23/05/2018
Temer tunga R$ 27 bilhões do Fundo Soberano, a poupança dos brasileiros

O Fundo Soberano do Brasil (FSB), a poupança de todos os brasileiros, criado pelo governo do ex-presidente Lula, em 2008, foi extinto por Michel Temer (MDB-SP), que já vinha tentando usar os recursos para cobrir os rombos no orçamento.
Em maio de 2016, Temer retirou do Fundo R$ 26,5 bilhões, mas não pode gastar o dinheiro porque a Lei 11887/2008 proíbe a utilização dos recursos para pagamento de despesas do governo. Os recursos ficaram reservados no Tesouro Nacional.
Agora, com a extinção do Fundo, Temer pode retirar os R$ 500 milhões que sobraram e utilizar o total de R$ 27 bilhões para quitar as contas do governo, ou, como dizem os técnicos do governo, “equilibrar” as contas públicas.
A decisão contraria totalmente o objetivo do Fundo Soberano de garantir, em períodos de crise, investimentos estratégicos em áreas como saúde, educação e infraestrutura, para alavancar a economia e promover mais desenvolvimento.
“Esse governo não enxerga o povo, a classe trabalhadora, os brasileiros que mais precisam de investimentos públicos para sobreviver com dignidade e ter esperança de um futuro melhor. É um crime de lesa a pátria”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.
Para o dirigente, a decisão é um disparate se considerarmos que em novembro do ano passado, a equipe econômica de Temer propôs um Programa Especial de Regularização Tributária para atender os grandes empresários e setores do agronegócio que apoiaram o golpe de 2016. Com essa renúncia fiscal, o prejuízo aos cofres públicos chegou a R$ 62 bilhões.
O governo golpista também foi “benevolente” com o Banco Itaú, ao perdoar R$ 25 bilhões de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) na fusão com o Unibanco.
“Ao mesmo tempo que Temer extingue o Fundo, ele isenta a dívida de grandes empresários do setor financeiro. Isso é mais uma parte do golpe e quem sofre as consequências são os trabalhadores e trabalhadoras que mais dependem de políticas públicas”, pontua Vagner.
Com o fim do Fundo Soberano, o governo golpista quer tentar garantir o cumprimento da chamada "regra de ouro das contas públicas", norma constitucional que impede que a emissão de dívida pública supere as despesas com investimentos.
O objetivo da regra de ouro, na prática, é impedir que o governo se endivide excessivamente para pagar apenas despesas.
Mas, com o orçamento público cada vez mais comprometido com despesas obrigatórias e os seguidos déficits (despesas maiores do que receitas) dos últimos anos, o endividamento subiu e ameaça o cumprimento da regra.
O governo calcula que precisa de mais de R$ 200 bilhões para cobrir o rombo da regra de ouro.
A Medida Provisória (MP) assinada por Temer propondo a extinção do Fundo Soberano do Brasil também é um desserviço à democracia, já que o FSB foi criado por Lei, enquanto uma MP entra em vigor assim que é publicada. Já para se tornar uma lei em definitivo será preciso que o Congresso Nacional aprove a Medida Provisória, em até 120 dias.
Sobre o Fundo Soberano do Brasil (FSB)
O Fundo Soberano do Brasil, fundo especial de natureza contábil e financeira, vinculado ao Ministério da Fazenda, tem por finalidade promover investimentos em ativos no Brasil e no exterior, formar poupança pública, mitigar os efeitos dos ciclos econômicos e fomentar projetos de interesse estratégico do País, localizados no exterior.
O Fundo foi criado pela Lei nº 11.887, de 2008, no governo Lula, com as reservas provenientes das sobras do superávit primário equivalentes a 0,5% do Produto Interno Bruto.
O FSB recebeu em aplicação R$ 14,25 bilhões. Um ano depois, em dezembro de 2009, a valorização era de R$ 1,9 bilhão atingindo R$ 16,1 bilhões, aplicados em papéis do Tesouro.
Até 2016, o FSB tinha em sua conta R$ 27 bilhões.
