04/05/2018
Contas foram aprovadas com ressalvas; Participantes rejeitam fim de assembleia

(Foto: Jaílton Garcia)
Os participantes do Banesprev aprovaram as contas do exercício de 2017 com ressalvas devido a falta de aporte do serviço passado em Assembleia no último sábado (28 de abril). A reunião contou com a participação de quase 400 colegas, representando 1.259 ativos e assistidos em todo o país. Também foram aprovados por aclamação o orçamento para 2018 e o custeio do plano II. Neste ano, as taxas cobradas de contribuições normais e extraordinárias não sofrerão alterações.
Ameaças à governança do fundo
No item Assuntos Gerais, importantes esclarecimentos foram feitos a respeito da Reforma Estatutária e do Serviço Passado.
Os participantes foram atualizados sobre o conflito em relação à retirada de poderes da Assembleia de Participantes, almejada pelo Santander. Rita Berlofa, vice-presidente da Afubesp, se manifestou sobre a sugestão da Previc, rejeitada na última reunião do Conselho Deliberativo para que participantes e patrocinador concordem com a instalação de uma Comissão de Mediação e Conciliação intermediada pela autarquia para resolver a questão.
Na reunião citada, os eleitos foram favoráveis à Comissão e dispostos a debater propostas viáveis desde que sejam mantidos os direitos básicos – sugestão não acatada pelo banco, que continua com um processo administrativo para eliminar a Assembleia (órgão máximo da entidade), transformando-a em mera reunião de informação e sem poderes deliberativos.
Clique aqui para ler a ATA do Conselho Deliberativo nº 287, de 29/03/18.
Diante da situação, os colegas presentes reiteraram em votação simbólica que não aceitam o fim da Assembleia proposta pelo Santander na reforma estatutária, e também aprovaram uma grande campanha visando a retirada das contas dos aposentados do banco caso isso se concretize. “Vamos continuar lutando para manter nosso fórum deliberativo, única forma de preservar nossos direitos”, conclamou Rita.
Sobre o serviço passado
Outro tema discutido foi a atuação em várias frentes a respeito do serviço passado do Plano II. Existem ações judiciais aguardando sentença e também ações politicas, como por exemplo, a audiência publica realizada em 2016 na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, presidida na época pelo senador Paulo Paim (PT/RS).
Walter Oliveira, secretário-geral da Afubesp, esclareceu que foram realizadas duas audiências de conciliação pela Previc. Na ultima reunião realizada, em março, os participantes fizeram uma proposta baseada na Lei Complementar 109/01 para que o banco pague o total dos déficits até o momento, encerrando-se as demandas judiciais sobre o assunto. Caso ocorram novos, o equacionamento será na forma descrita no regulamento do plano.
Na ocasião, a resposta dos representantes da patrocinadora foi entendida como provocação pelos participantes: o banco aceitaria pagar à vista sua parte no déficit (55,05%) e “talvez um pouco a mais”, desde que o Plano II fosse extinto. A negociação foi encerrada imediatamente por falta de seriedade dos representantes do Santander, e foi pedido o arquivamento do processo de conciliação.
“É visível que o banco não quer qualquer compromisso futuro com o plano, assim como também está fechando seu plano atual de previdência fechada (SantanderPrevi) e ofertará aos seus novos funcionários planos abertos (PGBL e VGBL) em uma instituição financeira concorrente”, disse Oliveira.
Na audiência publica também foi solicitado que o Banco Santander pague o abono de R$ 3.500 para os aposentados, conforme acordo coletivo da categoria bancária aprovado em 2016. O pedido foi negado e corre judicialmente.
Ameaças à governança do fundo
No item Assuntos Gerais, importantes esclarecimentos foram feitos a respeito da Reforma Estatutária e do Serviço Passado.
Os participantes foram atualizados sobre o conflito em relação à retirada de poderes da Assembleia de Participantes, almejada pelo Santander. Rita Berlofa, vice-presidente da Afubesp, se manifestou sobre a sugestão da Previc, rejeitada na última reunião do Conselho Deliberativo para que participantes e patrocinador concordem com a instalação de uma Comissão de Mediação e Conciliação intermediada pela autarquia para resolver a questão.
Na reunião citada, os eleitos foram favoráveis à Comissão e dispostos a debater propostas viáveis desde que sejam mantidos os direitos básicos – sugestão não acatada pelo banco, que continua com um processo administrativo para eliminar a Assembleia (órgão máximo da entidade), transformando-a em mera reunião de informação e sem poderes deliberativos.
Clique aqui para ler a ATA do Conselho Deliberativo nº 287, de 29/03/18.
Diante da situação, os colegas presentes reiteraram em votação simbólica que não aceitam o fim da Assembleia proposta pelo Santander na reforma estatutária, e também aprovaram uma grande campanha visando a retirada das contas dos aposentados do banco caso isso se concretize. “Vamos continuar lutando para manter nosso fórum deliberativo, única forma de preservar nossos direitos”, conclamou Rita.
Sobre o serviço passado
Outro tema discutido foi a atuação em várias frentes a respeito do serviço passado do Plano II. Existem ações judiciais aguardando sentença e também ações politicas, como por exemplo, a audiência publica realizada em 2016 na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, presidida na época pelo senador Paulo Paim (PT/RS).
Walter Oliveira, secretário-geral da Afubesp, esclareceu que foram realizadas duas audiências de conciliação pela Previc. Na ultima reunião realizada, em março, os participantes fizeram uma proposta baseada na Lei Complementar 109/01 para que o banco pague o total dos déficits até o momento, encerrando-se as demandas judiciais sobre o assunto. Caso ocorram novos, o equacionamento será na forma descrita no regulamento do plano.
Na ocasião, a resposta dos representantes da patrocinadora foi entendida como provocação pelos participantes: o banco aceitaria pagar à vista sua parte no déficit (55,05%) e “talvez um pouco a mais”, desde que o Plano II fosse extinto. A negociação foi encerrada imediatamente por falta de seriedade dos representantes do Santander, e foi pedido o arquivamento do processo de conciliação.
“É visível que o banco não quer qualquer compromisso futuro com o plano, assim como também está fechando seu plano atual de previdência fechada (SantanderPrevi) e ofertará aos seus novos funcionários planos abertos (PGBL e VGBL) em uma instituição financeira concorrente”, disse Oliveira.
Na audiência publica também foi solicitado que o Banco Santander pague o abono de R$ 3.500 para os aposentados, conforme acordo coletivo da categoria bancária aprovado em 2016. O pedido foi negado e corre judicialmente.
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