11/05/2018
Governo usa dinheiro público em megaevento para privatizar a Caixa. Sindicato repudia
Os ataques à Caixa Econômica Federal e aos seus empregados não cessam. Com o objetivo de enfraquecer e privatizar a Caixa Econômica Federal, as ameaças ao caráter 100% público do banco são diárias. Um dos golpes mais recentes é a nova reestruturação, chamada de Programa Eficiência, que mira na redução de despesas em R$ 2,5 bilhões até 2019.
Em contrapartida, o banco vai promover uma reunião com mais de 6 mil gestores no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF), na quarta-feira (16). Os custos do encontro não foram revelados, mas só o aluguel do local do evento, é uma fortuna. Para deixar mais claro que o desmonte da empresa é o pano de fundo do encontro, o presidente Michel Temer é o “convidado especial” da solenidade.
“Os trabalhadores da Caixa, representados pelas mais diversas entidades, repudiam este evento. É inadmissível debater medidas que significam o enfraquecimento da Caixa fazê-lo em um megaevento financiado com dinheiro público. Chega a ser deboche com os empregados”, declarou Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa).
A convocação dos gerentes de todo o país, com obrigatoriedade de presença ou justificativa de ausência, traz as frases “Em campo pelo Brasil” e “Todo um país vibrando por você”. “Um evento desse porte, com altíssimo custo feito de última hora num momento que a própria empresa lança um Programa de Eficiência dizendo que necessita contar custos é no mínimo incoerente. Além disso, o evento exclui a grande maioria dos empregados, o que é lamentável. Quanto às metas, tenho medo do que será divulgado e cobrado desses colegas, o que consequentemente vai acarretar em mais adoecimento de todo o corpo funcional da empresa”, afirmou Fabiana Uehara Proscholdt, secretária de Cultura da Contraf-CUT.
"O governo não economiza esforços para entregar o patrimônio público brasileiro, privatizando instituições fundamentais para o desenvolvimento do país. Em um evento como este fica claro o intuito de preparar a privatização da Caixa. A direção do banco anuncia mais uma etapa do desmonte, com cortes de gastos que representam ataques ao emprego e aos direitos dos trabalhadores, denuncia Antônio Júlio Gonçalves Neto, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região.
O dirigente ainda destaca que é fundamental a participação dos empregados no encontro estadual deste sábado, dia 12, e nas atividades de luta da categoria para defender os bancos públicos, sobretudo os direitos da categoria.
"Neste momento de dilapidação do banco público, somente a união das entidades, empregados e sociedade será capaz de barrar as ameaças promovidas por um governo neoliberal, e fortalecer a luta em defesa de uma Caixa que respeite os milhares de trabalhadores que se dedicam diariamente a construir uma empresa a serviço dos brasileiros."
Questionada, a direção da Caixa declarou que o evento visa “cobrar mais resultados dos empregados”. Algo igualmente inaceitável. Sobretudo, num momento em que empregados da Caixa estão cada dia mais sobrecarregados e adoecendo, enfrentando a piora das condições de trabalho, descomissionamentos arbitrários, assédio moral, entre outros problemas.
Em contrapartida, o banco vai promover uma reunião com mais de 6 mil gestores no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF), na quarta-feira (16). Os custos do encontro não foram revelados, mas só o aluguel do local do evento, é uma fortuna. Para deixar mais claro que o desmonte da empresa é o pano de fundo do encontro, o presidente Michel Temer é o “convidado especial” da solenidade.
“Os trabalhadores da Caixa, representados pelas mais diversas entidades, repudiam este evento. É inadmissível debater medidas que significam o enfraquecimento da Caixa fazê-lo em um megaevento financiado com dinheiro público. Chega a ser deboche com os empregados”, declarou Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa).
A convocação dos gerentes de todo o país, com obrigatoriedade de presença ou justificativa de ausência, traz as frases “Em campo pelo Brasil” e “Todo um país vibrando por você”. “Um evento desse porte, com altíssimo custo feito de última hora num momento que a própria empresa lança um Programa de Eficiência dizendo que necessita contar custos é no mínimo incoerente. Além disso, o evento exclui a grande maioria dos empregados, o que é lamentável. Quanto às metas, tenho medo do que será divulgado e cobrado desses colegas, o que consequentemente vai acarretar em mais adoecimento de todo o corpo funcional da empresa”, afirmou Fabiana Uehara Proscholdt, secretária de Cultura da Contraf-CUT.
"O governo não economiza esforços para entregar o patrimônio público brasileiro, privatizando instituições fundamentais para o desenvolvimento do país. Em um evento como este fica claro o intuito de preparar a privatização da Caixa. A direção do banco anuncia mais uma etapa do desmonte, com cortes de gastos que representam ataques ao emprego e aos direitos dos trabalhadores, denuncia Antônio Júlio Gonçalves Neto, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região.
O dirigente ainda destaca que é fundamental a participação dos empregados no encontro estadual deste sábado, dia 12, e nas atividades de luta da categoria para defender os bancos públicos, sobretudo os direitos da categoria.
"Neste momento de dilapidação do banco público, somente a união das entidades, empregados e sociedade será capaz de barrar as ameaças promovidas por um governo neoliberal, e fortalecer a luta em defesa de uma Caixa que respeite os milhares de trabalhadores que se dedicam diariamente a construir uma empresa a serviço dos brasileiros."
Questionada, a direção da Caixa declarou que o evento visa “cobrar mais resultados dos empregados”. Algo igualmente inaceitável. Sobretudo, num momento em que empregados da Caixa estão cada dia mais sobrecarregados e adoecendo, enfrentando a piora das condições de trabalho, descomissionamentos arbitrários, assédio moral, entre outros problemas.
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