Em maio de 2016, Temer retirou do Fundo R$ 26,5 bilhões, mas não pode gastar o dinheiro porque a Lei 11887/2008 proíbe a utilização dos recursos para pagamento de despesas do governo. Os recursos ficaram reservados no Tesouro Nacional.
Agora, com a extinção do Fundo, Temer pode retirar os R$ 500 milhões que sobraram e utilizar o total de R$ 27 bilhões para quitar as contas do governo, ou, como dizem os técnicos do governo, “equilibrar” as contas públicas.
A decisão contraria totalmente o objetivo do Fundo Soberano de garantir, em períodos de crise, investimentos estratégicos em áreas como saúde, educação e infraestrutura, para alavancar a economia e promover mais desenvolvimento.
“Esse governo não enxerga o povo, a classe trabalhadora, os brasileiros que mais precisam de investimentos públicos para sobreviver com dignidade e ter esperança de um futuro melhor. É um crime de lesa a pátria”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.
Para o dirigente, a decisão é um disparate se considerarmos que em novembro do ano passado, a equipe econômica de Temer propôs um Programa Especial de Regularização Tributária para atender os grandes empresários e setores do agronegócio que apoiaram o golpe de 2016. Com essa renúncia fiscal, o prejuízo aos cofres públicos chegou a R$ 62 bilhões.
O governo golpista também foi “benevolente” com o Banco Itaú, ao perdoar R$ 25 bilhões de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) na fusão com o Unibanco.
“Ao mesmo tempo que Temer extingue o Fundo, ele isenta a dívida de grandes empresários do setor financeiro. Isso é mais uma parte do golpe e quem sofre as consequências são os trabalhadores e trabalhadoras que mais dependem de políticas públicas”, pontua Vagner.
Com o fim do Fundo Soberano, o governo golpista quer tentar garantir o cumprimento da chamada "regra de ouro das contas públicas", norma constitucional que impede que a emissão de dívida pública supere as despesas com investimentos.
O objetivo da regra de ouro, na prática, é impedir que o governo se endivide excessivamente para pagar apenas despesas.
Mas, com o orçamento público cada vez mais comprometido com despesas obrigatórias e os seguidos déficits (despesas maiores do que receitas) dos últimos anos, o endividamento subiu e ameaça o cumprimento da regra.
O governo calcula que precisa de mais de R$ 200 bilhões para cobrir o rombo da regra de ouro.
A Medida Provisória (MP) assinada por Temer propondo a extinção do Fundo Soberano do Brasil também é um desserviço à democracia, já que o FSB foi criado por Lei, enquanto uma MP entra em vigor assim que é publicada. Já para se tornar uma lei em definitivo será preciso que o Congresso Nacional aprove a Medida Provisória, em até 120 dias.
Sobre o Fundo Soberano do Brasil (FSB)
O Fundo Soberano do Brasil, fundo especial de natureza contábil e financeira, vinculado ao Ministério da Fazenda, tem por finalidade promover investimentos em ativos no Brasil e no exterior, formar poupança pública, mitigar os efeitos dos ciclos econômicos e fomentar projetos de interesse estratégico do País, localizados no exterior.
O Fundo foi criado pela Lei nº 11.887, de 2008, no governo Lula, com as reservas provenientes das sobras do superávit primário equivalentes a 0,5% do Produto Interno Bruto.
O FSB recebeu em aplicação R$ 14,25 bilhões. Um ano depois, em dezembro de 2009, a valorização era de R$ 1,9 bilhão atingindo R$ 16,1 bilhões, aplicados em papéis do Tesouro.
Até 2016, o FSB tinha em sua conta R$ 27 bilhões.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Movimento sindical cobra resposta da Caixa sobre melhorias em mecanismos de proteção a vítimas de violência
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Chapa 2 – Previ para os Associados, apoiada pelo Sindicato, vence eleição e assume mandato 2026/2030 na Previ
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio
- Santander propõe acordo que retira direitos e Sindicato orienta bancários a não assinar
- Contraf-CUT lança cartilha sobre riscos psicossociais e reforça debate sobre saúde mental no trabalho bancário