13/06/2018
Campanha: Pesquisa aponta que bancários estão dispostos a paralisar atividades
Os bancários estão dispostos a paralisar as atividades para que as reivindicações da Campanha Nacional Unificada 2018 sejam atendidas pelos bancos. Isso é o que mostram os resultados da consulta feita pelo Comando Nacional do Bancários à categoria.
Sindicatos de todo o país colheram as respostas dos bancários de agências e departamentos por meio de formulário físico e pela internet. Os dados apontam que 60% dos trabalhadores vão aderir à greve caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas e as assembleias deliberem pela paralisação.
“É uma prova de que a categoria entendeu que seus direitos estão em risco e, se não se mobilizar, todas as conquistas obtidas em décadas de lutas podem deixar de existir”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Prioridades
A pesquisa também apontou que, para 25% da categoria, a prioridade da campanha deve ser a conquista do aumento real. Outros 23% querem que a prioridade seja a manutenção de direitos e 18% o combate ao assédio moral. A garantia do emprego (15%) e impedir a terceirização (14%) vieram na sequência.
A 20ª Conferência Nacional dos Bancários aprovou a reivindicação de um reajuste para repor a inflação (INPC/IBGE) mais 5% de aumento real.
Quem votou não volta
A pesquisa também mostra que, para 73% dos bancários, a reforma trabalhista (Lei 13.467/2017) foi péssima para o trabalhador e que 79% não votará nos deputados e senadores que votaram favorável à nova lei.
O Comando Nacional dos Bancários planeja uma campanha para mostrar aos bancários e à toda a sociedade quais foram os parlamentares que votaram à favor da reforma.
Ação semelhante já foi proposta pelo Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região. A entidade, recentemente, montou um painel em frente a sua sede denunciando parlamentares paulistas que votaram a favor do desmonte trabalhista, apoiando o governo golpista de Michel Temer (MDB).
De acordo com o secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo, o painel visa alertar os eleitores sobre a traição desses políticos, que nas eleições desse ano voltarão a pedir votos.
“Por meio da ação, esperamos contribuir para melhorar a representatividade dos trabalhadores no Congresso Nacional, demonstrando à população como deputados e senadores do estado de São Paulo se comportaram frente ao maior projeto de retirada de direitos. Pretendemos, ainda, contribuir para que a sociedade vote de maneira consciente, retirando da bancada aqueles que se vendem por emendas e cargos, prejudicando os interesses da população que os elegeu.”
Sindicatos de todo o país colheram as respostas dos bancários de agências e departamentos por meio de formulário físico e pela internet. Os dados apontam que 60% dos trabalhadores vão aderir à greve caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas e as assembleias deliberem pela paralisação.
“É uma prova de que a categoria entendeu que seus direitos estão em risco e, se não se mobilizar, todas as conquistas obtidas em décadas de lutas podem deixar de existir”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Prioridades
A pesquisa também apontou que, para 25% da categoria, a prioridade da campanha deve ser a conquista do aumento real. Outros 23% querem que a prioridade seja a manutenção de direitos e 18% o combate ao assédio moral. A garantia do emprego (15%) e impedir a terceirização (14%) vieram na sequência.
A 20ª Conferência Nacional dos Bancários aprovou a reivindicação de um reajuste para repor a inflação (INPC/IBGE) mais 5% de aumento real.
Quem votou não volta
A pesquisa também mostra que, para 73% dos bancários, a reforma trabalhista (Lei 13.467/2017) foi péssima para o trabalhador e que 79% não votará nos deputados e senadores que votaram favorável à nova lei.
O Comando Nacional dos Bancários planeja uma campanha para mostrar aos bancários e à toda a sociedade quais foram os parlamentares que votaram à favor da reforma.
Ação semelhante já foi proposta pelo Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região. A entidade, recentemente, montou um painel em frente a sua sede denunciando parlamentares paulistas que votaram a favor do desmonte trabalhista, apoiando o governo golpista de Michel Temer (MDB).
De acordo com o secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo, o painel visa alertar os eleitores sobre a traição desses políticos, que nas eleições desse ano voltarão a pedir votos.
“Por meio da ação, esperamos contribuir para melhorar a representatividade dos trabalhadores no Congresso Nacional, demonstrando à população como deputados e senadores do estado de São Paulo se comportaram frente ao maior projeto de retirada de direitos. Pretendemos, ainda, contribuir para que a sociedade vote de maneira consciente, retirando da bancada aqueles que se vendem por emendas e cargos, prejudicando os interesses da população que os elegeu.”
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