20/04/2018
Desrespeito: Direção do banco Santander força trabalho além da jornada regular

(Arte: Pixabay)
O Santander passou a fornecer pacotes de telefonia e internet a seus gerentes PJ. Os gastos ficarão a cargo do banco. A aparente cortesia da direção da empresa esconde a intenção de exceder a jornada de trabalho dos bancários. E sem qualquer aumento de salário ou pagamento de hora extra.
Com essa medida, o banco que viu seu lucro aumentar 35% no ano passado pretende que os gerentes estejam à disposição dos clientes além do horário comercial. Outra recente mudança que corrobora essa intenção é o NPS (Net Promoter Score), mecanismo de avaliação implantado pelo banco no qual os clientes classificam o atendimento baseado na relação de proximidade que os gerentes mantêm com eles.
Aplicativo
Junto à disponibilização do pacote de internet, o banco também criou um novo aplicativo interno, o Santander Now, que veicula conteúdos como cursos e treinamentos.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Aparecido Augusto Marcelo, lembra que existe uma jornada de trabalho que deve ser respeitada pela direção do banco e que o atendimento aos clientes, os treinamento e cursos devem ser, portanto, condizentes com essa jornada.
"São os funcionários os principais responsáveis pelos ótimos resultados alcançados pelo banco. O mínimo que o Santander deveria fazer em respeito à essa dedicação é respeitar e reconhecer o direito dos bancários ao lazer e decanso. Na contramão, o Santander cria cada vez mais ferramentas para promover a exploração dos trabalhadores, demite e recontrata outros empregados com salários mais baixos visando lucros ainda maiores”, protesta o diretor.
O Sindicato cobra que o Santander cumpra a Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários e respeite a jornada regular de trabalho. E no caso destes profissionais trabalharem além do período regular, que o banco pague horas-extras. E, sobretudo, contrate mais funcionários a fim de diminuir a sobrecarga de trabalho.
Sobrecarga
E os dados do Banco Central comprovam que a sobrecarga de trabalho tem se intensificado no Santander. Em 2016, o banco espanhol tinha 782 clientes por empregado. Um ano depois essa relação cresceu ainda mais: 836 clientes para cada bancário. Aumento de 6,9%. A quantidade de empregados refere-se a holding Santander e não somente dos trabalhadores em agências. Portanto, a relação nas agências pode ser ainda maior.
E dinheiro não falta para contratar mais a fim de atender melhor os clientes. Em 2017, o Santander faturou R$ 15,6 bilhões apenas com a cobrança de prestação de serviços e tarifas bancárias. Esse valor cobre toda a despesa de pessoal, que foi de R$ R$ 9 bilhões. E ainda sobram R$ 6,51 bilhões. Os dados são do balanço do banco.
Vale ressaltar que o Santander foi o segundo banco com mais reclamações de clientes consideradas procedentes pelo Banco Central no primeiro trimestre de 2018.
Com essa medida, o banco que viu seu lucro aumentar 35% no ano passado pretende que os gerentes estejam à disposição dos clientes além do horário comercial. Outra recente mudança que corrobora essa intenção é o NPS (Net Promoter Score), mecanismo de avaliação implantado pelo banco no qual os clientes classificam o atendimento baseado na relação de proximidade que os gerentes mantêm com eles.
Aplicativo
Junto à disponibilização do pacote de internet, o banco também criou um novo aplicativo interno, o Santander Now, que veicula conteúdos como cursos e treinamentos.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Aparecido Augusto Marcelo, lembra que existe uma jornada de trabalho que deve ser respeitada pela direção do banco e que o atendimento aos clientes, os treinamento e cursos devem ser, portanto, condizentes com essa jornada.
"São os funcionários os principais responsáveis pelos ótimos resultados alcançados pelo banco. O mínimo que o Santander deveria fazer em respeito à essa dedicação é respeitar e reconhecer o direito dos bancários ao lazer e decanso. Na contramão, o Santander cria cada vez mais ferramentas para promover a exploração dos trabalhadores, demite e recontrata outros empregados com salários mais baixos visando lucros ainda maiores”, protesta o diretor.
O Sindicato cobra que o Santander cumpra a Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários e respeite a jornada regular de trabalho. E no caso destes profissionais trabalharem além do período regular, que o banco pague horas-extras. E, sobretudo, contrate mais funcionários a fim de diminuir a sobrecarga de trabalho.
Sobrecarga
E os dados do Banco Central comprovam que a sobrecarga de trabalho tem se intensificado no Santander. Em 2016, o banco espanhol tinha 782 clientes por empregado. Um ano depois essa relação cresceu ainda mais: 836 clientes para cada bancário. Aumento de 6,9%. A quantidade de empregados refere-se a holding Santander e não somente dos trabalhadores em agências. Portanto, a relação nas agências pode ser ainda maior.
E dinheiro não falta para contratar mais a fim de atender melhor os clientes. Em 2017, o Santander faturou R$ 15,6 bilhões apenas com a cobrança de prestação de serviços e tarifas bancárias. Esse valor cobre toda a despesa de pessoal, que foi de R$ R$ 9 bilhões. E ainda sobram R$ 6,51 bilhões. Os dados são do balanço do banco.
Vale ressaltar que o Santander foi o segundo banco com mais reclamações de clientes consideradas procedentes pelo Banco Central no primeiro trimestre de 2018.
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