Abismo social: Com governo Temer, extrema pobreza sobe mais de 11% no país em 2017

(Foto: Roberto Parizotti/CUT)
O número de pessoas que viviam na extrema pobreza saltou de 13,34 milhões em 2016 para 14,84 milhões no ano passado, aumento de 11,2%. É o que mostra uma análise da LCA Consultores sobre a pesquisa Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A crise econômica, o desemprego e a reforma trabalhista que precarizou as relações de emprego, diminuindo a formalização e aumentando a informalidade, são as causas do aumento da extrema pobreza, segundo a consultoria.
Em 2016, o total da população brasileira que vivia na miséria era de 6,5%. Este índice subiu para 7,2%, no ano passado.
A pesquisa mostra que o número de pessoas que tiveram renda de trabalho em 2017 foi 310 mil menor do que em 2016, recuo de 1,36%.
A renda dos brasileiros mais pobres caiu em todo o país, em especial na Região Nordeste, onde estão concentrados 55% dos brasileiros mais pobres. Só em 2017, cerca de 800 mil nordestinos passaram a viver na pobreza extrema – no total, 8,1 milhões estão na miséria, principalmente nos estados da Bahia e de Pernambuco.
No Sudeste não foi diferente. O índice de extrema pobreza na região cresceu 13,8% – já são quase 4 milhões de pessoas na miséria. A crise econômica atingiu, principalmente, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, que viram sua população empobrecer ainda mais do que as de Minas Gerais e Espírito Santo.
Concentração de renda
A parte mais pobre da população brasileira viveu no ano passado com R$ 40 por mês. Em 2016, o valor era de R$ 49, uma perda de 18% nos rendimentos.
Já a parcela 1% mais rica da população vive com ganhos acima de R$ 15 mil mensais e perdeu menos (2,3%).
A minoria super-rica, formada por apenas 10% dos brasileiros, concentra 43,3% da renda total do país, enquanto os 10% mais pobres sobraram apenas 0,7% da renda total.
Como é feito o cálculo
O cálculo da pobreza extrema considera todas as fontes de renda – trabalho, previdência, pensão, programas sociais, aluguéis e outras fontes.
A Consultoria LCA levou em consideração a linha de corte do Banco Mundial para países, como os da América Latina, de US$ 1,90 de renda domiciliar per capita por dia, o equivalente a R$ 133,72 mensais em 2016, e atualizada para R$ 136 em 2017.
MAIS NOTÍCIAS
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Movimento sindical cobra resposta da Caixa sobre melhorias em mecanismos de proteção a vítimas de violência
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Chapa 2 – Previ para os Associados, apoiada pelo Sindicato, vence eleição e assume mandato 2026/2030 na Previ
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio
- Santander propõe acordo que retira direitos e Sindicato orienta bancários a não assinar
- Contraf-CUT lança cartilha sobre riscos psicossociais e reforça debate sobre saúde mental no trabalho bancário