúde física e mental.”
Assim, a terceira rodada de negociação com os bancos, na quinta-feira (19), vai abordar saúde e condições de trabalho.
O calendário fechado com a Fenaban na reunião da quinta-feira (12) prevê, ainda, as reivindicações sobre emprego em debate no dia 25 e as cláusulas econômicas para o dia 1º, quando os representantes das instituições financeiras se comprometeram a trazer uma pauta final para ser apreciada pelos trabalhadores em assembleia.
“A federação dos bancos afirmou que quer resolver a campanha na mesa de negociação com o Comando Nacional dos Bancários ainda em agosto. Essa rodada sobre saúde e condições de trabalho será um bom indicador da seriedade dessa proposta. De nossa parte, queremos negociar, mas queremos garantir a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com todos os direitos dos trabalhadores”, ressalta a dirigente.
Eles podem e devem
Os cinco maiores bancos que compõem a mesa de negociação (BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander) viram seus lucros crescer 33,5% no ano passado e mais 20,4% no primeiro trimestre deste ano (comparado com mesmo período de 2017). As receitas de prestação de serviços provenientes do trabalho dos bancários seguem em alta como um dos principais componentes desse estrondoso resultado.
"Os bancos compõem o único setor da economia que teve seus lucros acrescidos mesmo em tempos de crise. Isso demonstra, dentre vários outros indicadores, que as instituições financeiras possuem, de fato, amplas condições para renovar a CCT da categoria e garantir aos bancários uma série de direitos conquistados através de muita luta e organização", acrescenta Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região.
Vicentim destaca que a participação de todos é fundamental para fortalecer a defesa dos direitos, sobretudo nesta Campanha, a primeira após a implantação da reforma trabalhista.
"É preciso manter uma mobilização nacional em defesa dos empregos e dos direitos dos trabalhadores, uma resistência permanente. É de extrema importância, neste cenário de desafios, nos organizarmos para enfrentar o desmonte da legislação trabalhista. Todos por tudo!", conclama o presidente.
A pesquisa apontou que, para 25% da categoria, a prioridade da campanha deve ser a conquista do aumento real. Outros 23% querem que a prioridade seja a manutenção de direitos e 18% o combate ao assédio moral. A garantia do emprego (15%) e impedir a terceirização (14%) vieram na sequência: em 2017 foram extintos 17.905 postos de trabalho e, de janeiro a maio deste ano, 2.675 bancários já ficaram sem seus empregos.
“O trabalho bancário não é nada fácil”, afirma Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Contraf-CUT. “São muitas exigências, um alto grau de conhecimento e ainda as famigeradas metas cobradas muitas vezes de forma desumana, colocando o assédio moral como uma grande preocupação para nossa categoria. Os cortes agravaram a sobrecarga de trabalho e atormentam a cabeça dos trabalhadores, comprometendo a saúde física e mental.”
Assim, a terceira rodada de negociação com os bancos, na quinta-feira (19), vai abordar saúde e condições de trabalho.
O calendário fechado com a Fenaban na reunião da quinta-feira (12) prevê, ainda, as reivindicações sobre emprego em debate no dia 25 e as cláusulas econômicas para o dia 1º, quando os representantes das instituições financeiras se comprometeram a trazer uma pauta final para ser apreciada pelos trabalhadores em assembleia.
“A federação dos bancos afirmou que quer resolver a campanha na mesa de negociação com o Comando Nacional dos Bancários ainda em agosto. Essa rodada sobre saúde e condições de trabalho será um bom indicador da seriedade dessa proposta. De nossa parte, queremos negociar, mas queremos garantir a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com todos os direitos dos trabalhadores”, ressalta a dirigente.
Eles podem e devem
Os cinco maiores bancos que compõem a mesa de negociação (BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander) viram seus lucros crescer 33,5% no ano passado e mais 20,4% no primeiro trimestre deste ano (comparado com mesmo período de 2017). As receitas de prestação de serviços provenientes do trabalho dos bancários seguem em alta como um dos principais componentes desse estrondoso resultado.
"Os bancos compõem o único setor da economia que teve seus lucros acrescidos mesmo em tempos de crise. Isso demonstra, dentre vários outros indicadores, que as instituições financeiras possuem, de fato, amplas condições para renovar a CCT da categoria e garantir aos bancários uma série de direitos conquistados através de muita luta e organização", acrescenta Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região.
Vicentim destaca que a participação de todos é fundamental para fortalecer a defesa dos direitos, sobretudo nesta Campanha, a primeira após a implantação da reforma trabalhista.
"É preciso manter uma mobilização nacional em defesa dos empregos e dos direitos dos trabalhadores, uma resistência permanente. É de extrema importância, neste cenário de desafios, nos organizarmos para enfrentar o desmonte da legislação trabalhista. Todos por tudo!", conclama o presidente.
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