23/05/2018
Campanha 2018: Dia D para os bancários. Nossos direitos estão em risco

(Arte: Linton Publio/Seeb-SP)
A Campanha Nacional Unificada 2018 será a mais difícil dos últimos tempos para os bancários. Diante das mudanças impostas pela lei trabalhista após o golpe, nenhum direito mais está garantido.
A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, assinada em 2016 e que garantiu por dois anos todos os direitos dos bancários, deixa de valer em 31 de agosto de 2018. E o desmonte trabalhista extinguiu o princípio da ultratividade, por meio da qual as cláusulas de um acordo valiam até a assinatura de outro.
Assim, estão em risco VA, VR, PLR, licenças maternidade e paternidade, cláusulas de saúde e segurança, férias, jornada, horas extras, PLR e tantos outros direitos.
Por isso, o movimento sindical bancário antecipou toda a campanha. A consulta, por meio da qual os bancários respondem sobre suas prioridades, já foi disponibilizada aos bancários pelos dirigentes do Sindicato nas agências lotadas em sua base territorial. No sábado 26, os delegados, eleitos em assembleia, debatem essa pauta em Conferência Estadual. Depois, de 8 a 10 de junho, a Conferência Nacional define a pauta dos trabalhadores que será apresentada aos bancos.
“Para garantir direitos ameaçados por um governo que age apenas em benefício do setor patronal, estamos nos mobilizando para que as negociações comecem o mais rápido possível. Nesta Campanha, o respeito à ultratividade e aos direitos previstos na CCT é uma de nossas prioridades, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
A Convenção Coletiva de Trabalho da categoria tem abrangência nacional, ou seja, atende a todos os bancários do Brasil. Foi construída durante mais de duas décadas na luta, mas também em mesas conjuntas de negociação onde estavam representados os dois lados: banqueiros e bancários. "Nenhum ponto de nossa CCT é passível de suspensão, pois garante direitos essenciais aos trabalhadores. Os bancos permanecem lucrando cada vez mais, mesmo no cenário de uma das piores crises já vivenciadas pelo país. Isso demonstra o quanto o trabalho dos bancários tem de ser respeitado juntamente com seus direitos e conquistas", defende Vicentim.
BB e Caixa organizados
Os bancos públicos já definiram seus delegados e seus congressos nacionais, onde serão debatidas as questões específicas desses trabalhadores, nos dias 7 e 8 de junho.
As cláusulas econômicas seguem em debate na mesa única da Fenaban. Uma estratégia que já dura 15 anos e se mostrou muito acertada, resultando em ganhos para toda a categoria. É preciso continuar a luta em defesa dos direitos, dos empregos e dessas instituições tão fundamentais para a economia nacional e para toda sociedade brasileira.
Outros pontos em debate
Também serão debatidos na Conferência Estadual outros temas de grande importância para a categoria como a defesa dos empregos; a defesa da CCT com validade nacional e para todos os bancários; não às demissões em massa; a defesa dos bancos públicos; o combate à terceirização e a defesa da democracia.
A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, assinada em 2016 e que garantiu por dois anos todos os direitos dos bancários, deixa de valer em 31 de agosto de 2018. E o desmonte trabalhista extinguiu o princípio da ultratividade, por meio da qual as cláusulas de um acordo valiam até a assinatura de outro.
Assim, estão em risco VA, VR, PLR, licenças maternidade e paternidade, cláusulas de saúde e segurança, férias, jornada, horas extras, PLR e tantos outros direitos.
Por isso, o movimento sindical bancário antecipou toda a campanha. A consulta, por meio da qual os bancários respondem sobre suas prioridades, já foi disponibilizada aos bancários pelos dirigentes do Sindicato nas agências lotadas em sua base territorial. No sábado 26, os delegados, eleitos em assembleia, debatem essa pauta em Conferência Estadual. Depois, de 8 a 10 de junho, a Conferência Nacional define a pauta dos trabalhadores que será apresentada aos bancos.
“Para garantir direitos ameaçados por um governo que age apenas em benefício do setor patronal, estamos nos mobilizando para que as negociações comecem o mais rápido possível. Nesta Campanha, o respeito à ultratividade e aos direitos previstos na CCT é uma de nossas prioridades, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
A Convenção Coletiva de Trabalho da categoria tem abrangência nacional, ou seja, atende a todos os bancários do Brasil. Foi construída durante mais de duas décadas na luta, mas também em mesas conjuntas de negociação onde estavam representados os dois lados: banqueiros e bancários. "Nenhum ponto de nossa CCT é passível de suspensão, pois garante direitos essenciais aos trabalhadores. Os bancos permanecem lucrando cada vez mais, mesmo no cenário de uma das piores crises já vivenciadas pelo país. Isso demonstra o quanto o trabalho dos bancários tem de ser respeitado juntamente com seus direitos e conquistas", defende Vicentim.
BB e Caixa organizados
Os bancos públicos já definiram seus delegados e seus congressos nacionais, onde serão debatidas as questões específicas desses trabalhadores, nos dias 7 e 8 de junho.
As cláusulas econômicas seguem em debate na mesa única da Fenaban. Uma estratégia que já dura 15 anos e se mostrou muito acertada, resultando em ganhos para toda a categoria. É preciso continuar a luta em defesa dos direitos, dos empregos e dessas instituições tão fundamentais para a economia nacional e para toda sociedade brasileira.
Outros pontos em debate
Também serão debatidos na Conferência Estadual outros temas de grande importância para a categoria como a defesa dos empregos; a defesa da CCT com validade nacional e para todos os bancários; não às demissões em massa; a defesa dos bancos públicos; o combate à terceirização e a defesa da democracia.


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