16/04/2018
Queda no rendimento da população é a confirmação do golpe contra os trabalhadores

Gráfico da distribuição da massa de rendimento mensal real domiciliar per capita, efetivamente recebido no
mês de referência, a preços médios do ano, segundo as classes de percentual das pessoas em ordem
crescente de rendimento domiciliar per capita – Brasil – 2016-2017
(Fonte: IBGE)
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 4,5 milhões dos trabalhadores brasileiros (5% da população) precisaram “se virar” em 2017 com um rendimento médio mensal de R$ 47. Em 2016, era de R$ 76. As informações fazem parte da pesquisa "Rendimento de todas as fontes", feita com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada na última quarta-feira (11).
“Sempre dissemos que o golpe era, sobretudo, contra o trabalhador, que teria direitos e salários reduzidos. Aí está a prova do que dizíamos. A renda do trabalhador, que já era uma coisa tão pequena caiu ainda mais com esse governo golpista no poder. Mas, os lucros dos bancos e das grandes empresas continuam crescendo sem parar”, observou Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Essa queda no rendimento dos trabalhadores mais pobres é consequência do aumento do desemprego, da precarização do trabalho e fechamento de vagas com carteira assinada. O próprio IBGE já havia divulgado que o desemprego no país voltou a crescer e registrou 12,6% no trimestre entre dezembro e fevereiro. Pior do que isso, ao contrário do que diziam os defensores da reforma trabalhista, os trabalhadores temporários, contratados para atender a maior demanda do final de ano, não foram efetivados.
O número de desempregados só não é ainda maior devido ao aumento do número daqueles que trabalham por conta própria, que alcança 23,1 milhões de pessoas. Um aumento de 4,4% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado (dezembro de 2016 a fevereiro de 2017).
Concentração da riqueza
A pesquisa mostrou ainda que os 10% mais ricos concentraram 43% da massa de rendimentos do país em 2017, um total de R$ 263 bilhões, enquanto a parcela dos 10% com os menores rendimentos deteve apenas 0,7% desta massa.
A diferença salarial entre o 1% da população que recebeu os maiores rendimentos (em média, R$ 27.213) e os 50% que receberam os menores rendimentos (R$ 754) foi de 36,1 vezes. Na região Nordeste essa diferença é ainda maior, chegando a 44,9 vezes. Na região sul, 25 vezes.
Júlio César Trigo, secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, explica que o modelo de governo adotado por Temer possibilita o enriquecimento de quem já ganha muito às custas da exploração do trabalhador e ataca a política de valorização salarial e redução das desigualdades regionais, aplicada nos governos anteriores de Lula e Dilma.
“Para reverter esse cenário é fundamental que o trabalhador, principal gerador de riqueza no país, esteja atento nas próximas eleições e eleja candidatos comprometidos com o bem-estar e desenvolvimento de toda a população. Candidatos que priorizem investimentos em saúde, educação e em todas as políticas sociais que beneficiem as pessoas que mais precisam. Sabemos quem foram aqueles que votaram pela retirda de direitos por meio da reforma trabalhista e da lei de terceirizações, favorecendo apenas os empresários em troca de favores próprios. Esses não merecem o voto dos trabalhadores!", concluiu Trigo.
“Sempre dissemos que o golpe era, sobretudo, contra o trabalhador, que teria direitos e salários reduzidos. Aí está a prova do que dizíamos. A renda do trabalhador, que já era uma coisa tão pequena caiu ainda mais com esse governo golpista no poder. Mas, os lucros dos bancos e das grandes empresas continuam crescendo sem parar”, observou Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Essa queda no rendimento dos trabalhadores mais pobres é consequência do aumento do desemprego, da precarização do trabalho e fechamento de vagas com carteira assinada. O próprio IBGE já havia divulgado que o desemprego no país voltou a crescer e registrou 12,6% no trimestre entre dezembro e fevereiro. Pior do que isso, ao contrário do que diziam os defensores da reforma trabalhista, os trabalhadores temporários, contratados para atender a maior demanda do final de ano, não foram efetivados.
O número de desempregados só não é ainda maior devido ao aumento do número daqueles que trabalham por conta própria, que alcança 23,1 milhões de pessoas. Um aumento de 4,4% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado (dezembro de 2016 a fevereiro de 2017).
Concentração da riqueza
A pesquisa mostrou ainda que os 10% mais ricos concentraram 43% da massa de rendimentos do país em 2017, um total de R$ 263 bilhões, enquanto a parcela dos 10% com os menores rendimentos deteve apenas 0,7% desta massa.
A diferença salarial entre o 1% da população que recebeu os maiores rendimentos (em média, R$ 27.213) e os 50% que receberam os menores rendimentos (R$ 754) foi de 36,1 vezes. Na região Nordeste essa diferença é ainda maior, chegando a 44,9 vezes. Na região sul, 25 vezes.
Júlio César Trigo, secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, explica que o modelo de governo adotado por Temer possibilita o enriquecimento de quem já ganha muito às custas da exploração do trabalhador e ataca a política de valorização salarial e redução das desigualdades regionais, aplicada nos governos anteriores de Lula e Dilma.
“Para reverter esse cenário é fundamental que o trabalhador, principal gerador de riqueza no país, esteja atento nas próximas eleições e eleja candidatos comprometidos com o bem-estar e desenvolvimento de toda a população. Candidatos que priorizem investimentos em saúde, educação e em todas as políticas sociais que beneficiem as pessoas que mais precisam. Sabemos quem foram aqueles que votaram pela retirda de direitos por meio da reforma trabalhista e da lei de terceirizações, favorecendo apenas os empresários em troca de favores próprios. Esses não merecem o voto dos trabalhadores!", concluiu Trigo.
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